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Escrito por Caio Jobimstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

PF apreende R$ 5,5 milhões em criptomoedas vinculadas ao hack do Pix

Últimas NotíciasPublicadoJul 17, 2025

Dois suspeitos foram presos em operação que localizou chaves privadas de carteira de criptomoedas que armazenava fundos roubados no ataque hacker à C&M Software.

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A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo apreenderam R$ 5,5 milhões em criptomoedas durante uma operação de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento no hack da C&M Software, que resultou no desvio de aproximadamente R$ 778 milhões das contas de reserva de seis instituições financeiras em 30 de junho.

A primeira fase da Operação Magna Fraus foi deflagrada na terça-feira, 15 de julho, e teve como alvo cinco endereços nos estados de Goiás e do Pará. Dois homens foram presos na operação, acusados de invasão de dispositivo eletrônico, furto qualificado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em um dos endereços, integrantes do CyberGaeco e promotores do MP-SP localizaram as chaves privadas de uma carteira de criptomoedas que continha R$ 5,5 milhões em fundos vinculados ao hack.

Os fundos foram transferidos para a custódia do MP-SP. Posteriormente, os fundos serão depositados em conta judicial vinculada à 1ª Vara Criminal Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de São Paulo.

Além dos R$ 5,5 milhões recuperados na operação, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 32 milhões em (USDT), stablecoin atrelada ao dólar, que foram congelados pela Tether, emissora do referido criptoativo.

Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, o investigador on-chain ZachXBT disse ter atuado em colaboração com a Tether e as exchanges de criptomoedas Binance, Bitso e Bybit para identificar e congelar R$ 28 milhões em criptomoedas vinculadas ao ataque.

Ainda segundo o investigador, um total de R$ 225 milhões teriam sido convertidos em criptomoedas pelos criminosos. ZachXBT destacou a complexidade de identificar endereços usados para lavagem dos fundos roubados, visto que o crime teve origem no sistema bancário tradicional, com movimentação inicial em moedas fiduciárias.

Maior ataque hacker ao sistema financeiro brasileiro

Considerado o maior crime cibernético da história do sistema financeiro brasileiro, o incidente ocorreu na madrugada de 30 de junho, quando criminosos acessaram o sistema da CMSW utilizando as credenciais de um funcionário da própria empresa, que teria colaborado com o ataque mediante pagamento de R$ 15.000.

Segundo a C&M Software, as credenciais foram usadas indevidamente para invadir o sistema, que fornece APIs e acesso direto às mensagens de Pix, TED, DDA e outros arranjos do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), garantindo comunicação entre bancos, fintechs e o Banco Central (BC).

O ataque hacker atingiu contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras conectadas à C&M Software. Essas contas são mantidas por bancos e instituições financeiras junto ao BC para transferências de recursos, garantia de obrigações e operações interbancárias.

Após o incidente, o BC ordenou o desligamento emergencial da conexão da C&M Software e de outras três empresas. A infraestrutura do BC e os fundos de correntistas não foram afetados pelo ataque.

Embora o BC e as empresas vitimadas pelo ataque não confirmem os valores roubados, ZachXBT estima que aproximadamente R$ 778 milhões tenham sido comprometidos no ataque.

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