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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Banco BTG Pactual anuncia que vai integrar exchange de criptomoedas direto no app do banco

Últimas NotíciasPublicado3 de ago. de 2026

Clientes da Mynt serão migrados automaticamente em setembro, com transferência de saldos, ativos, posições e histórico de operações.

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O BTG Pactual anunciou nesta segunda, 03, em e-mail aos clientes, que vai integrar a Mynt, sua plataforma de negociação de criptomoedas, ao ecossistema digital do banco. Com a mudança, os clientes poderão acessar os serviços cripto pelos aplicativos do BTG.

A migração automática começará na noite de 4 de setembro de 2026. O banco realizará o processo de forma gradual e pretende transferir todos os clientes até 8 de setembro. De acordo com um comunicado enviado aos usuários, a Mynt passa por uma reestruturação institucional diante do novo cenário regulatório para prestadores de serviços de ativos virtuais no Brasil.

“A plataforma será integrada ao ecossistema do Banco BTG Pactual”, informou a empresa.

O movimento concentrará os produtos bancários, investimentos tradicionais e serviços com criptomoedas dentro da estrutura digital do BTG. Os clientes que já possuem uma conta ativa no ecossistema do BTG poderão acessar o respectivo aplicativo com as credenciais cadastradas atualmente.

O comunicado informa que clientes com mais de uma conta ativa no BTG também receberão uma nova conta para viabilizar a migração. O banco adotará o mesmo procedimento para quem ainda não possui conta na instituição. Os usuários que não desejarem participar da mudança deverão solicitar o encerramento da conta Mynt até 16 de agosto de 2026.

Criptomoedas serão integradas ao app do banco

O cliente poderá realizar o pedido pelo aplicativo da plataforma ou pelos canais oficiais de atendimento. O BTG afirmou que preservará e transferirá integralmente os saldos, as criptomoedas, as posições e o histórico de transações mantidos na Mynt.

Com isso, os clientes não precisarão vender os ativos antes da migração nem reconstruir manualmente seu histórico de operações no aplicativo do banco. Algumas configurações, porém, ficarão fora da transferência automática. A lista inclui ordens agendadas e compras recorrentes de criptomoedas.

Após a conclusão do processo, cada usuário deverá configurar novamente essas funcionalidades no aplicativo do BTG. A medida merece atenção principalmente de investidores que utilizam compras programadas para acumular Bitcoin (BTC), stablecoins ou outros ativos ao longo do tempo.

Caso o cliente não refaça a configuração, o BTG não executará automaticamente as compras que estavam programadas no aplicativo da Mynt. A empresa disponibilizou um FAQ sobre a migração e informou que prestará atendimento por chat e e-mail.

Regras do BC motivaram mudança

Segundo o comunicado, clientes que ativaram o BC Protege+ poderão enfrentar dificuldades durante a migração caso o BTG precise abrir uma nova conta. O BC Protege+ permite que pessoas e empresas informem ao sistema financeiro que não desejam abrir novas contas naquele momento.

O Banco Central criou a ferramenta para reduzir fraudes relacionadas ao uso indevido de documentos e à abertura de contas sem autorização. Enquanto a proteção permanece ativa, bancos e outras instituições financeiras devem recusar pedidos de abertura ou inclusão como titular e representante.

Por isso, a Mynt informou que clientes com bloqueio ativo poderão ficar impossibilitados de abrir a conta necessária para receber os serviços migrados. A mudança acontece durante o período de adaptação das empresas brasileiras ao novo marco regulatório das criptomoedas.

O Banco Central publicou as Resoluções BCB 519, 520 e 521 em novembro de 2025. As regras principais entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026.

A Resolução BCB 519 estabelece os procedimentos para autorização das empresas que prestam serviços com ativos virtuais. A Resolução BCB 520 disciplina a constituição e o funcionamento dessas empresas, além de estabelecer regras para intermediação, custódia e corretagem.

A norma criou três categorias de prestadores: intermediárias, custodiantes e corretoras de ativos virtuais. Bancos e outras instituições autorizadas também podem prestar esses serviços, desde que cumpram as regras aplicáveis.

Já a Resolução BCB 521 enquadrou determinadas operações com criptomoedas no mercado de câmbio e de capitais internacionais.

As novas exigências incluem regras de governança, segurança cibernética, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro e separação entre ativos próprios e recursos dos clientes. Empresas que já atuavam no país quando o marco entrou em vigor deverão iniciar o processo de autorização até 30 de outubro de 2026. A Instrução Normativa BCB 704 detalha os documentos e procedimentos dessa etapa.


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