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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Operação Flying Dutchman: PF desarticula grupo suspeito de fraudes de R$ 4,1 bilhões envolvendo criptomoedas

Últimas NotíciasPublicadoMar 14, 2025

Esquema envolvia exchange em paraíso fiscal, que prometia altos lucros para atrair investidores e promover lavagem de dinheiro.

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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) realizaram na última quinta-feira (13) a Operação Flying Dutchman, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em crimes contra o sistema financeiro, envolvendo fraudes com criptomoedas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de João Pessoa (PB), Natal (RN), Recife (PE), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Caruaru (PE), resultando na apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos e ativos financeiros.

Além disso, a ação cumpriu uma determinação de sequestro judicial de R$ 500 milhões, visando impedir a continuidade da atividade criminosa e garantir o ressarcimento dos prejuízos às vítimas.

De acordo com as investigações, nos últimos anos, foram movimentados valores superiores a R$ 4,1 bilhões, por meio de um esquema de ocultação patrimonial. Os recursos ilícitos eram canalizados pelos investigados por meio de empresas de fachada e "laranjas", visando mascarar a verdadeira origem e destino dos valores.

A PF informou que o grupo utilizava uma exchange sediada em um paraíso fiscal no Caribe e não tinha representação no Brasil, com objetivo de atrair investidores pela promessa de alta rentabilidade e usar os aportes para lavagem de dinheiro.

Os crimes investigados são evasão de divisas, operação de câmbio não autorizada e lavagem de dinheiro.

O nome da operação, Flying Dutchman, faz alusão à lenda do Holandês Voador, um navio fantasma condenado a vagar eternamente sem jamais poder atracar. A escolha reflete o modus operandi da organização criminosa, que utilizava estruturas societárias em paraísos fiscais no Caribe para a prática de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, movimentando recursos obtidos por meio de crimes financeiros em diversos países, incluindo o Brasil.

No início do mês, a PF anunciou a prisão de Rodrigo Gomes, suspeito de participação nos esquemas de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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