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Escrito por Walter BarrosEx-redatorRevisado por Lucas CaramEx-editor

Preso nos EUA suspeito de participação no esquema do Faraó dos Bitcoins

Últimas NotíciasPublicado5 de mar. de 2025

Foragido desde 2021, Rodrigo Gomes estava na Flórida.

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A Polícia Federal (PF) anunciou nesta quarta-feira (5) a prisão de Rodrigo Gomes, suspeito de participação nos esquemas de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins. Piloto, como Rodrigo é conhecido, estava na Flórida, nos Estados Unidos, e deve ser extraditado para o Brasil.

Segundo o comunicado, a ação foi realizada pela agência americana Homeland Security Investigations (HSI), após cooperação com a Polícia Federal. O brasileiro era considerado foragido da Justiça desde agosto de 2021, quando foi deflagrada a Operação Ktyptos, responsável pela prisão de Glaidson e a desarticulação da pirâmide financeira baseada em criptomoedas comandada por ele através da empresa GAS Consultoria.

O esquema movimentou ilegalmente mais de R$ 38 bilhões entre 2015 e 2021, operando uma pirâmide financeira com falsas promessas de investimentos em criptomoedas, segundo a PF.

Piloto era alvo de uma Difusão Vermelha da Interpol desde agosto de 2022, figurando como foragido internacional. A prisão foi possível graças ao intercâmbio de informações entre a Polícia Federal e o HSI, que possibilitou sua localização na região de Miami e posterior captura.

De acordo com as investigações, o foragido deixou o Brasil utilizando um passaporte falso e passou a atuar nos Estados Unidos em benefício da organização criminosa, intermediando aquisições patrimoniais, constituindo empresas, movimentando contas bancárias, adquirindo criptoativos e providenciando documentos migratórios.

O preso permanecerá sob custódia nos Estados Unidos enquanto são adotadas as providências para sua deportação ou extradição ao Brasil, onde poderá responder pelos crimes pelos quais é acusado, com penas que podem chegar a 26 anos de prisão.

Em meio à prisão de Piloto, o governo prepara projeto que inclui criptomoedas no crime de lavagem de dinheiro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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