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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Quadrilha ignora conta-corrente e rouba R$ 500 mil em criptomoedas de médico em SP: ‘Cadê o celular que tem Bitcoin?’

Últimas NotíciasPublicadoMar 5, 2025

Criminosos teriam ignorado R$ 300 mil na conta-corrente da vítima para transferir criptos de carteira da Binance.

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Um médico de São Paulo (SP) foi feito refém durante cerca de cinco horas e teve US$ 86 mil, cerca de R$ 500 mil, roubados de sua carteira da Binance por criminosos especializados em roubo digital. O crime está sob investigação da Polícia Civil e não há suspeitos.

Segundo informações publicadas nesta quarta-feira (5) pelo Uol, o crime aconteceu em um intervalo entre a noite do dia 22 e a madrugada do dia 23 de dezembro. Período que os criminosos, escondidos na residência da vítima, obrigaram o médico a acessar a certeira digital dele através de reconhecimento facial.

De acordo com a publicação, o médico, que pediu para não ter a identidade revelada, saia de uma partida de futebol quando percebeu que estava sendo seguido por uma moto, mas acabou não se preocupando já que o veículo dele é blindado.

No entanto, ao chegar em sua casa no bairro nobre e Alto Pinheiros, o médico acabou surpreendido por quatro criminosos. Três deles acompanharam a vítima para o interior da residência enquanto outro meliante permaneceu do lado de fora monitorando a rua.

De acordo com os relatos do médico, os criminosos já sabiam que ele é investidor de criptomoedas, já eles perguntaram:

“Cadê o celular que tem Bitcoin”?

Ele disse ainda que, durante as cinco horas em que esteve refém, os criminosos chegaram a acessar a conta-corrente dele, sem movimentar os cerca de R$ 300 mil de saldo. O que, segundo ele, aconteceu por determinação de um quinto integrante, que passava as orientações por telefone:

“Fecha essa merda, eu já falei que é para roubar só cripto”, disse.

Pelo que é possível perceber a partir da movimentação da carteira, a maior fatia das transferências aconteceram em Ethereum (ETH) e Bitcoin (BTC), além de altcoins que estariam em staking.

Nesse caso, o médico afirmou que os criminosos sabiam mais do que ele em relação aos tokens bloqueados.

“Descobriram como pagar uma taxa abusiva para liberar o dinheiro na hora”, disse.

A vítima acrescentou que, de um total de cerca de R$ 562,9 mil em criptomoedas, guardadas há seis anos, os criminosos deixaram um saldo de R$ 61,6 mil porque não conseguiram concluir todas as etapas para sacar esse restante.

Enquanto isso, o governo prepara um projeto de lei que inclui criptomoedas no crime de lavagem de dinheiro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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