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Escrito por Caio JobimRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Apenas 7 criptomoedas escaparam do banho de sangue no 1º trimestre com altas de 17% a 642%

Últimas NotíciasPublicado3 de abr. de 2025

Descubra quais altcoins entre as 200 maiores criptomoedas em capitalização de mercado escaparam do banho de sangue no início de 2025, acumulando ganhos de até 642%.

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O primeiro trimestre de 2025 levou os investidores de criptomoedas da euforia à depressão de forma abrupta – e até certo ponto inesperada. O ano começou sob o êxtase da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA, com o Bitcoin (BTC) atingindo uma nova máxima histórica de US$ 109.000 em 20 de janeiro, data do início do mandato, e a promessa de uma nova era para as criptomoedas nos EUA, com apoio governamental e regulação favorável.

No entanto, o próprio Trump parece ter sido responsável pela queda generalizada que veio a seguir. O primeiro golpe sobre o mercado veio antes mesmo da posse, com o lançamento da memecoin oficial do presidente. O Official Trump (TRUMP) surpreendeu os investidores ao ser anunciado aproximadamente 48 horas antes da cerimônia de posse, sugando a liquidez do mercado de altcoins, com uma alta parabólica até atingir uma capitalização de mercado de US$ 71 bilhões.

Embora o lançamento do TRUMP tenha impulsionado tanto o Bitcoin quanto a Solana (SOL) rumo a novas máximas históricas, o que veio depois eliminou aproximadamente US$ 1 trilhão da capitalização total do mercado de criptomoedas, de acordo com dados do CoinMarketCap.

Ao assumir o cargo de presidente, Trump desencadeou uma guerra comercial indiscriminada contra aliados e inimigos, gerando incertezas macroeconômicas em um cenário global já abalado por conflitos e tensões geopolíticas. Os mercados financeiros reagiram de forma negativa, com uma fuga em massa dos ativos de risco, o aumento da correlação do Bitcoin com os índices de ações dos EUA e a disparada do ouro, porto seguro em momentos de crise, rumo a máximas históricas acima dos US$ 3.000.

A correção derrubou o Bitcoin até 30% abaixo de suas máximas históricas e a maior criptomoeda do mercado fechou o primeiro trimestre em queda de 12% – seu pior desempenho desde 2018, ano que marcou o início de um prolongado mercado de baixa que se estendeu até 2020.

As altcoins sofreram abalos ainda maiores, com o Ether (ETH) e a Solana recuando 62% e 61% desde suas máximas históricas, respectivamente. Embora a correção do Bitcoin possa ser considerada normal em ciclos de alta, as quedas do ETH e do SOL são típicas de mercado de baixa.

Com o anúncio das tarifas comerciais de Trump e a ausência de catalisadores imediatos de alta, o rumo do mercado na continuação de 2025 é uma incógnita. Analistas estão divididos entre uma possível retomada da alta, com o Bitcoin buscando novos recordes de preço, e perspectivas de que um novo mercado de baixa já esteja em curso.

7 altcoins que escaparam do banho de sangue no 1º trimestre

Em meio ao cenário de destruição de capital no primeiro trimestre de 2025, apenas 7 altcoins contrariaram a tendência macro de baixa e acumularam ganhos superiores a 10% no período. Três foram lançadas este ano e se beneficiaram do fator novidade e de airdrops generosos para suas comunidades crescerem.

O token nativo da blockchain de camada 1 Berachain (BERA) registrou o melhor desempenho no período, com ganhos de 642% desde o lançamento em 6 de fevereiro, de acordo com dados do CoinMarketCap.

Em menos de dois meses, a Berachain atingiu US$ 3 bilhões em valor total bloqueado (TVL) e fechou março com um total de US$ 3,78 bilhões em volume negociado nas exchanges descentralizadas (DEX) de seu ecossistema.

A vice-liderança coube ao Four (FORM), um token do setor de jogos baseado na BNB Chain. A alta de 467% no primeiro trimestre foi impulsionada pela listagem do FORM na Binance em 18 de março.

Token nativo do Onyx Protocol (XCN), uma plataforma blockchain focada em investidores institucionais que oferece suporte a múltiplos ativos, o Onyxcoin (XCN) também ganhou impulso com a listagem de seu token nativo em uma das maiores exchanges do mercado.

Com a abertura de suas negociações na Coinbase na última semana de janeiro, o XCN disparou 264% e fecha o top 3 do primeiro trimestre de 2025, apesar de ter devolvido grande parte dos ganhos desde então.

Com a maior capitalização de mercado do setor de ativos do mundo real (RWA), o Mantra (OM) vem mantendo em 2025 o desempenho positivo registrado no ano passado. À medida que o segmento de RWA ganhou mais atenção de investidores institucionais, o OM valorizou 67% no primeiro trimestre.

O Story (IP), um protocolo da Web3 que tem como objetivo criar um marketplace de propriedade intelectual programável, lançou sua rede principal e seu token nativo em 13 de fevereiro.

Apoiado por pesos pesados do capital de risco, como Andreessen Horowitz, Polychain Capital, Hashed e Samsung Next, o Story levantou US$ 29 milhões em uma rodada de financiamento semente em maio de 2023, US$ 25 milhões na Série A em setembro de 2023 e mais US$ 80 milhões na Série B em agosto de 2024.

Com um airdrop que distribuiu 10% do suprimento total do IP para a comunidade, o Story valorizou 62% nos primeiros três meses de 2025.

Apesar do declínio do mercado de memecoins em 2025, o Cheems foi uma exceção. Mais uma memecoin de cachorro na linhagem dos Shiba Inus, o Cheems acumulou ganhos de 57% no período.

O token nativo do protocolo de staking da Solana, Solayer (LAYER), fecha a lista com uma alta de 17%. Lançado em 11 de fevereiro com apoio da Binance, o token contrariou a tendência de baixa do mercado e se mantém em alta mesmo em condições desfavoráveis.

Maior altcoin em capitalização de mercado, o Ether (ETH) é o maior exemplo de como os investidores têm enfrentado dificuldades para encontrar alternativas ao Bitcoin no atual ciclo de alta. Conforme noticiado recentemente pelo Cointelegraph Brasil, especialistas têm afirmado que a Ehtereum pode "estar morrendo."

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