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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Lula defende o Pix de ofensiva de Trump: ‘patrimônio nacional’

Últimas NotíciasPublicadoAug 6, 2025

Presidente do Brasil diz que o mandatário dos EUA tem medo de que a solução de transações instantâneas do BC possa fazer cartões de crédito desaparecerem.

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Na última terça-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou privatizar o Pix. Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, prometeu para o dia de 18 de agosto uma resposta aos Estados Unidos sobre alegações de uma investigação do governo do presidente Donald Trump contra a plataforma de transações instantâneas do Banco Central (BC).

O Pix se tornou alvo de uma ofensiva do governo Donald Trump, depois da abertura de uma investigação do USTR (Escritório Representante de Comércio dos EUA), sob a Seção 301 da legislação norte-americana, mecanismo que autoriza medidas de retaliação econômica sempre que práticas estrangeiras sejam consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA, embora o documento assinado pelo representante do USTR, Jamieson Greer, não mencione diretamente o Pix.

Lula e Vieira estiveram presentes durante na quinta reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, o “Conselhão”, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O PIX é patrimônio nacional e referência internacional de infraestrutura pública digital. E aqui, eu gostaria que o presidente Trump fizesse uma experiência com o PIX nos Estados Unidos, disse Lula.

O presidente disse que Trump deveria experimentar fazer um Pix para ver que “é uma coisa moderna” e alfinetou o republicano dizendo que Trump tem medo da ferramenta de transações digitais.

Qual é a preocupação deles? É que se o PIX tomar conta do mundo, os cartões de crédito irão desaparecer. E é isso que está por trás dessa loucura contra o Brasil. Por isso, nós não podemos ser penalizados por desenvolver um sistema gratuito, como disse o companheiro Haddad, e eficiente, completou.

Mauro Vieira revelou que a retirada de quase 700 produtos da lista de itens brasileiros, tarifados em 50% a parti dessa quarta-feira, ocorreu mediante atuação diplomática junto aos EUA. O que preservou as indústrias de aviação, suco de laranja, celulose, dentre outras.

Também participaram do evento o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Educação, Camilo Santana.

Esta semana, Haddad afirmou que o país pode colocar minerais críticos na mesa de negociações com Trump e turbinar parcerias de inteligência artificial (IA). Por outro lado, o ministro também descartou a privatização do Pix por pressão do presidente dos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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