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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

De olho no Facebook e Instagram no Brasil, AGU recebe respostas da Meta sobre política de fake news

Últimas NotíciasPublicadoJan 14, 2025

Reação do governo brasileiro aconteceu após vídeo de Mark Zuckerberg mostrar alinhamento com Donald Trump e Elon Musk.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou nesta terça-feira (14) que recebeu na noite anterior as respostas da Meta relacionadas às mudanças na política de moderação da controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp, entre elas o fim do programa de checagem de fake news.

Na última sexta-feira (10), o Palácio do Planalto anunciou a notificação da Meta pela AGU, quando o governo estipulou um prazo de 72 horas para a big tech esclarecer dúvidas sobre a mudança nas políticas de moderação de conteúdos anunciada em um vídeo do CEO Mark Zuckerberg.

Em nota, a AGU informou que convocou uma reunião técnica para essa terça-feira sob a coordenação da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia, vinculada à AGU, para discutir as ações e medidas em relação às alterações anunciadas pela big tech estadunidense.

“Somente após essa análise, a AGU, em conjunto com os demais órgãos, se pronunciará sobre os próximos passos em relação ao assunto e tornará público o teor da manifestação”, informou a AGU à Agência Brasil.

Devem participar da reunião representantes dos ministérios dos Direitos Humanos e Cidadania, da Justiça e Segurança Pública e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Na semana passada, a Meta anunciou uma série de mudanças e o alinhamento da política da empresa à agenda de governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que defende a desregulamentação do ambiente digital e é contrário à política de checagem de fatos. Em seguida, a Meta liberou a possibilidade de ofensas preconceituosas nas plataformas.

Desde 2016, a Meta oferecia no Facebook e no Instagram um serviço de checagem de fatos, realizado por jornalistas e especialistas em cerca de 115 países, que apurava se informações que circulavam nas redes eram verdadeiras ou falsas e oferecia a contextualização aos usuários.

Com o fim da checagem de fatos, a Meta passou a adotar a política de “notas da comunidade”. Com isso, apenas usuários previamente cadastrados é que podem contestar alguma informação que circula nas plataformas.

Especialistas em direito e ambiente digitais alertam que a mudança favorece a livre circulação de fake news e também incentiva o discurso de ódio contra grupos minoritários como mulheres, imigrantes e homossexuais.

Além de Trump, o discurso de Zuckerberg demonstrou um alinhamento da Meta com o bilionário Elon Musk, dono do X, plataforma que chegou a ser bloqueada no país em agosto do ano passado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento do CEO da Meta também provocou forte reação do Governo Lula, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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