
Banco Central da Itália ordena triagem de sanções para transferências de cripto
O Banca d’Italia ordenou que prestadores de serviços de cripto implementem controles internos para realizar a triagem de transferências de cripto vinculadas a entidades sancionadas.

O banco central da Itália, o Banca d’Italia, ordenou a triagem obrigatória de sanções para transferências de criptomoedas, com o objetivo de ajudar a conter fluxos ilícitos em toda a UE.
O banco informou que os prestadores de serviços de criptoativos (CASPs) devem estabelecer políticas e controles internos para aplicar as sanções financeiras da UE ao processar transferências de cripto, de acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira.
O banco central informou que os CASPs devem se esforçar para garantir controles adequados para identificar clientes e transações vinculados a entidades sancionadas.
As criptomoedas estão sendo cada vez mais usadas por entidades iranianas e russas para evitar sanções financeiras. A stablecoin lastreada no rublo russo A7A5 processou US$ 110 bilhões em transações acumuladas entre fevereiro de 2025 e maio de 2026, apesar de ser alvo de sanções ocidentais, segundo a plataforma de segurança de blockchain CertiK.
O banco central do Irã também teria flexibilizado os controles cambiais para incentivar as empresas a usar criptomoedas como o USDt (USDT) da Tether e o Bitcoin (BTC) para liquidar transações internacionais por meio de exchanges iranianas e contornar sanções.
Em 14 de julho, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que as autoridades americanas haviam ordenado o congelamento de mais de US$ 130 milhões em cripto mantidos em carteiras vinculadas ao banco central do Irã.
Em junho, a empresa de análise de blockchain TRM Labs relatou mais de US$ 3,8 bilhões em fluxos entre a exchange de cripto CoinEx e entidades iranianas sancionadas ao longo de mais de sete anos.
Relacionado: Autoridades dos EUA congelam US$ 344 milhões em cripto vinculados ao Irã

