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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

IOF não atrapalha avanço das stablecoins no Brasil, avalia Deutsche Börse

CEO da Crypto Finance acredita que o mercado que, em caso de incidência do imposto sobre as stablecoins, ‘os bancos incorporam isso em seus modelos de precificação.

IOF não atrapalha avanço das stablecoins no Brasil, avalia Deutsche Börse
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Resumo da notícia:

  • Braço cripto do Deutsche Börse chega oficialmente ao Brasil.

  • País concentra um terço da movimentação de criptomoedas na América Latina.

  • IOF sobre stablecoins não deve atrapalhar crescimento do mercado nacional, diz executivo.

  • Arcabouço regulatório favorece serviços cripto a bancos a gestoras de investimento, segundo ele.

O braço cripto do Deutsche Börse desembarcou no Brasil esta semana manifestando otimismo em relação ao crescimento das stablecoins no país, apesar da possível cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre criptomoedas, em especial as stablecoins.

O anúncio da entrada oficial no mercado cripto brasileiro foi feito nesta terça-feira (17) durante o Merge, em São Paulo (SP). Em entrevista à coluna E-Investidor, do jornal O Estado de São Paulo, Stijn Vander Straeten, CEO do Crypto Finance, braço de criptomoedas do gigante bancário alemão, minimizou os possíveis impactos do IOF sobre as stablecoins no país.

Para o executivo do grupo suíço, o Brasil é um mercado estratégico, já que o país movimentou cerca de US$ 318 bilhões em criptomoedas entre 2024 e 2025, respondendo por cerca de um terço do volume da América Latina.

Straeten acrescentou que os bancos já operam ou se preparam para o lançamento de serviços em criptomoedas, que deixaram de ser um experimento voltado ao varejo. Para ele, os bancos devem incorporar o IOF em seus modelos de precificação, em caso de incidência do imposto sobre stablecoins.

Stijn Vander Straeten argumentou que o conjunto de regras editadas pelo Banco Central (BC) entre o final do ano passado e o começo desse ano, entre elas o enquadramento das stablecoins e de outros criptoativos nas regras do mercado de câmbio, representa maior segurança jurídica. Nesse caso, o executivo qualificou como fundamental o arcabouço regulatório, já que o Crypto Finance Group pretende atuar junto a bancos e gestoras de investimentos, para que essas instituições ofereçam criptomoedas a seus clientes.

Mostrando-se tranquilo em relação aos ciclos e a volatilidade do mercado, ele disse ainda que a adoção de criptomoedas no Brasil é real, que os bancos compreendem que as criptomoedas envolvem infraestrutura em blockchain, stablecoins e tokenização, não apenas o preço do Bitcoin (BTC).

No dia anterior, durante um painel realizado no DeFi Technologies Insights Symposium, Guilherme Affonso Ferreira, CFO da OranjeBTC, revelou que diversos bancos do Brasil estão procurando a empresa para desenhar novos produtos baseados em Bitcoin, incluindo estruturas de investimento e soluções financeiras baseadas na tecnologia blockchain, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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