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Escrito por Turner WrightRedatorRevisado por Ana Paula PereiraEditor

Interpol coordena repressão a mineradoras ilegais de criptomoedas em Angola

Últimas NotíciasPublicado22 de ago. de 2025

Uma proibição à mineração entrou em vigor no país africano em abril de 2024, seguida por autoridades chinesas alertando os residentes a não “apoiarem ou se envolverem em atividades de mineração de moedas virtuais”.

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A Organização Internacional de Polícia Criminal, ou Interpol, anunciou mais de mil prisões e a apreensão de cerca de US$ 100 milhões como parte de uma repressão que incluiu mineradores de criptomoedas e golpistas.

Em um comunicado de sexta-feira, a Interpol informou que havia coordenado com as autoridades de Angola o desmantelamento de 25 centros de mineração de criptomoedas operados ilegalmente por 60 cidadãos chineses.

A organização disse que apreendeu equipamentos avaliados em mais de US$ 37 milhões, que o governo angolano planeja distribuir para “áreas vulneráveis”.

A repressão à mineração em Angola fez parte de uma operação contra crimes cibernéticos em países africanos, resultando na prisão de 1.209 pessoas e na recuperação de mais de US$ 97 milhões.

As autoridades da Zâmbia também relataram o desmantelamento de um esquema de fraude no qual 65.000 vítimas perderam cerca de US$ 300 milhões, tendo sido atraídas com a promessa de retornos elevados em investimentos em criptomoedas.

Angola, com uma população de cerca de 39 milhões de pessoas, enfrenta problemas significativos de distribuição e fornecimento de energia em várias regiões do país, o que levou à repressão contra mineradores de criptomoedas. Embora o uso de ativos digitais não seja essencialmente ilegal no país, uma proibição à mineração entrou em vigor em abril de 2024 em resposta ao consumo de energia pelas criptomoedas.

“A lei criminaliza a mineração de criptomoedas, e a posse de equipamentos de informação, comunicação e infraestrutura usados para a ‘mineração’ de moedas virtuais é punível com prisão de um a cinco anos e confisco do equipamento”, dizia um comunicado traduzido da embaixada da China em Angola em abril de 2024, alertando os residentes sobre a proibição da mineração.

Repressão à mineração em resposta a preocupações com energia

Muitos países aprovaram leis ou políticas restringindo ou até proibindo totalmente operações de mineração de criptomoedas devido a preocupações com a distribuição de energia para seus habitantes. Exemplos recentes de repressão incluem a República da Buriátia, na Rússia, onde 95 máquinas de mineração e um transformador móvel foram escondidos dentro de um caminhão e estavam desviando eletricidade ilegalmente.

Nos Estados Unidos, as leis sobre mineração são determinadas por cada estado, levando à existência de áreas “amigáveis”, como o Texas, onde empresas como MARA Holdings, Riot Platforms e CleanSpark operam. Em 2022, o governo de Nova York emitiu uma moratória de dois anos para a mineração baseada em proof-of-work no estado.

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