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Escrito por Christina Combenstaff writerRevisado por Bryan O'Sheastaff editor

Corrida pelo 'super app' cripto começa à medida que o setor entra na era da agregação, diz relatório

Últimas NotíciasPublicadoDec 16, 2025

Segundo a Delphi Digital, exchanges de criptomoedas disputam para se tornar a tela inicial de negociação, pagamentos e Web3.

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De acordo com um novo relatório da Delphi Digital, plataformas de criptomoedas estão, discretamente, se transformando em camadas de distribuição para tudo, desde negociação e pagamentos até aplicativos on-chain e geração de rendimento.

A visão de “super app” que remodelou as finanças de consumo na Ásia agora colide com as preferências de experiência do usuário no Ocidente e com uma regulação mais clara, e as exchanges apostam que quem controlar a interface principal controlará a próxima onda de usuários.

A chegada da era da agregação

O relatório conclui que o setor cripto está entrando em uma “era da agregação”, na qual o verdadeiro poder deixa de estar nos protocolos base e passa para quem detém o relacionamento com o usuário. Em outras palavras, o local onde as pessoas fazem login pela primeira vez, movimentam dinheiro e descobrem produtos.

Nesse cenário, exchanges e grandes plataformas disputam para se tornar o principal ponto de entrada, o app que distribui liquidez, fluxo de ordens, stablecoins, staking, tokens não fungíveis, jogos e outros serviços.

A estratégia de app único da Binance

A Delphi destaca a Binance como o exemplo mais claro da aposta em um super app monolítico, argumentando que o modelo espelha o estilo WeChat de “uma interface, utilidade infinita”.

Fonte: Delphi Digital

O que começou como uma plataforma focada apenas em negociação passou, de forma constante, a incorporar comportamentos adjacentes: negociação à vista e de derivativos, produtos Earn, empréstimos e staking, pagamentos via Binance Pay, carteira Web3 e serviços institucionais, tudo reunido em uma única interface densa.

A abordagem em constelação da Kraken

Em contraste, a Delphi descreve a Kraken como adepta de um modelo federado de “constelação”, construído sobre uma espinha dorsal compartilhada de liquidez, custódia e identidade.

Em vez de forçar todos os usuários a um único app sobrecarregado, a Kraken está lançando interfaces especializadas: Inky, um app de memecoins focado em entretenimento; Krak, voltado a remessas e pagamentos com stablecoins e rendimento; e o Kraken Pro, para negociação clássica com gráficos avançados.

Fonte: Delphi Digital

A ideia, segundo a Delphi, é desagregar a interface do usuário, mas reagrupar tudo nos bastidores, de modo que a Kraken continue sendo o trilho de distribuição subjacente, mesmo com a fragmentação das experiências do usuário.

Onde entram Coinbase, OKX e outras

A Delphi constatou que outras grandes plataformas também avançam para esse papel de camada de distribuição, mesmo evitando o rótulo de “super app”.

A Coinbase aprofundou sua atuação em carteiras inteligentes, descoberta on-chain, staking e pagamentos, posicionando-se como um hub regulado e amigável ao consumidor tanto para negociação quanto para acesso à Web3.

A OKX, a Bybit e outras combinam negociação centralizada com carteiras Web3 integradas, mercados de NFTs e acesso a DeFi, efetivamente agrupando trilhos on-chain em torno de suas bases de usuários existentes.

O que está em jogo?

A Delphi argumenta que, por trás dos lançamentos de produtos, existe uma disputa maior sobre quem controla a descoberta de aplicativos e protocolos de terceiros e como os reguladores classificam essas plataformas.

Um super app único e completo concentra riscos e supervisão em um só lugar, oferecendo conveniência incomparável. Um modelo federado, com múltiplos apps, distribui as interfaces de usuário enquanto mantém o controle da infraestrutura.

Qualquer que seja o modelo vencedor, ele poderá determinar quem se tornará a principal camada de distribuição do setor cripto no próximo ciclo e em quais termos os próximos cem milhões de usuários irão ingressar.

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