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Escrito por Walter Barrosstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Empresas autorizadas pelo BC permitem pagamento para o 'jogo do tigrinho' e outras Bets ilegais, diz reportagem

Últimas NotíciasPublicadoFeb 28, 2025

Empresas negam envolvimento com plataformas de apostas ilegais, mas admitem possibilidade de utilização dos serviços sem autorização.

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Oito instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central (BC) supostamente têm sido usadas para saques e pagamentos pelo caça-níquel on-line Fortune Tiger, o “jogo do tigrinho”, e Bets não autorizadas a atuar no país.

De acordo com um levantamento feito pelo portal Metrópoles, essas instituições de pagamento operam atualmente para mais de cem bets ilegais, não cadastradas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão do Ministério da Fazenda responsável pela regulamentação infralegal das Bets no país, iniciada em janeiro desse ano.

Segundo a publicação, a lista inclui instituições conhecidas do mercado, como Voluti, Microcash e FitBank, fintech que tem o JPMorgan entre seus acionistas. No total, a reportagem informou que não são casos isolados, já que 136 sites ilegais de Bets usam plataformas dessas e outras instituições autorizadas pelo BC.

A reportagem acrescentou que chegou a se cadastrar nas plataformas e simulou com sucesso a efetuação de transferências via Pix para Bets ilegais. Essas plataformas, acrescentou a reportagem, possuem indícios grotescos de ilegalidade, aceitam dados falsos e sem CPF no ato do cadastro e, inclusive, recomendam que as pessoas façam acesso através de VPNs para burlarem o bloqueio do governo.

Uma dessas simulações aconteceu através de um link disponibilizado em uma transmissão da influencer Dayanne Bezerra, irmã da advogada e também influencer Deolane Bezerra, para promover o “jogo do tigrinho”.

De acordo com a matéria, apesar dos indícios de ilegalidade da plataforma, o pagamento seria possível através do Pix não consumado, já que o depósito seria efetuado através da Volutti à Brapay, que, segundo a publicação, é a empresa que opera para a Bet ilegal. Já a Voluti negou que opera junto a Bets ilegais e disse que cancelou todos os contratos com plataformas de apostas on-line.

O FitBank informou que não possui Bets como clientes, que possui fortes regras de Compliance que é apenas um provedor de serviços de pagamento. Outras empresas ouvidas pela reportagem também negaram envolvimentos com as Bets ilegais, entre elas Treeal e Microcash. Já as empresas Sants Bank, Ecomovi, Creditag e Silium não responderam à reportagem. O Cointelegraph Brasil também está aberto, caso as empresas citadas queiram se manifestar.

O Ministério da Fazenda informou que notificou recentemente 22 instituições de pagamento que foram identificadas operando para Bets ilegais. Já o BC disse que atua para criar ferramentas de fiscalização mais eficazes de empresas que usam o Sistema Financeiro Nacional.

Na semana passada, o governo estabeleceu um prazo para Bets apresentarem medidas de combate à lavagem de dinheiro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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