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Escrito por Sam BourgiRedatorRevisado por Ana Paula PereiraEditor

Cango registra coleta 'massiva' de Bitcoin em julho e fortalece tesouraria corporativa

Últimas NotíciasPublicado5 de ago. de 2025

Três meses após sua mudança completa para mineração de Bitcoin, a empresa chinesa Cango minerou 450 BTC em julho.

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Três meses após se desfazer de sua unidade de financiamento de automóveis para focar na mineração de Bitcoin, o conglomerado chinês Cango (CANG) aumentou significativamente sua produção de criptomoedas, indicando que a aquisição de máquinas de mineração da Bitmain está ampliando sua capacidade em meio à intensificação da concorrência no setor.

Segundo dados da Farside Investors, a Cango produziu 650,5 Bitcoins (BTC) em julho, um aumento expressivo em relação aos 450 BTC de junho. A Farside também informou que adicionou a Cango ao seu painel de mineradoras, removendo a Hut 8 devido à ausência de divulgações mensais de produção.

Fonte: Farside Investors

Como noticiado pelo Cointelegraph, a Cango minerou um total de 954,5 BTC em abril e maio, os dois primeiros meses após sua transição completa para a mineração de Bitcoin.

Atualmente, a Cango detém 4.529,7 BTC, avaliados em aproximadamente US$ 512 milhões, colocando-a entre os 20 maiores detentores de Bitcoin entre empresas de capital aberto. Dados do setor mostram que ela se aproxima do patamar de empresas como GameStop e ProCap BTC.

O aumento da produção ocorreu após a compra de equipamentos de mineração da Bitmain no valor de US$ 256 milhões, garantindo 32 exahashes por segundo (EH/s) de taxa de hash. O acordo, anunciado em novembro passado como parte de uma estratégia de investimento mais ampla de US$ 400 milhões, marcou a mudança oficial da Cango do financiamento de automóveis para a mineração de Bitcoin.

A mudança da empresa fez parte de uma estratégia de diversificação voltada para aproveitar o crescimento dos ativos digitais. A Cango afirmou ter aproveitado sua infraestrutura existente e experiência em gestão de ativos digitais para impulsionar sua entrada na mineração de Bitcoin.

Mudança da Cango coloca a China em destaque no setor de criptomoedas

Apesar de uma recente queda no preço de suas ações e desempenho negativo no acumulado do ano, as ações da Cango dispararam 158% nos últimos 12 meses. Grande parte desse impulso começou no outono passado, quando a empresa anunciou seu avanço na mineração de Bitcoin.

O preço das ações da Cango disparou desde o outono passado. Fonte: Yahoo Finance

Antes de sua transição para o setor de criptomoedas, a Cango era conhecida principalmente como uma plataforma chinesa de financiamento automotivo, oferecendo empréstimos ao consumidor e facilitando exportações de veículos online. A empresa abriu capital em 2018.

Vale destacar que a Cango permanece sediada na China, um país com uma postura complexa e frequentemente restritiva em relação às criptomoedas. A mineração de Bitcoin foi efetivamente proibida na China em meados de 2021.

Conforme relatado pela Galaxy Research na época, as restrições governamentais no país levaram mineradoras a migrarem para países vizinhos como o Cazaquistão, além da América do Norte, em um movimento estratégico de realocação da produção de mineração.

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