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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Banco brasileiro criado pelo imperador Dom Pedro II em 1861 se rende ao Bitcoin e lança fundo de criptomoedas

Últimas NotíciasPublicado7 de out. de 2025

O banco lançou seu primeiro fundo de criptomoedas, em parceria com a Hashdex, e avança em projetos de blockchain e Drex pelo país.

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Resumo da notícia

  • Caixa lança fundo cripto com aplicação mínima de R$100 e parceria com a Hashdex.
  • Fundo replica o Nasdaq Crypto Index, com liquidez e segurança regulatória.
  • Banco amplia testes com blockchain e Drex, incluindo pagamentos offline e imóveis tokenizados.

A Caixa Econômica Federal, banco brasileiro criado pelo imperador Dom Pedro II em 1861, se rendeu ao Bitcoin e anunciou nesta terça, 07, seu primeiro fundo de criptomoedas.

Por meio da CAIXA Asset, gestora de recursos da CAIXA, a instituição lançou o CAIXA Expert Hashdex Nasdaq Crypto Index FIC de Classe de FIF Multimercado – Resp Limitada.

O fundo foi feito em parceria com a Hashdex e busca replicar a performance do Nasdaq Crypto Index (NCITM), índice desenvolvido pela Hashdex em conjunto com a Nasdaq, que investe de forma diversificada nos ativos mais relevantes do mercado global de cripto.

Aberto ao público geral, terá aplicação mínima inicial de R$100,00 e prazo de resgate de D+1 para cotização e D+8 para liquidação. A estrutura foi pensada para equilibrar liquidez, acessibilidade e segurança regulatória, reduzindo barreiras de entrada para o pequeno investidor.

De acordo com o Diretor Presidente da CAIXA Asset, Humberto Magalhaes, o mercado de criptoativos vem crescendo rapidamente e se tornando parte importante dentre as opções de investimento.

“Nosso objetivo é permitir que o cliente da CAIXA tenha acesso a essa tendência de forma simplificada, por meio de um investimento regulado. É mais uma forma de diversificar as opções de investimentos e participar dessa evolução tecnológica que está transformando o mercado financeiro, atraindo um público com maior apetite a riscos, incluindo os jovens. A oferta do produto aos clientes será acompanhada de uma orientação quanto à volatilidade dos criptoativos e da conscientização quanto a pertinência de diversificação da alocação dos recursos disponíveis", afirma.

Henry Oyama, diretor de Estratégias de Investimento da Hashdex, ressalta que a parceria marca um passo importante na consolidação dos criptoativos no Brasil.

“A Hashdex nasceu com a missão de democratizar o acesso aos criptoativos e hoje é uma gestora global nessa classe. Trazer essa solução junto à CAIXA Asset, uma das casas de gestão mais relevantes do país, é um passo histórico para ampliar o alcance dessa indústria. É a combinação entre a solidez de uma gestora com tradição no mercado local e a expertise de quem lidera o mercado cripto no mundo."

Caixa e o mercado cripto

A Caixa Econômica Federal vem testando tecnologias ligadas a blockchain, ativos digitais e ao Drex (real digital) em diversos ambientes-piloto.

Em municípios da Amazônia, a Caixa já realizou experimentos de pagamentos offline com Drex, apresentando um modelo para operar em regiões com baixa conectividade.

O superintendente da Caixa, Rafael Silva, confirmou o uso dessa tecnologia em comunidades ribeirinhas. Foi demonstrada a transferência de valores entre um cartão físico e terminais de comerciantes, sem conexão à internet.

O banco também estimou que esse modelo pode gerar até R$ 30 milhões de impacto no PIB local nessas regiões remotas.

Além disso, o banco, em parceria com a operadora Elo, realizou simulações de transações imobiliárias digitalizadas usando Drex e contratos inteligentes.

Nesse teste, a Caixa quitou dívidas de imóveis, concedeu novo financiamento e efetuou a transferência de propriedade em ambiente tokenizado, com uso de blockchain.

A operação seguiu o modelo DvP (delivery versus payment), que garante que o pagamento e a transferência ocorram simultaneamente, evitando riscos para as partes envolvidas.

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