
Notícias Cripto: IA no Itaú, Hack4Freedom, Chiliz, BingX e outras novidades
Confira as novidades no mercado de ativos digitais

Itaú lança assistente de IA para consultas e transações bancárias
O Itaú Unibanco lançou a ia.i, uma interface de inteligência artificial generativa que permite consultar informações, esclarecer dúvidas e realizar operações bancárias por comandos de texto ou voz. A ferramenta está disponível inicialmente para cerca de 300 mil clientes, com previsão de alcançar 3 milhões até setembro e toda a base até o final de 2026.
O recurso pode acessar informações relacionadas a conta corrente, crédito, cartões, seguros, investimentos e gestão financeira. A interface também permite iniciar transações, como Pix, e direcionar o cliente às funções tradicionais do aplicativo ou ao atendimento humano quando necessário. Segundo o banco, as respostas consideram o histórico de relacionamento e o contexto financeiro de cada usuário.
O Itaú prevê acrescentar recursos para simulação e contratação de produtos, além de análises recorrentes de receitas, despesas e hábitos financeiros. O banco afirma que adotou mecanismos de proteção de dados, monitoramento de modelos e governança para operar a ferramenta. Em pesquisa realizada com o Grupo Consumoteca, 65% dos entrevistados disseram ter interesse em usar uma tecnologia como copiloto financeiro.
Hack4Freedom premia projetos de Bitcoin criados por mulheres
A primeira edição brasileira do Hack4Freedom reuniu 26 mulheres de cinco estados e resultou na criação de nove projetos. Realizado durante duas semanas na Casa21, sede da Vinteum em São Paulo, o hackathon distribuiu mais de US$ 5 mil e incluiu atividades com Bitcoin Core, Lightning Network, Nostr e Breez SDK.
O primeiro lugar e US$ 2 mil ficaram com a Satra, carteira Lightning disfarçada de calculadora para mulheres que enfrentam violência doméstica. O Lightning Receivables Protocol, voltado à antecipação de recebíveis para pequenos empreendedores, recebeu US$ 1 mil, enquanto a plataforma Iris, direcionada ao financiamento comunitário da compra de medicamentos por pessoas trans, ficou em terceiro lugar e recebeu US$ 500.
O projeto Arakne recebeu o prêmio Nostr de US$ 1 mil por combinar uma aplicação de aprendizagem de crochê com uma rede de microcrédito pela Lightning Network. A Satra também ganhou US$ 500 na categoria Breez SDK, e a infraestrutura de pagamentos comunitários de energia SatsMeter recebeu uma menção honrosa de US$ 200.
Qubic integra Alchemy Pay e amplia compra do token para 173 países
O token QUBIC passou a ser oferecido pela plataforma de pagamentos Alchemy Pay em 173 países, incluindo os Estados Unidos. A integração permite a compra direta do ativo com moedas fiduciárias, sem a necessidade de adquirir outra criptomoeda ou utilizar uma exchange como etapa intermediária.
Os meios de pagamento disponíveis incluem cartões de crédito e débito, Apple Pay, Google Pay e transferências bancárias. A oferta também contempla sistemas locais, como Pix no Brasil, SPEI no México, UPI na Índia, QRIS na Indonésia, VietQR no Vietnã e SEPA Instant na Europa. A disponibilidade de cada opção depende do país do usuário.
Nos Estados Unidos, as compras podem ser realizadas com cartões Visa e Mastercard por meio dos parceiros da Alchemy Pay. As transações estão sujeitas às regras aplicáveis em cada jurisdição, além de verificações de identidade e elegibilidade. A integração já está disponível na plataforma de entrada de moedas fiduciárias da empresa.
Chiliz vincula Fan Tokens ao desempenho de seleções na Copa
A Copa do Mundo de 2026 reuniu 48 seleções em 104 partidas e ampliou o uso de ativos digitais em campanhas direcionadas aos torcedores. Segundo os dados apresentados no comunicado, os vídeos publicados nas plataformas da FIFA ultrapassaram 20 bilhões de visualizações durante a competição.
A Chiliz realizou a campanha “Burn to Glory”, que relacionou a oferta de Fan Tokens ao desempenho das seleções. A cada vitória prevista pela iniciativa, a empresa retirava parte dos tokens de circulação, com percentuais maiores conforme as equipes avançavam. A ação incluiu ativos digitais de Bélgica, Portugal, África do Sul, Escócia, Argentina e Espanha.
Além dos tokens, empresas do setor têm desenvolvido aplicações para ingressos, recompensas, votações, colecionáveis e programas de fidelidade. A Chiliz afirma que os Fan Tokens já geraram mais de US$ 700 milhões em receitas acumuladas para organizações esportivas desde a criação da categoria. O valor foi divulgado pela própria empresa e reúne resultados anteriores e obtidos durante a Copa.
BingX encerra campanha com eventos e creators durante a Copa
A exchange BingX encerrou sua campanha relacionada à Copa do Mundo de 2026, realizada em diferentes regiões durante o torneio. As ações combinaram conteúdos digitais, colaborações com criadores, eventos presenciais e atividades ligadas à negociação de criptoativos.
No Brasil, a empresa firmou uma parceria com Jon Vlogs para o Copathon, série de transmissões ao vivo produzida em uma motorhome itinerante. O conteúdo acompanhou os jogos e reuniu entretenimento, informações sobre criptoativos, sorteios e interações com a audiência.
A BingX também realizou oito eventos para transmissão das partidas na América Latina. Durante os encontros, gols marcados pelas seleções apoiadas liberavam vouchers aos participantes. A campanha integrou a estratégia de marketing esportivo da empresa, que também mantém parcerias com o Chelsea e a Scuderia Ferrari.
CLARITY Act pode definir atuação da SEC e CFTC sobre cripto
O CLARITY Act busca estabelecer regras para a emissão, a negociação e a supervisão de ativos digitais nos Estados Unidos. O projeto pretende definir quais criptoativos devem ficar sob fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) e quais seriam classificados como commodities digitais, sob responsabilidade da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).
A proposta também prevê requisitos de transparência, proteção dos ativos dos clientes, governança e prevenção a fraudes. Na avaliação do Mercado Bitcoin, uma divisão mais clara das competências regulatórias pode facilitar a participação de bancos, gestoras e outros investidores institucionais, mas não representa um gatilho automático para a valorização do mercado.
O debate ocorre após a aprovação do GENIUS Act, legislação direcionada às stablecoins nos Estados Unidos. Antes de uma votação definitiva, o CLARITY Act ainda enfrenta negociações sobre temas como a remuneração de stablecoins e possíveis conflitos de interesse envolvendo autoridades públicas. Embora tenha alcance nacional, o projeto pode influenciar decisões e produtos financeiros em outros mercados.

