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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Brasil ignora o medo de recessão nos EUA, compra a queda do Bitcoin e investe US$ 24 milhões em fundos de criptomoedas

Últimas NotíciasPublicadoMar 17, 2025

País vai na contramão global, que registra US$ 1,68 bilhão em saídas líquidas em produtos de investimento cripto.

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Os investimentos do Brasil em fundos baseados em criptomoedas totalizaram US$ 4,2 milhões, cerca de R$ 24 milhões, no acumulado semanal da última sexta-feira (14) segundo a CoinShares.

Fonte: Reprodução/CoinShares

Além do Brasil, Alemanha, Austrália e Hong Kong aportaram respectivos líquidos de US$ 8 milhões, US$ 1,6 milhão e US$ 700 mil, de acordo com o relatório semanal da gestora de criptomoedas. No entanto, esses aportes foram superados por saídas massivas dos Estados Unidos, que chegaram a US$ 1,16 bilhão. Na mesma direção, Suíça, Canadá e Suécia retiraram respectivos líquidos de US$527,7 milhões, US$ 6,6 milhões e US$ 5,1 milhões.

As retiradas resultaram na quinta semana de fechamento no vermelho, US$ 1,68 bilhão, enquanto o acumulado nesse período foi de US$ 6,4 bilhões em saques líquidos. Retração que é decorrente do medo de recessão nos Estados Unidos a partir da guerra tarifária promovida pelo presidente Donald Trump com a taxação de produtos de outros países, além do corte fiscal e de investimentos.

De acordo com o levantamento da CoinShares, o acumulado de 17 dias de saídas marcou a maior sequência negativa dos fundos de criptomoedas desde o começo do monitoramento, em 2015. Apesar disso, 2025 permanece no azul com um acumulado de US$ 912 milhões, com a maior fatia dos EUA e o Brasil na quarta colocação global esse ano, US$ 787 milhões e US$ 72 milhões respectivamente.

Quanto ao total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), a semana anterior fechou em US$ 133,55 bilhões, enquanto o acumulado brasileiro se manteve na sexta colocação global com US$ 1,18 bilhão. Estados Unidos, Suíça, Canadá, Alemanha e Suécia também permaneceram em suas posições com respectivos AuM de 100,48 bilhões, US$ 5,3 bilhões, US$ 4,94 bilhões, US$ 4,76 bilhões e US$ 2,87 bilhões.

A aferição dos fundos por criptoativos apontou que as maiores pressões vendedoras se relacionaram ao Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Short Bitcoin e Solana (SOL), em respectivos líquidos de US$ 978 milhões, US$ 176 milhões, US$ 3,6 milhões e US$ 2,2 milhões, enquanto outros fundos cripto totalizaram US$ 528,5 milhões.

O total massivo de saídas quase que anulou o AuM de fundos em BNB, cujo acumulado fechou em US$ 15 milhões, de acordo com o mapeamento. Em direção contrária, os produtos de investimento lastreados em XRP e Cardano (ADA) atraíram respectivos líquidos de US$ 1,8 milhão e US$ 400 mil.

Os principais fundos cripto fecharam a semana no vermelho. Nesse caso, os maiores volumes de saídas líquidas foram do 21Shares AG, iShares ETFS (Bitcoin e Ethereum), Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund, Grayscale Investiments, ARK 21 Shares, ProShares ETFs e CoinShares XBT Privider AB, em respectivos US$ 534 milhões, US$ 401 milhões, US$ 317 milhões, US$ 134 milhões, US$ 68 milhões, US$ 13 milhões e US$ 10 milhões, enquanto outros fundos totalizaram US$ 205 milhões em saldo negativo.

Fonte: Reprodução/CoinShares

Na semana anterior, os investidores nacionais seguiram o pessimismo global e sacaram R$ 4,6 milhões de fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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