ABcripto reforça articulação institucional
A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) ampliou sua atuação institucional em um momento de maior pressão regulatória sobre o setor de ativos digitais no país. A entidade anunciou a entrada de Diego Perez como vice-presidente e diretor de relações institucionais, reforçando a interlocução com autoridades e agentes do sistema financeiro.
Perez deixa a presidência da ABFintechs após anos de atuação em debates com órgãos como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Ministério da Fazenda. Ao longo desse período, participou de discussões relacionadas ao Open Finance, ao Pix e à construção do marco regulatório de criptoativos.
A movimentação ocorre em um contexto de aproximação entre o mercado de ativos digitais e a infraestrutura financeira tradicional. Nos bastidores, cresce a expectativa de que entidades do setor atuem de forma mais coordenada na definição de regras para prestadores de serviços de ativos virtuais, especialmente diante do avanço de projetos legislativos e da atuação mais ativa do Banco Central.
BingX amplia presença em TradFi
A exchange BingX divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 com destaque para a expansão de produtos ligados a finanças tradicionais e ferramentas baseadas em inteligência artificial. O período foi marcado pelo lançamento de um mercado que reúne ativos como ações, índices, commodities e forex.
Segundo os dados divulgados, operações com ativos tradicionais chegaram a representar até 50% do volume total negociado na plataforma durante o trimestre. O movimento sugere uma diversificação do perfil de usuários e maior integração entre mercados cripto e tradicionais.
No campo de inteligência artificial, a empresa reportou mais de 5 milhões de usuários em sua suíte de ferramentas, com dezenas de milhões de interações registradas. Também foram lançados novos recursos voltados à análise de mercado e execução automatizada de operações.
Além disso a empresa iniciou uma campanha global para marcar seu oitavo aniversário, estruturada em torno de eventos promocionais e ações de engajamento com usuários. A iniciativa inclui competições de trading, recompensas progressivas e atividades presenciais em diferentes países.
A campanha prevê a distribuição de prêmios. As ações também envolvem encontros presenciais e eventos temáticos, ampliando a presença da marca fora do ambiente digital.
Pix consolida liderança
O Brasil se consolidou como uma das principais referências em pagamentos digitais com a expansão do Pix, sistema instantâneo desenvolvido pelo Banco Central. A ferramenta ampliou o acesso a transferências rápidas e de baixo custo, tornando-se dominante nas transações cotidianas.
Para especialistas do setor, no entanto, o avanço do Pix representa apenas uma etapa de uma transformação mais ampla. A discussão agora passa a considerar como infraestruturas locais podem se integrar a sistemas financeiros globais baseados em ativos digitais.
“O Pix colocou o Brasil na vanguarda da eficiência local em pagamentos, mas o futuro do dinheiro não será definido apenas por sistemas domésticos”, afirma Rocelo Lopes.
Segundo ele, o crescimento de stablecoins e outras soluções digitais pode complementar sistemas nacionais ao permitir operações contínuas e sem fronteiras tradicionais. Esse movimento, no entanto, ainda enfrenta desafios regulatórios e operacionais, especialmente em relação à supervisão e ao controle de riscos.
Testnet ligada ao Litecoin atrai desenvolvedores
A Lunar Digital Assets anunciou o início da LiteForge, rede de testes do LitVM, uma solução de camada 2 compatível com EVM construída sobre o Litecoin. A iniciativa busca permitir que desenvolvedores testem aplicações, avaliem o desempenho da infraestrutura e contribuam com dados antes de um eventual lançamento da rede principal.
O projeto reúne parceiros do ecossistema cripto, incluindo a Litecoin Foundation, e propõe adaptar tecnologias originalmente associadas ao Bitcoin para ampliar as capacidades do Litecoin, especialmente no uso de contratos inteligentes. A testnet terá duração de dois meses e já conta com o interesse de mais de 50 equipes que pretendem desenvolver aplicações descentralizadas.
Segundo participantes do projeto, o movimento ocorre em um momento de reavaliação do setor, com maior foco em fundamentos técnicos e segurança. A proposta também inclui incentivos como suporte técnico e possibilidade de integração a programas de aceleração, embora o objetivo principal esteja voltado à validação tecnológica e maturidade do ecossistema.
Semifinais da Champions League elevam volatilidade de Fan Tokens
Os jogos de ida das semifinais da UEFA Champions League provocaram aumento expressivo na movimentação de Fan Tokens ligados a clubes envolvidos na disputa. Dados de mercado indicam que partidas decisivas influenciam diretamente a liquidez e o comportamento desses ativos digitais.
Após a vitória do Paris Saint-Germain sobre o Bayern de Munique, o volume do token $PSG saltou mais de 200%, embora o preço tenha recuado após o jogo. Movimento semelhante ocorreu com o Atlético de Madrid, cujo token registrou forte alta antes da partida contra o Arsenal, seguida de correção após o empate.
O comportamento indica que esses ativos tendem a reagir não apenas ao resultado esportivo, mas também à expectativa do mercado. A proximidade dos jogos de volta mantém a volatilidade elevada, com investidores ajustando posições conforme as chances de classificação avançam.
Z.ro Bank passa a atuar como Z.ro Global Payments
O Z.ro Bank passa agora a atuar como Z.ro Global Payments. A mudança reflete a estratégia de internacionalização da companhia, iniciada em 2025.
A evolução da marca vem alinhada com a Resolução Conjunta n° 17 do Banco Central do Brasil e acompanha uma evolução estrutural do negócio, orientado às necessidades de empresas que operam em múltiplos mercados, com o princípio claro de ser uma plataforma modular, adaptada aos diversos segmentos, em especial às empresas que operam em hiperescala com canais digitais.
Além da licença de Instituição de Pagamentos no Brasil, o Z.ro também possui entidade regulada na Suíça, com escritório em Zurique, e operações já iniciadas na Argentina, Chile, Peru e em breve no México. A projeção é de um crescimento de 50% na receita até o final de 2026, primeiro ano completo da operação internacional.

