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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Cripto News Brasil: Web3Experts, Oobit, Obsidiam na ABCripto, nova carteira na Mynt e outras novidades

Confira as novidades do mercado de criptomoedas no Brasil

Cripto News Brasil: Web3Experts, Oobit, Obsidiam na ABCripto, nova carteira na Mynt e outras novidades
Notícias

Web3Experts Brazil 2026

O Web3Experts Brazil 2026 divulgou uma programação voltada ao público técnico e a desenvolvedores, com destaque para a participação da rede Solana e da comunidade Superteam Brasil. A agenda prevê debates sobre infraestrutura blockchain, segurança digital, tokenização e integração com sistemas financeiros tradicionais.

A ampliação desse perfil técnico reflete uma tendência observada no mercado de criptoativos, que vem priorizando aplicações práticas e soluções escaláveis. Eventos do setor têm buscado atrair desenvolvedores e empresas em meio à disputa entre redes por novos projetos e usuários.

Também foram informadas ações de incentivo, como premiações e descontos em ingressos. Analistas do setor observam que iniciativas desse tipo costumam ser usadas para ampliar engajamento e acelerar comunidades locais em mercados emergentes.

Oobit e Tether

A Oobit informou integração entre sua infraestrutura Plug and Pay e o kit de desenvolvimento de carteiras da Tether. A proposta é permitir que carteiras digitais adicionem recursos de pagamento com criptoativos.

Segundo o material divulgado, a solução poderá operar em estabelecimentos que aceitam a bandeira Visa e incluir cartões vinculados a ativos digitais. O movimento ocorre em um momento de crescente concorrência entre empresas que tentam aproximar stablecoins do uso cotidiano.

Especialistas apontam, porém, que a adoção em larga escala ainda depende de regulação clara, custos competitivos e confiança do consumidor. Sem esses fatores, iniciativas comerciais tendem a enfrentar limites além do público já familiarizado com criptomoedas.

Grupo DUX mira economia criativa

O Grupo DUX informou reposicionamento institucional para atuar como holding focada na economia criativa. A estrutura reúne operações ligadas a crédito, pagamentos, consultoria e soluções para o setor esportivo.

Dados apresentados pela empresa indicam R$ 140 milhões em antecipação de recebíveis ao longo de 16 meses. O foco declarado está em profissionais e negócios que enfrentam demora para receber contratos, situação comum em segmentos criativos e publicidade.

Especialistas em fintechs avaliam que nichos B2B ganharam relevância no Brasil após o ciclo de crescimento acelerado do setor. Ainda assim, operações de crédito especializadas dependem de escala, controle de risco e ambiente macroeconômico favorável.

Obsidiam entra na ABcripto

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) confirmou a entrada da Obsidiam como associada. O anúncio ocorre durante a implementação das regras brasileiras para prestadoras de serviços de ativos virtuais.

Segundo informações divulgadas, a companhia atua em países da América Latina e mantém operações em diferentes jurisdições. Empresas internacionais têm buscado ampliar presença no Brasil diante do tamanho do mercado local e do avanço regulatório.

Analistas consideram que a entrada de novos participantes pode elevar a concorrência, mas ressaltam que o sucesso dependerá de adaptação às exigências locais e da capacidade de ganhar confiança de usuários e parceiros.

Jovens ampliam presença em criptomoedas

A participação de investidores jovens no mercado de criptomoedas avançou nos últimos anos, segundo análise atribuída a executivo da Coinbase. O movimento acompanha a digitalização dos investimentos e maior familiaridade dessa geração com plataformas online.

No Brasil, dados citados no texto apontam R$ 505,5 bilhões em transações com criptoativos em 2025. Já números da B3 indicam maior presença de investidores de até 24 anos no mercado acionário ao longo da última década.

Especialistas alertam, contudo, que maior acesso não elimina riscos ligados à volatilidade, golpes e decisões baseadas em redes sociais. Por isso, educação financeira segue como ponto central no avanço desse público.

“O aumento da presença de criptomoedas nas carteiras de investidores mais jovens reflete uma mudança estrutural na forma como essa geração se relaciona com o mercado financeiro, com maior abertura à inovação e a novos modelos de investimento. No Brasil, esse movimento acompanha a expansão do próprio mercado, com dados da Receita Federal mostrando que as transações com criptoativos atingiram R$ 505,5 bilhões em 2025, um novo nível histórico que reforça o crescimento da adoção no país. Segundo a B3, de 2013 a 2023, o número de investidores de até 24 anos em ações aumentou mais de cinco vezes, passando de 4% para 21%.”, disse Fabio Plein, diretor regional para as Américas da Coinbase

Mynt aposta em carteira com ouro e Bitcoin

A Mynt lançou uma carteira temática que combina Ouro e Bitcoin. O produto busca atrair investidores interessados em proteção patrimonial de longo prazo.

Segundo a instituição, a estratégia utiliza alocação dinâmica entre os ativos com base em volatilidade recente. Produtos desse tipo cresceram nos últimos anos à medida que bancos e corretoras ampliaram ofertas ligadas a criptoativos.

Analistas observam que ouro e Bitcoin respondem de formas diferentes a crises e ciclos de juros. Por isso, embora a combinação possa diversificar risco, desempenho futuro depende do cenário macroeconômico e da disciplina do investidor.

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