
Bradesco vai vender Bitcoin, Ethereum e Solana direto no app do banco e oferecer custodia de ativos
Banco prepara negociação de dez criptoativos e estreia custódia institucional com a Foxbit como primeiro cliente

O Bradesco está ampliando sua entrada no mercado de criptomoedas e vai lançar oferta de compra e venda de criptoativos direto no app do Banco, além de oferecer custódia de criptoativos.
Segundo informações obtidas pelo Cointelegraph Brasil, durante o Blockchain Rio, a operação de negociação começará com dez criptomoedas. Entre os ativos já previstos estão Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Solana (SOL). Os outros sete ativos da primeira seleção ainda não foram divulgados.
O movimento representa um avanço importante na estratégia do banco para ativos digitais. Até agora, o Bradesco vinha sinalizando principalmente interesse em infraestrutura, tokenização e custódia. Em maio, Renata Petrovic, responsável pela área de inovação da instituição, já havia revelado que o banco preparava um negócio de custódia e possuía um parceiro para desenvolver a solução.
Bradesco terá Foxbit como primeiro cliente de custódia
Nesta quarta-feira, 12 de agosto, o Bradesco confirmou que oferecerá custódia institucional de ativos digitais, com uma plataforma destinada à guarda e gestão de criptomoedas, stablecoins e ativos tokenizados. De acordo com informações da Exame, a Foxbit será o primeiro cliente da nova área.
Uma parceria com uma instituição do porte do Bradesco exige uma régua elevada de governança, segurança, compliance e robustez operacional. A Foxbit vem investindo continuamente nesses pilares para estar preparada para atender aos requisitos do sistema financeiro tradicional. Ao mesmo tempo, construímos uma infraestrutura que permite que grandes instituições também sejam nossas clientes, utilizando nossas soluções de liquidez, ativos digitais, pagamentos e integrações para desenvolver seus próprios produtos e serviços. Essa relação mostra como bancos e empresas especializadas em ativos digitais estão cada vez mais conectados e como a Foxbit está preparada para atuar nos dois lados dessa transformação.”, disse Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.
A solução não ficará restrita às exchanges. O banco pretende atender diferentes participantes do sistema financeiro, incluindo gestores de recursos, fundos de investimento e tesourarias de empresas que precisam manter ativos digitais sob custódia.
Segundo o Bradesco, a iniciativa acompanha o amadurecimento do mercado e a crescente demanda institucional por infraestrutura para ativos digitais. Ricardo Barbieri, diretor do banco, afirmou que a instituição busca se posicionar diante da rápida evolução desse segmento.
Compra e venda de criptomoedas
A novidade, porém, vai além da custódia. O Bradesco também prepara uma estrutura para negociação direta de criptomoedas, começando por uma cesta de dez ativos.
Bitcoin, Ethereum e Solana estão confirmados entre as primeiras opções. A presença das três redes indica que a estratégia não ficará limitada ao BTC, mas contemplará alguns dos principais ecossistemas do mercado de ativos digitais.
A movimentação ocorre enquanto bancos e instituições financeiras tradicionais aumentam sua exposição ao setor de ativos digitais no Brasil, tanto por meio da negociação de criptomoedas quanto por tokenização, fundos, ETFs e infraestrutura blockchain.
No caso do Bradesco, a estratégia mostra que o banco pretende ir além de experimentos com blockchain. A instituição passa a construir produtos ligados diretamente à infraestrutura e à negociação de ativos digitais, justamente enquanto o mercado brasileiro entra em uma nova etapa regulatória.

