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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 26/03/2026: BTC cai para US$ 69 mil mas narrativa de alta melhora com lateralização em novos níveis

Levantamento mostra que o Bitcoin mantém resiliência após eventos globais e pode superar ativos tradicionais no médio prazo

Preço do Bitcoin hoje, 26/03/2026: BTC cai para US$ 69 mil mas narrativa de alta melhora com lateralização em novos níveis
Notícias

7h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 26/03/2026, está cotado em R$ 363.732,79. O preço do BTC voltou a cair para US$ 69 mil após os touros falharem nas últimas 24h, no entanto, apesar da queda, a criptomoeda continua em sem range de negociação lateral dentro de um suporte mais alto em US$ 68 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais apresentaram recuperação moderada com a redução das tensões geopolíticas e queda recente do petróleo, o que ajudou a aliviar preocupações inflacionárias no curto prazo. Esse movimento trouxe algum fôlego para ativos de risco, com recuo nos yields dos Treasuries e melhora no sentimento dos investidores.

Ainda assim, o cenário permanece frágil, com o mercado atento à evolução do conflito no Oriente Médio e às próximas decisões de política monetária. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 71.000, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva.

O alívio recente no petróleo e nos yields reduz a pressão sobre a liquidez global, criando espaço para uma recuperação marginal dos ativos de risco, incluindo o BTC. No entanto, a ausência de um catalisador forte limita movimentos mais agressivos de alta, mantendo o ativo em fase de consolidação. O cenário mais provável é de oscilação entre US$ 70.000 e US$ 73.500, com viés levemente positivo caso o fluxo macro continue melhorando.

Bitcoin análise técnica

O Índice de Rentabilidade de Detentores de Longo Prazo (LTH-SOPR) do Bitcoin começou recentemente a apresentar uma tendência abaixo do limite de 1,0, o que pode sugerir uma mudança no ambiente de mercado atual.

Ao excluir movimentos de moedas mantidas por menos de 155 dias, essa métrica rastreia especificamente o comportamento de investidores experientes para avaliar sua rentabilidade realizada. Embora um valor acima de 1,0 geralmente indique venda com lucro, o movimento atual abaixo desse nível pode implicar que um número crescente de participantes de longo prazo esteja realizando perdas.

Essa tendência é frequentemente interpretada como um possível sinal de capitulação do mercado, já que até mesmo os detentores mais pacientes parecem estar reagindo à pressão de preço predominante.

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin segue preso em um range bem definido. A região acima de US$72 mil tem funcionado como forte resistência, com rejeições recentes levando o preço de volta para a faixa entre US$65 mil e US$67 mil. O aumento de posições vendidas próximo ao topo desse intervalo reforça essa barreira no curto prazo.”, disse Guilherme Prado, diretor regional da Bitget no Brasil.

De acordo com ele, a manutenção do preço acima dos US$69 mil sugere algum suporte, sustentando um viés levemente positivo no curtíssimo prazo. No entanto, enquanto o ativo permanecer abaixo das médias móveis de 50 e 100 dias, a tendência mais ampla continua pressionada. O RSI próximo de 52 indica um mercado equilibrado, sem força suficiente para sustentar um movimento direcional mais forte.

Análise Mercado Bitcoin

Em momentos de guerra, crises econômicas ou turbulência nos mercados, a mesma pergunta retorna: o Bitcoin realmente funciona como reserva de valor?

Sempre que o ativo oscila em meio à incerteza global, investidores passam a compará-lo ao ouro, tradicional refúgio em períodos de estresse. Ao mesmo tempo, muitos questionam sua eficácia nesse papel.

Para testar essa tese, o MB | Mercado Bitcoin, analisou o desempenho de diferentes ativos após choques macroeconômicos.

Quando um grande evento econômico ou geopolítico ocorre, como uma guerra, investidores esperam que ativos de proteção reajam rapidamente ou ao menos se mantenham estáveis.

Quando isso não acontece, surge a percepção de que a tese de reserva de valor falhou. No entanto, essa leitura pode ser precipitada.

Para Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin, essa conclusão ignora o comportamento típico do mercado em momentos de tensão.

“É como assistir aos primeiros minutos de um filme e achar que já sabe como ele termina. Em momentos assim, investidores vendem posições para reduzir risco ou levantar caixa, e até ativos defensivos podem cair”, explica.

No levantamento, a plataforma analisou os primeiros 60 dias após o início de diferentes episódios de incerteza global.

Esse intervalo permite observar o comportamento do mercado depois que o pânico inicial diminui. Assim, os preços passam a refletir mais os fundamentos.

A análise compara o desempenho do Bitcoin, do ouro e do S&P 500, principal índice de ações dos Estados Unidos, que reúne empresas como Apple, Amazon, Google e Microsoft.

Os resultados mostram que, no chamado Dia da Liberdade, em abril de 2025, quando Donald Trump anunciou tarifas contra diversos países, o Bitcoin registrou alta de 24% nos 60 dias seguintes.

No mesmo período, o ouro avançou 8%, enquanto o S&P 500 subiu 4%.

Já no início da pandemia de COVID-19, em março de 2020, o padrão se repetiu. O Bitcoin apresentou valorização de 21%, enquanto os demais ativos subiram no máximo 4%.

Segundo Szuster, o comportamento histórico segue consistente. O Bitcoin apresentou a melhor performance na maioria dos casos analisados.

Além disso, o ativo registrou retorno positivo em todos os cenários após 60 dias.

No atual conflito entre Estados Unidos e Irã, mesmo antes de completar esse intervalo, o movimento já começa a se repetir.

Até o momento, o Bitcoin aparece como o único ativo em alta.

“O levantamento reforça que o Bitcoin nem sempre sobe no momento em que a tensão começa. Mas, após o impacto inicial, o histórico indica uma resiliência maior do que muitos investidores esperam”, afirma Szuster.

O papel da visão de longo prazo no investimento em Bitcoin

Diante desse cenário, o especialista reforça que o Bitcoin deve ser analisado sob uma perspectiva de longo prazo.

Apesar das oscilações no curto prazo, o ativo foi o mais rentável da última década.

Somente em 2024, o Bitcoin acumulou valorização de 178%.

Segundo Szuster, investidores que focam apenas no movimento diário tendem a tomar decisões impulsivas.

Esse comportamento pode levar à perda de oportunidades relevantes ao longo do ciclo.

Por outro lado, quem compreende a dinâmica do ativo consegue lidar melhor com a volatilidade.

A combinação entre visão de longo prazo, diversificação e disciplina permite transformar oscilações em um fator administrável.

Assim, em vez de representar uma ameaça, a volatilidade passa a ser parte natural do processo de valorização do ativo em períodos de maior incerteza global.

Portanto, o preço do Bitcoin em 26 de março de 2026 é de R$ 363.732,79. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 26 de março de 2026, são: Memecore (M), DeXe (DEXE), Ethena (ENA), com altas de 26%, 3% e 2% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 26 de março de 2026, são: Kite (KITE), Layer Zero (ZRO) e River (RIVER), com quedas de -11%, -10% e -9% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

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