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Escrito por Cassio Gussonstaff writerRevisado por Lucas Caramstaff editor

Notícias Cripto: lançamento da Crown, Mastercard, Jogando Juntos Por Cripto e outras novidades

Últimas NotíciasPublicadoJun 15, 2026

Confira as notícias do mercado de criptomoedas no Brasil

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Mastercard amplia opções de liquidação com stablecoins

A Mastercard anunciou planos para ampliar suas capacidades de liquidação para transações com cartões, incluindo opções intradiárias, em fins de semana e feriados. A iniciativa prevê suporte tanto para moedas fiduciárias quanto para liquidação on-chain com stablecoins reguladas, com o objetivo de oferecer mais flexibilidade a emissores e adquirentes na gestão de liquidez.

Segundo a empresa, as novas funcionalidades devem atender fluxos de pagamento em que tempo e transparência são fatores relevantes, como pagamentos internacionais, tesouraria corporativa e desembolsos. A liquidação com stablecoins será uma das alternativas disponíveis e poderá incluir ativos como USDC, PYUSD, USDG, USDP, RLUSD e SoFiUSD, em redes como Solana, Arbitrum, Base, Canton, Ethereum, Polygon, Tempo e XRPL.

A ARQ, anteriormente DolarApp, CBW Bank, Cross River, Lead Bank e Nuvei devem estar entre os primeiros participantes a oferecer a opção de liquidação com stablecoins nos Estados Unidos e na América Latina. A Mastercard afirma que a expansão será feita sobre sua infraestrutura global já existente, mantendo mecanismos de segurança, prevenção a fraudes e processos de contestação de transações.

Crown lança mesa de câmbio com conversão entre reais, dólares e stablecoin BRLV

A Crown anunciou o lançamento de uma mesa de câmbio própria, chamada FX Desk, voltada à conversão entre reais, dólares e BRLV, stablecoin de real emitida pela empresa. A plataforma permite operações de até US$ 100 mil, com liquidação instantânea, e integra a estratégia da companhia de ampliar o uso do BRLV em operações cambiais e financeiras on-chain.

Segundo a empresa, o BRLV soma atualmente R$ 373 milhões em emissão. A Crown também projeta que parte da base monetária brasileira possa migrar para infraestruturas em blockchain na próxima década. O fundador e CEO da companhia, John Delaney, afirmou que a infraestrutura precisa estar preparada para esse possível crescimento do mercado.

A empresa afirma que a nova mesa oferece taxas apresentadas antes da transação, disponibilidade via API, rastreabilidade on-chain e registros individualizados das operações. O lançamento ocorre em meio a um ambiente regulatório mais rígido para operações cambiais internacionais, com exigências do Banco Central relacionadas à identificação do beneficiário final, rastreabilidade e prestação de informações sobre origem e destino dos recursos.

OKX lança campanha no Brasil com cashback em compras com cartão

A OKX lançou no Brasil a campanha “Pênalti do Hexa”, voltada a usuários do Cartão OKX. A ação ocorre entre 11 e 27 de junho e permite que clientes que fizerem compras a partir de 10 USDG participem de um mini-game no aplicativo, com possibilidade de ampliar o cashback da transação.

Pelas regras divulgadas pela empresa, cada compra qualificada libera uma rodada com três cobranças de pênalti no app. O desempenho no jogo define o multiplicador aplicado ao cashback: erro mantém a recompensa padrão, gol dobra o valor e gol no ângulo multiplica por quatro. O limite informado é de 20 USDG por compra e de 100 USDG durante todo o período da campanha.

O Cartão OKX é um cartão pré-pago da bandeira Mastercard que permite o uso de ativos digitais em estabelecimentos comerciais. A campanha faz parte da estratégia da empresa de associar seus produtos a eventos culturais e esportivos no Brasil, aproximando meios de pagamento digitais de situações de consumo cotidiano.

ABcripto lança movimento para fortalecer debate sobre cripto nas eleições de 2026

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) realizará, em 19 de junho, o lançamento oficial do movimento “Jogando Juntos Por Cripto”. A iniciativa reúne empresas, entidades e membros da comunidade em torno de uma agenda voltada ao fortalecimento do ecossistema de ativos digitais no Brasil.

O evento ocorrerá no Birds SP, das 16h às 20h30, e terá como foco a apresentação do manifesto do movimento para as eleições de 2026. A entidade também pretende demonstrar o funcionamento da plataforma no Brasil e detalhar os próximos passos da mobilização.

Segundo a ABcripto, a proposta é ampliar o debate público sobre regulação, inovação e desenvolvimento do setor de criptoativos no país. A iniciativa surge em um momento de avanço das discussões regulatórias envolvendo ativos virtuais, stablecoins, tokenização e infraestrutura financeira digital no Brasil.

BitGo e Amboss lançam solução para participação institucional na Lightning Network

A BitGo anunciou o lançamento do Lightning Earn, solução voltada a empresas e investidores institucionais interessados em participar da infraestrutura da Lightning Network. A tecnologia permite que detentores institucionais de bitcoin forneçam liquidez à rede e recebam taxas de roteamento denominadas em BTC.

A oferta resulta de uma integração entre a BitGo e a Amboss Technologies, empresa de infraestrutura da Lightning Network. Por meio do produto Amboss Rails, clientes da BitGo, incluindo tesourarias corporativas de bitcoin e alocadores institucionais, poderão direcionar parte de seus ativos para operações de liquidez na rede, mantendo os controles de custódia e governança da plataforma.

A própria BitGo informou que alocou parte de sua tesouraria em bitcoin no Amboss Rails. Para a empresa, a iniciativa reflete uma mudança no uso institucional do bitcoin, que passa a ser visto não apenas como ativo de reserva, mas também como componente de uma infraestrutura de pagamentos instantâneos e escaláveis.

Instituições financeiras da América Latina buscam estrutura para atuar com ativos digitais

A demanda por criptomoedas na América Latina cresceu 63% entre meados de 2024 e meados de 2025, segundo dados citados pelo Crypto Finance Group. No mesmo período ampliado entre 2022 e 2025, aproximadamente US$ 1,5 trilhão em volume de transações on-chain passou pela região, com destaque para Brasil e Argentina.

Em relatório voltado a bancos, gestores de patrimônio e instituições financeiras, o Crypto Finance Group aponta que o principal desafio para a entrada no mercado de ativos digitais não é mais o acesso, mas a estrutura operacional. O documento destaca cinco áreas centrais: definição regulatória, modelo de custódia, acesso à liquidez, gestão de tesouraria e integração com sistemas internos.

No caso do Brasil, o estudo aponta maior visibilidade regulatória e destaca o papel do Pix na digitalização do sistema financeiro. Já na Argentina, o foco recai sobre a volatilidade cambial e a demanda por alternativas de liquidação e transferência de valor. Em ambos os mercados, a adoção institucional tende a depender da capacidade de integrar custódia, governança, liquidez e conformidade aos modelos já usados pelo setor financeiro.

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