Cointelegraph
DOGE$0.07212 3.60%
TRX$0.3312 0.04%
LINK$8.39 0.77%
ZEC$486.15 0.23%
ADA$0.1648 0.62%
XRP$1.09 0.60%
ETH$1,877.93 0.98%
BTC$64,446.58 0.61%
XMR$368.28 0.38%
BNB$570.03 0.89%
XLM$0.1769 1.11%
SOL$74.77 0.87%
HYPE$58.38 1.80%
Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Preço do Bitcoin hoje, 02/07/2026: por que o BTC subiu hoje? Cripto volta para US$ 61 mil

Últimas NotíciasPublicado2 de jul. de 2026

Os touros mostraram uma reação e conseguiram elevar o preço do BTC em quase 5%, devolvendo o ativo para mais de US$ 61 mil.

especialistas-revelam-alvo-para-touros-do-bitcoin-nao-serem-abatidos-pelos-ursos

10h

Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital

O Bitcoin defendeu a região de 58 mil, absorveu a pressão vendedora que tentava romper o nível para baixo e reconquistou os 60 mil, devolvendo a iniciativa aos compradores. 

Com isso, o nível-chave da semana passa a ser 62 mil, tendo o call wall de 63 mil logo acima como resistência e os 64 mil como próximo alvo natural caso o preço consiga sustentar. O gatilho de curtíssimo prazo é o payroll de hoje, mas o verdadeiro juiz da semana será o comportamento do ativo entre 62 e 63 mil. O viés é construtivo enquanto o preço permanecer acima de 62 mil, ainda que com duas ressalvas importantes: a proteção de baixa ficou mais fina depois da fala do Warsh, e a saída de gamma amanhã tende a deixar a estrutura mais frágil.

A leitura de estrutura se apoia numa simetria que vale carregar o dia inteiro. Os 58 mil funcionaram como suporte defendido: o vendedor tentou romper para baixo, não encontrou continuação, e o livro absorveu essa oferta, deixando vendido preso e criando o combustível para a recuperação. Agora que o preço voltou a superar os 60 mil e mira os 62 mil, o risco se inverte. Uma frustração de rompimento em 62 ou 63 mil seria o espelho exato do que aconteceu lá embaixo, só que desta vez contra os comprados. É por isso que esse nível diz tanto: acima de 62 mil, aceito e sustentado, abre-se espaço para atacar os 64 mil; abaixo, volta-se à armadilha do range.

No fluxo, a sustentação parece ter vindo de um grupo de baleias, na faixa de 100 mil a 1 milhão de dólares por ordem, aparecendo com compra relevante na defesa dos 58 mil. O que confirmaria a convicção desse movimento é ver essas mãos mantendo posição acima dos 62 mil, sem distribuir na força; o que ligaria o alerta seria o oposto, com o CVD comprador continuando a subir enquanto o preço trava entre 62 e 63 mil  o que denunciaria absorção de compra, uma parede vendedora montada no topo. Vale lembrar que o VPIN, nesse acompanhamento, mede a violência e a toxicidade do fluxo, não a direção; ele serve para dimensionar tamanho e stop, nunca para escolher o lado.

Do lado das opções, o ponto de atenção é a liberação de cerca de 24% da gamma amanhã. Enquanto estão comprados em gamma, os dealers funcionam como um amortecedor do mercado, comprando as quedas e vendendo os repiques e segurando a volatilidade realizada baixa.

Com essa parcela saindo, some parte desse amortecimento, e o preço passa a se mover com mais facilidade e menos fluxo, exatamente a fragilização de estrutura que interessa monitorar. O call wall de 63 mil se encaixa na mesma lógica: perto do strike, os dealers vendidos em call hedgeiam contra o movimento e acabam tampando o preço, mas um rompimento que se sustente acima de 63 mil inverte esse hedge e transforma a resistência em acelerador rumo aos 64 mil.

No pano de fundo macro, a fala do Warsh trouxe uma dualidade que o mercado leu bem. De um lado, ele reconheceu que os riscos de inflação persistente diminuíram, com algumas medidas de expectativa se aliviando, uma nota dovish no curto prazo. De outro, o recado de regime foi claramente hawkish: a prioridade é preservar a âncora da inflação, não os múltiplos de valuation.

Assim, ele tirou o "Fed put" da mesa, lembrando que não se deve esperar um banco central complacente só porque o mercado deseja. Para o Bitcoin, isso significa uma sensibilidade ao macro mais elevada, já que em regime de risco o ativo acopla mais ao mercado, e uma proteção de baixa mais fina do que os investidores se acostumaram nos últimos anos.

É nesse contexto que entra o payroll de hoje, cujo impacto sobre o Bitcoin se dá por dois canais. O primeiro, hoje dominante, é o de juros e liquidez: um número forte reforça o "higher for longer", empurra o dólar e o juro real para cima e cria vento contra o Bitcoin, que é um ativo de duração longa e sensível à liquidez; um número fraco abre espaço para cortes e vira vento a favor.

O segundo é o de apetite a risco, e aqui mora a sutileza, porque um dado fraco demais deixa de ser bom e passa a alimentar medo de recessão, derrubando o Bitcoin junto com as ações, existe, portanto, uma janela de conforto, fraco o suficiente para manter os cortes vivos sem gritar recessão.

O componente que mais importa hoje, depois do Warsh, é o de salários: um avanço quente nos ganhos médios sinaliza inflação pegajosa e reforça justamente o "sem Fed put", o que seria ruim para o ativo mesmo com um headline de emprego benigno. Há ainda a dimensão de microestrutura do evento, pois no momento da divulgação a liquidez seca, o spread abre, o VPIN dispara e o livro esvazia por alguns minutos, com a gamma já mais fina, uma surpresa pode gerar movimento amplificado.

O primeiro impulso costuma ser um sweep, uma caça de stops, antes da direção verdadeira, e por isso a disciplina é esperar para ver se o deslocamento sustenta, e é genuíno, ou se reverte, e era apenas transitório.

Olhando para frente, dois caminhos se desenham a partir dos 62 63 mil. No cenário construtivo, o preço aceita a região acima de 62 mil, o CVD comprador acompanha sem divergência, o rompimento dos 63 mil se sustenta no primeiro pullback e as baleias seguem compradas, o que abre a porta para os 64 mil. No cenário de frustração, o ativo ataca os 62 63 mil mas o preço trava enquanto o CVD sobe, o VPIN estoura no teste e aparece o pavio de rejeição; com a gamma fina, a volta tende a ser rápida, repetindo contra os comprados o que os vendidos sofreram nos 58 mil.

Entre os riscos a monitorar, o mais imediato é a combinação de um payroll e salários quentes com inflação ainda pegajosa, que produziria um risk-off sem o colchão do Fed; soma-se a isso a saída de gamma, que amplifica qualquer surpresa nos dois sentidos e eleva o risco de gaps.

9h

Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina

O Bitcoin ampliou sua recuperação e voltou a ser negociado acima dos US$ 62 mil, impulsionado pela melhora do sentimento de risco após relatos de avanços nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã e pelas declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que os riscos inflacionários diminuíram. A avaliação reforçou a expectativa de uma postura menos restritiva por parte do banco central americano, favorecendo ativos de oferta limitada, como Bitcoin e ouro, que costumam se beneficiar em um ambiente de juros mais baixos.

O Ethereum acompanhou o movimento, acumulando o segundo dia consecutivo de alta, enquanto o índice Fear & Greed avançou de 11 para 19 pontos. Embora o mercado permaneça em território de medo extremo, essa melhora sugere que os investidores começam a recuperar, ainda que de forma cautelosa, o apetite por risco.

Do ponto de vista técnico, os sinais indicam uma tentativa de recuperação. O histograma do MACD voltou ao campo positivo, sugerindo perda de força da pressão vendedora. No entanto, o RSI ainda permanece abaixo de 40, refletindo um momento de recuperação ainda frágil. No curto prazo, o principal nível de resistência a ser observado é a média móvel exponencial de 50 dias, em US$ 66,1 mil, cuja superação poderá reforçar o movimento de alta.

Agora, as atenções do mercado se voltam para a divulgação do Nonfarm Payrolls, o relatório de emprego dos Estados Unidos. Caso os dados confirmem um mercado de trabalho menos aquecido, reforçando a visão de inflação sob controle e de uma postura mais branda do Federal Reserve, o Bitcoin poderá estender sua recuperação. Em contrapartida, números acima das expectativas tendem a fortalecer o dólar e reduzir as apostas em flexibilização monetária, o que pode limitar o avanço dos criptoativos no curto prazo

7h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 02/07/2026, está cotado em R$ 308.686,19. Os touros mostraram uma reação e conseguiram elevar o preço do BTC em quase 5%, devolvendo o ativo para mais de US$ 61 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, disse durante o fórum anual de bancos centrais do BCE em Sintra, Portugal, que “os riscos de inflação diminuíram”, frase que bastou para religar o apetite por risco global nesta quarta-feira. O ouro subiu para perto de US$4.115 depois de fechar o pior trimestre em treze anos, mas os juros do Treasury de 10 anos ainda assim subiram para 4,46%, sinal de que o mercado de renda fixa segue precificando juros altos por mais tempo.

Além disso, Warsh evitou sinalizar a próxima decisão do Fed, marcada para 28 e 29 de julho, dizendo que o comitê vai pesar os dados que ainda chegam antes de decidir, com isso o BTC retomou o patamar psicológico de US$ 60.000 pela primeira vez em mais de uma semana, depois de rondar os US$ 58.000 na virada do semestre, e o movimento contaminou o resto do mercado: Ether subiu cerca de 3%, para perto de US$ 1.630, e Solana avançou perto de 4% no dia.

"Apesar da recuperação de preço, os ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos ainda registraram saída líquida de aproximadamente US$296 milhões só no dia 1º de julho, o que sugere que o movimento tem mais cara de fechamento de posições vendidas do que de retomada de fluxo institucional. A faixa provável de oscilação de curtíssimo prazo fica entre US$ 58.000 e US$ 62.000, com rompimento sustentado acima de US$ 61.000 a US$ 62.000 abrindo caminho para US$ 65.000, e perda do suporte reabrindo a região de US$ 57.000 a US$ 58.000", disse.

Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?

A alta ocorreu depois que o mercado interpretou falas do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, como um sinal de menor pressão inflacionária nos Estados Unidos. Durante o fórum do Banco Central Europeu em Sintra, Warsh afirmou que as expectativas e os riscos de inflação caíram nas últimas semanas.

Esse comentário reduziu parte do medo de uma postura ainda mais dura do Fed e favoreceu ativos de risco, como ações, criptomoedas e ouro. Para o Bitcoin, o movimento teve impacto imediato. Como o BTC não paga juros, ele costuma sofrer quando os rendimentos dos títulos americanos sobem.

Por outro lado, quando o mercado enxerga menor pressão sobre os juros, investidores voltam a buscar ativos mais arriscados e de maior volatilidade. Além do Fed, o mercado também reagiu à melhora do cenário geopolítico no Oriente Médio.

Os Estados Unidos e o Irã encerraram uma rodada de conversas indiretas em Doha, no Catar, com foco no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz e no desbloqueio de recursos iranianos.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou que as discussões apresentaram “progresso positivo”, embora não tenham produzido um acordo definitivo. A notícia reduziu o temor de novas interrupções no fornecimento global de energia e pressionou o petróleo para baixo.

Com o petróleo mais fraco, investidores passaram a enxergar menor risco inflacionário. Isso reforçou a leitura de que o Fed poderia ter menos espaço político para elevar juros de forma agressiva.

Esse cenário favoreceu o Bitcoin, que vinha pressionado por uma combinação de dólar forte, vendas institucionais e receio de aperto monetário. Ainda assim, o quadro segue frágil. A Reuters destacou que o Estreito de Ormuz continua em situação instável, apesar da retomada parcial do tráfego.

A recomposição ganhou força com aumento de volume, avanço no interesse em contratos futuros e retorno das taxas de financiamento para terreno positivo. Esse conjunto indica que parte dos traders voltou a montar posições compradas, apostando em continuidade da recuperação no curto prazo.

O próximo ponto observado pelo mercado fica perto de US$ 61.800. Uma sustentação acima dessa região pode acelerar liquidações de posições vendidas. Mesmo assim, analistas ainda tratam o movimento como um repique dentro de uma tendência mais pressionada.

Dados da SoSoValue citados pela KuCoin mostram que os ETFs spot de Bitcoin tiveram saída líquida de cerca de US$ 295 milhões em 1º de julho, no décimo dia consecutivo de retiradas. O IBIT, da BlackRock, respondeu pela maior parte da pressão, com saída de US$ 219 milhões no dia. Por isso, o mercado acompanha dois gatilhos principais agora: a defesa do suporte em US$ 60.655 e o comportamento dos fluxos dos ETFs.

Se o BTC sustentar a recuperação e os ETFs voltarem a registrar entradas, compradores podem tentar levar o preço para regiões mais altas. No entanto, se as saídas continuarem, o Bitcoin pode perder força novamente e voltar a testar a mínima recente perto de US$ 58.000.

  • Sanções dos EUA miram brasileiros acusados de lavar dinheiro do PCC com criptomoedas

O relatório de empregos dos Estados Unidos também pode aumentar a volatilidade. O BLS marcou a divulgação dos dados de junho para esta quinta-feira, 2 de julho, às 8h30 no horário de Nova York.

Na véspera, a ADP informou criação de 98 mil vagas privadas em junho, enquanto o ISM mostrou queda do PMI industrial para 53,3 e recuo do índice de preços pagos para 73.

Esses números reforçaram a leitura de desaceleração moderada, mas ainda não eliminam o risco de novas altas de juros.

Bitcoin análise técnica

De acordo com o analista Manish Chhetri, destaca que apesar da alta o BTC mantém uma tendência de baixa, estando firmemente abaixo das médias móveis exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias, em US$ 66.170, US$ 69.972 e US$ 75.913, respectivamente. 

Segundo ele, o indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) voltou a apresentar valores positivos, sugerindo algumas tentativas de recuperação. No entanto, o Índice de Força Relativa (IFR) em torno de 40 ainda indica um ímpeto moderado, reforçando a ideia de que as altas provavelmente serão limitadas pela oferta, em vez de iniciarem uma tendência de alta sustentada.

Na parte superior, a primeira barreira importante surge no nível horizontal recente próximo a US$ 64.004, à frente da EMA de 50 dias em US$ 66.170, que se alinha com um conjunto mais amplo de resistências dinâmicas, incluindo a EMA de 100 dias em US$ 69.972 e a EMA de 200 dias em US$ 75.913. Um limite estrutural mais distante é observado em US$ 84.410. Por outro lado, a incapacidade de recuperar a área de US$ 64.000 deixaria o BTC vulnerável a uma nova pressão visando o nível psicológico chave de US$ 55.000.

Portanto, o preço do Bitcoin em 02 de julho de 2026 é de R$ 322.195,86. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0032 BTC e R$ 1 compram 0,0000032 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 02 de julho de 2026, são: Memecore (M), Audiera (BEAT) e Light (LIT), com altas de 82%, 22%, e 14%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 02 de julho de 2026, são: Stable (STABLE), Canton (CC) e Worldcoin (WLD), com quedas de -8%, -5% e -4% respectivamente.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://cointelegraph.com.br/editorial-policy

Mais sobre o assunto