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Escrito por Jesse Coghlanstaff editorRevisado por Felix Ngstaff editor

Bitcoin não é proteção contra inflação, mas prospera quando o dólar enfraquece, diz NYDIG

Últimas NotíciasPublicadoOct 27, 2025

O Bitcoin não atua de forma consistente como proteção contra a inflação, mas “evoluiu para um barômetro de liquidez”, afirma Greg Cipolaro, da NYDIG.

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A inflação não tem grande impacto sobre o preço do Bitcoin, como muitos acreditam, mas a fraqueza do dólar americano ajuda a impulsionar a criptomoeda, junto com o ouro, segundo a NYDIG.

“A comunidade gosta de vender a ideia de que o Bitcoin é uma proteção contra a inflação, mas, infelizmente, os dados não apoiam fortemente esse argumento”, disse Greg Cipolaro, chefe global de pesquisa da NYDIG, em nota divulgada na sexta-feira.

“As correlações com medidas de inflação não são consistentes nem muito altas”, acrescentou. Segundo ele, as expectativas de inflação são um “melhor indicador” para o Bitcoin (BTC), mas ainda assim não têm forte correlação.

Os defensores do Bitcoin há muito o consideram o “ouro digital” e uma proteção contra a inflação, devido à sua oferta fixa e natureza descentralizada. No entanto, o ativo vem se tornando cada vez mais integrado e correlacionado com o sistema de finanças tradicionais.

Cipolaro acrescentou que o ouro físico também não é uma boa proteção contra a inflação, já que apresenta correlação inversa com o índice inflacionário e comportamento inconsistente ao longo do tempo — algo “surpreendente para um ativo de proteção inflacionária”.

Dólar fraco é benéfico para Bitcoin e ouro

Cipolaro observou que o ouro tende a subir quando o dólar americano cai, conforme medido pelo índice do dólar (DXY).

“O Bitcoin também apresenta correlação inversa com o dólar americano”, acrescentou. “Embora a relação seja um pouco menos consistente e mais recente do que a do ouro, a tendência está lá.”

A NYDIG afirmou que, embora o Bitcoin e o ouro sejam afetados de forma semelhante por eventos macroeconômicos, os dois ativos permanecem sem correlação entre si. Fonte: NYDIG

A NYDIG espera que essa correlação inversa entre o Bitcoin e o dólar se fortaleça à medida que o ativo se torne “mais integrado ao ecossistema dos mercados financeiros tradicionais”.

Juros e oferta monetária são os verdadeiros motores do Bitcoin

As taxas de juros e a oferta monetária são os dois principais fatores macroeconômicos que impactam o comportamento do Bitcoin e do ouro, segundo Cipolaro.

O ouro tende a subir com a queda dos juros e cair quando as taxas sobem. A mesma relação, afirmou Cipolaro, “surgiu e se fortaleceu ao longo do tempo” também para o Bitcoin.

Ele acrescentou que a relação entre a política monetária global e o Bitcoin tem sido “consistentemente positiva” e forte nos últimos anos — com políticas monetárias mais flexíveis servindo de impulso à criptomoeda.

Cipolaro concluiu que os movimentos de preço semelhantes entre o Bitcoin e o ouro diante de condições macroeconômicas mostram a “integração crescente do BTC ao sistema monetário e financeiro global”.

“Se fôssemos resumir a forma de pensar sobre cada ativo sob a ótica macroeconômica, o ouro atua como proteção contra taxas reais, enquanto o Bitcoin evoluiu para um barômetro de liquidez”, finalizou.

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