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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

B3 seque tendência global de ampliar negociação de futuros de criptomoedas, dizem especialistas

Bolsa brasileira estica até 20 horas transações de contratos futuros de Bitcoin, Ethereum, Solana e ouro: ‘cripto não dorme’.

B3 seque tendência global de ampliar negociação de futuros de criptomoedas, dizem especialistas
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Resumo da notícia:

  • B3 decide ampliar para 11 horas, de segunda a sexta-feira, negociações de futuros de criptomoedas e do ouro.

  • Cripto não dorme, ouro reage ao mundo em tempo real e a B3 entendeu esse recado, avalia advogado.

  • Decisão segue tendência global, diz especialista.

A B3 ampliou esta semana o horário de negociação de contratos futuros de criptomoedas, seguindo uma tendência global, segundo especialistas.

De acordo com a bolsa de valores do Brasil, contratos futuros de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Solana (SOL) e ouro (GLD) passam a ser transacionados de segunda a sexta-feira, de 9 às 20 horas, totalizando um período de 11 horas de negociação por dia.

A ampliação do pregão ocorre na seara do crescimento da exposição institucional por criptomoedas e produtos desse segmento, além do ouro. O que também reflete a busca por flexibilização para operações fora do horário comercial.

Tiago Severo, advogado especialista em regulação de criptomoedas e sócio do Panucci, Severo e Nebias Advogados, comemorou a iniciativa dizendo que “cripto não dorme, ouro reage ao mundo em tempo real e a B3 entendeu esse recado”.

Ao ampliar o pregão, a bolsa dá um passo importante para tornar o mercado brasileiro mais responsivo, mais competitivo e mais alinhado ao relógio financeiro global, emendou.

Segundo ele, do ponto de vista institucional, a medida é relevante porque combina inovação de mercado com previsibilidade operacional.

A B3 amplia a janela de formação de preço e de gestão de risco sem abrir mão de infraestrutura de clearing, alocação e supervisão, o que é especialmente importante em ativos mais voláteis como os criptoativos, completou.

Isac Costa, diretor do Instituto Brasileiro de Inovação e Tecnologia (Ibit), lembrou que a decisão da B3 de ampliar a janela de negociação de futuros de criptoativos e ouro não é um movimento isolado.

Nos Estados Unidos, NYSE, Nasdaq e Cboe já se moveram para modelos de 22 horas, 23 horas ou quase 24x5. No pós-negociação, o encurtamento do ciclo para T+1 [liquidação no próximo dia útil] já virou realidade no mercado americano, comentou.

Costa salientou que o mercado de criptomoedas acostumou investidores e intermediários à ideia de preço em tempo quase contínuo, reação imediata a eventos e acesso fora do expediente tradicional. De acordo com o especialista, o mercado regulado não virou mercado cripto, mas passou a competir com esse padrão de expectativa.

Horário maior não significa mercado melhor em qualquer circunstância. Fora do pico de liquidez, o investidor pode enfrentar spreads mais abertos, maior sensibilidade a ordens pontuais, formação de preço mais ruidosa e assimetrias informacionais mais intensas, com risco de manipulação, finalizou.

A iniciativa da B3 acontece em um possível momento de oportunidade de compra de Bitcoin, segundo avaliação do CEO e cofundador da exchange argentina Ripio, Sebastián Serrano, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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