10h
Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina.
O Bitcoin voltou a ultrapassar os US$81 mil pela primeira vez desde janeiro, retomando níveis que não eram vistos há meses e sinalizando a volta de um fluxo comprador mais consistente.
A alta vem acompanhada de uma retomada relevante da demanda institucional. Os ETFs spot de BTC listados nos EUA registraram entradas de US$532 milhões na segunda-feira, marcando o terceiro dia consecutivo de fluxos positivos e reforçando o suporte ao movimento.
Do ponto de vista técnico, a região dos US$83,4 mil — onde está a média móvel de 200 dias — passa a ser o principal nível de atenção. Um rompimento consistente acima dessa faixa tende a fortalecer o cenário de continuidade da alta.
No campo de sentimento, o índice de Fear & Greed em 50 indica um mercado mais equilibrado, sem sinais claros de euforia, o que abre espaço para a entrada de novos fluxos.
No pano de fundo macro, a dinâmica recente tem sido mais influenciada por fatores como a força do dólar e o desmonte de posições especulativas do que por fluxos clássicos de proteção geopolítica. Nesse contexto, os fluxos consistentes para ETFs de Bitcoin não parecem coincidentes. Há sinais de uma rotação mais silenciosa por parte de investidores institucionais, que passam a considerar o BTC ao lado do ouro — e, em alguns casos, como alternativa preferencial — dentro das estratégias de hedge.
Se o impasse em Hormuz se estender ao longo do terceiro trimestre, a tendência é de que o ouro continue pressionado por petróleo e liquidez mais restrita, enquanto o Bitcoin oscile na faixa entre US$68 mil e US$84 mil e o Ethereum entre US$2.200 e US$2.600, ainda sustentados pelo interesse institucional. Esse cenário reforça uma abordagem mais equilibrada de proteção, com ativos digitais ganhando espaço ao lado dos tradicionais.
6h15
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 05/05/2026, está cotado em R$ 401.311,96. O BTC continua seu movimento de alta e rompeu a resistência de US$ 80 mil e caminhando para uma recuperação que pode levar o ativo a testar US$ 90 mil ainda em maio.

André Franco, CEO da Boost Research, aponta que os mercados globais voltaram a operar em tom defensivo, com queda das bolsas asiáticas e petróleo ainda acima de US$ 100 por barril, enquanto diminuem as expectativas de uma trégua rápida entre EUA e Irã. Apesar do Brent recuar levemente para cerca de US$ 113 os investidores seguem preocupados com possíveis interrupções de oferta no Estreito de Hormuz, mantendo a pressão sobre inflação, juros e moedas de países importadores de energia.
O dólar voltou a ganhar demanda como ativo de proteção, enquanto o ouro avançou marginalmente e o mercado permanece atento a resultados corporativos importantes, como AMD e Pfizer, em meio a volumes mais baixos por feriados no Japão e na Coreia do Sul.
Já o Bitcoin, cotado atualmente em aproximadamente US$ 80.900, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa. Embora o BTC ainda mostre resiliência acima da região de US$ 80.000, o ambiente macro voltou a ficar menos favorável para ativos de risco, petróleo elevado mantém o risco inflacionário vivo, o dólar mais forte reduz o apetite por cripto e a menor expectativa de alívio monetário pelo Fed limita fluxos especulativos. A leitura principal para o curto prazo é de consolidação com viés de pressão, especialmente se o petróleo voltar a subir ou se o mercado buscar mais proteção em dólar. No curto prazo, a faixa provável de oscilação fica entre US$ 79.000 e US$ 82.000, com risco de teste da parte inferior caso a aversão ao risco ganhe força.
Análise preço do Bitcoin
Para o trader e analista de criptomoedas Michaël van de Poppe, US$ 88.000 é apenas o começo.
“O Bitcoin parece estar preparado para um impulso de alta”, escreveu ele em uma de suas postagens mais recentes no X.
“Estou muito interessado em ver como os mercados reagirão quando os EUA abrirem, especialmente considerando os fluxos positivos de ETFs da última sexta-feira. Uma ruptura acima de US$ 79 mil abre oportunidades até a faixa de US$ 86-88 mil no próximo período.”

Gráfico BTC/USDT de um dia. Fonte: Michaël van de Poppe/X
Van de Poppe se referiu às entradas líquidas de US$ 630 milhões em fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista nos EUA na sexta-feira.
Como resultado da queda para a zona dos US$ 60.000 em fevereiro , que ele descreveu como "uma das correções mais fortes de sua história", Van de Poppe sugeriu que uma reinicialização dos indicadores on-chain já havia se consolidado.
“Isso significa que podemos facilmente chegar a US$ 92-95 mil sem qualquer quebra da tendência de mercado de baixa e, a partir daqui, iniciar facilmente um mercado de alta”, afirmou outra publicação no domingo.
De acordo com Marco Aurélio, CIO da Vault Capital, abril encerrou com o Bitcoin trabalhando intensamente no primeiro desvio principal, o cluster de $77k-$78k. Esse nível foi testado repetidas vezes, explorado e devolvido. O segundo desvio, a região de $80k-$81k, foi apenas tangenciado, o preço chegou próximo mas sem testar com força real. O mês fechou exatamente assim: grande trabalho no primeiro desvio, segundo intocado.

O que sustentou o preço nessa região não foi demanda orgânica. Foi uma combinação de excesso de shorts progressivamente varridos, correlação de 0,50 com o S&P 500 que desempenhou bem no período e uma reposição automática no índice que desencadeou uma cadeia de stops impulsionando o movimento.

Ao analisarmos o Bitcoin dentro do contexto dos eventos do último mês, chegamos à conclusão de que o preço avançou em um ritmo mais acelerado do que a circulação de oferta on-chain foi capaz de sustentar. Isso sugere uma recuperação sem validação estrutural consistente.
Além disso, outros indicadores continuam apontando para uma tendência de baixa, reforçando a necessidade de cautela na interpretação desse movimento.

Segundo ele, maio começa exatamente com o teste que abril não entregou: o segundo desvio em $80k-$81k sendo atacado com mais força. A pressão vendedora nessa região foi imediata.

O mercado passou um mês inteiro fortalecendo resistências para cima, varrendo liquidez de posições vendidas e agora enfrenta uma estrutura de opções mais fragilizada, com menor capacidade de sustentar defesas nos níveis intermediários.

Hedge funds registraram a maior redução em exposição ao setor de tecnologia da última década, com vendas a descoberto superando coberturas numa proporção de 1,5 para 1. Magnificent 7 vendidas em 4 das últimas 5 sessões. O ambiente de risco se deteriora de forma mais ampla.
Para essa semana, o cenário esperado é a perda de $78k levando o preço de volta para o cluster de $75k-$74k. A fragilidade desse cluster pode acelerar o movimento em direção à região alvo de $68k. O calendário traz JOLTS e ISM na terça, ADP na quarta, payroll na sexta e 11 eventos com oradores do Fed ao longo da semana. Maio condiciona estrutura diferente de abril.”, finaliza.
Portanto, o preço do Bitcoin em 05 de maio de 2026 é de R$ 401.311,96. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0024 BTC e R$ 1 compram 0,0000024 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 05 de maio de 2026, são: Toncoin (TON), Memecore (M) e Morpho (MORPHO), com altas de 28%, 27%, e 10%, respectivamente
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 05 de maio de 2026, são: Siren (SIREN), Dash (DASH) e SKYAI (SKYAI) com quedas de -9%, -5% e -4% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

