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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 31/03/2026, está cotado em R$ 351.678,27. Os touros voltaram a mostrar fraqueza e o preço do BTC retrocedeu novamente para US$ 66 mil, em uma queda diária de quase 2%.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais seguem sob forte pressão com a continuidade da guerra no Oriente Médio, que mantém o petróleo em níveis elevados e próximo de um dos maiores ralis mensais da história.
O choque energético tem elevado os temores de inflação global e desaceleração econômica, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram e o dólar se fortaleceu como principal ativo de proteção.
Bolsas globais acumulam perdas relevantes ao longo do mês, refletindo um ambiente de forte aversão ao risco e deterioração das condições financeiras globais. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 67.600, apresenta expectativa de curto prazo negativa.
O ambiente macro atual é claramente adverso para ativos de risco: petróleo elevado pressiona a inflação, o que reduz expectativas de cortes de juros e mantém a liquidez global restrita. Além disso, o fortalecimento do dólar intensifica a saída de capital de ativos mais voláteis. A manutenção do BTC abaixo da região de US$70k indica perda de momentum no curto prazo. O cenário mais provável é de continuação da pressão podendo variar na faixa entre US$ 66.500 e US$ 69.500, com risco de novas quedas caso o fluxo macro continue deteriorando.
Bitcoin análise técnica
Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset Pr, aponta que os dados de derivativos de Bitcoin mostram uma mudança relevante no comportamento dos traders nas principais exchanges.
De acordo com ele, entre 25 e 31 de março, o Cumulative Volume Delta (CVD) da Binance caiu de cerca de US$ 1,02 bilhão para -US$ 398 milhões, representando uma reversão líquida de aproximadamente US$ 1,4 bilhão. Essa queda acentuada sugere que a atividade agressiva de compra perdeu força rapidamente e foi substituída por uma pressão vendedora persistente.

Ao mesmo tempo, o Open Interest (interesse em aberto) disparou no dia 27 de março, com Binance e Bybit adicionando cerca de US$ 137 milhões cada, enquanto o Bitcoin era negociado próximo de US$ 66.200. Em condições normais, o aumento do open interest acompanhado de melhora no CVD pode indicar fortalecimento de posições compradas. No entanto, aqui ocorreu o oposto: a alavancagem aumentou enquanto o fluxo de compradores (taker flow) se deteriorou.
O analista aponta que essa divergência é relevante. Ela indica que as novas posições abertas não foram impulsionadas principalmente por compradores agressivos, mas sim, com maior probabilidade, por posições vendidas (shorts) ou estratégias defensivas no mercado de derivativos.

O mapa de liquidações adiciona uma camada importante à análise. Uma grande parte dos níveis de liquidação visíveis permanece acima do preço atual, o que normalmente reflete a formação de novas posições que seriam liquidadas caso o Bitcoin suba — criando potencial para um short squeeze.
Segundo o analista, o recente aumento do open interest na Binance e na Bybit, combinado com uma reversão de US$ 1,4 bilhão no CVD da Binance e níveis de liquidação concentrados acima do preço, sugere que a recente alavancagem no Bitcoin foi impulsionada mais por um aumento de posições vendidas do que por uma nova demanda compradora.

Bitcoin está muito frágil
Para Louis De Backer, analista de trading cripto, e Samuel Leyne, co-head de trading cripto da Marex, o comportamento recente do preço deixa evidente a fragilidade do momento atual.
“O Bitcoin ainda está preso na mesma região, perto de US$ 67 mil. Subimos com as manchetes e depois devolvemos o movimento, o que diz tudo sobre este mercado. Ele consegue reagir a alívios momentâneos, mas não sustenta tendência sem demanda real.”
Segundo os analistas, o cenário geopolítico trouxe algum alívio marginal, mas ainda está longe de resolver os problemas estruturais que impactam o mercado.
“Se os Estados Unidos estiverem dispostos a encerrar a campanha mesmo com o Estreito de Ormuz ainda limitado, isso reduz o risco de uma escalada mais grave. Mas não resolve o problema central. O fluxo de transporte segue comprometido e isso mantém o canal inflacionário ativo.”
Além disso, o principal fator de pressão continua vindo da política monetária.
“Os juros continuam sendo o principal driver. Quando os juros reais sobem, o Bitcoin tende a perder compradores marginais e os ralis ficam mais curtos.”
Outro ponto relevante destacado pela Marex está no lado da oferta, especialmente na atividade dos mineradores.
“O hashrate está mostrando sua primeira queda trimestral em anos, à medida que mineradores passam a direcionar capital para inteligência artificial. Isso não é imediatamente baixista, mas indica uma realocação de recursos e um suporte menos estável no curto prazo.”
No campo institucional, os analistas apontam uma mudança importante no comportamento das tesourarias corporativas.
“A pausa da Strategy nas compras semanais quebra um padrão ao qual o mercado estava acostumado. Ainda existem compras pontuais, mas não há mais um fluxo uniforme. Isso torna o mercado mais sensível aos movimentos macro.”
Portanto, o preço do Bitcoin em 31 de março de 2026 é de R$ 351.678,27. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0028 BTC e R$ 1 compram 0,0000028 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 31 de março de 2026, são: River (RIVER), Memecore (M) e DeXe (DEXE), com altas de 27%, 4% e 7% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 31 de março de 2026, são: Layer Zero (ZRO), Artificial Superintelligence Alliance (FET) e Hedera (HBAR), com quedas de -8%, -7% e -5% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

