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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 11/03/2026: BTC não aguenta a pressão e volta a cair para US$ 69 mil

O Bitcoin voltou a ser negociado na faixa de US$ 69 mil nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, enquanto o mercado monitora a guerra no Oriente Médio, o petróleo e os próximos suportes técnicos da criptomoeda.

Preço do Bitcoin hoje, 11/03/2026: BTC não aguenta a pressão e volta a cair para US$ 69 mil
Análise

10h30

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital

O principal dado do dia é a divulgação do CPI de fevereiro, às 8h30 ET, pelo Bureau of Labor Statistics. A expectativa do mercado aponta para 0,3% no mês e algo entre 2,4% e 2,5% no acumulado de 12 meses, praticamente em linha com o dado de janeiro.

Apesar de ser o indicador mais acompanhado pelo mercado, vale lembrar que o Fed utiliza o PCE como principal referência de inflação, por ser um índice mais amplo e capturar melhor mudanças no padrão de consumo. Historicamente, o CPI costuma rodar cerca de 0,3 a 0,5 ponto percentual acima do PCE, o que significa que uma leitura aparentemente mais pressionada no CPI nem sempre representa uma deterioração real da inflação para o Fed. Mas no momento o CPI está mostrando menos deterioração, isso por conta da shutdown que atrapalhou envios de dados passados.

Para o mercado hoje, três leituras são mais relevantes:

  • CPI abaixo ou próximo de 2,4% tende a aliviar os juros longos, enfraquecer o dólar e favorecer ativos de risco.

  • CPI em torno de 2,5% seria praticamente neutro, já bastante precificado.

  • CPI acima disso pode pressionar novamente as taxas de juros e gerar um movimento de aversão ao risco no curto prazo.

Depois do alívio momentâneo provocado pela fala de Trump sobre possível fim da guerra, o petróleo voltou a subir. O Brent retorna à região dos US$ 90 após novos incidentes no Estreito de Ormuz.

Três embarcações foram atingidas por projéteis na região, reacendendo o prêmio de risco geopolítico no petróleo. O episódio ocorre em um momento em que o conflito já entra no 11º dia, ainda sem sinais claros de desescalada.

Segundo relatos, o tráfego de navios na região caiu cerca de 70%, impactando diretamente uma rota que concentra aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo. Outro ponto importante é que ainda não houve resposta oficial do G7 sobre a possível liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas. Caso isso se confirme, pode aliviar parte da pressão no preço do petróleo e reduzir o impacto inflacionário do choque geopolítico.

No mercado, o Bitcoin continua trabalhando abaixo da região dos 70.700, que se tornou o nível estrutural importante no curto prazo.

Nos últimos dias o ativo conseguiu deslocar o campo técnico para cima. Antes o suporte relevante estava na região dos 67.500, depois o mercado utilizou 68.000 como base, e a partir daí construiu a alta que levou o preço até a faixa dos 71.000. Agora o ponto chave é simples: transformar a região entre 70.000 e 70.700 em suporte.

Se essa faixa se consolidar como base do movimento, o mercado ganha espaço para buscar níveis mais altos.

Níveis importantes Suportes

70.000 — região ideal para sustentar a estrutura atual

70.700 — nível estrutural que precisa virar suporte

68.000 — base do movimento anterior

Resistências

70.990 — retração de Fibonacci 0.5

72.258 — retração de Fibonacci 0.618

Entre 71.000 e 72.500 existe hoje uma concentração relevante concentrações de liquidez. O próximo alvo estrutural acima dessa região segue sendo o put wall em

75.000.

O mercado hoje está sendo puxado por duas forças opostas.

De um lado, o CPI americano, que pode trazer alívio macro caso venha favorável. Do outro, o risco geopolítico no Estreito de Ormuz, que continua adicionando pressão ao petróleo e aumentando o ruído macro.

Para o Bitcoin, a estrutura melhorou em relação aos dias anteriores, mas a confirmação ainda depende de uma condição clara: sustentação acima de 70.700.

Se esse nível for defendido, o mercado passa a ter espaço para atacar a faixa de 72k e, posteriormente, tentar buscar a região dos 75k. Caso contrário, o ativo pode voltar a oscilar dentro da faixa recente enquanto o mercado digere o macro.

10h

Tasso Lago, fundador da Financial Move

“O bitcoin negociando acima dos 70 mil dólares, no meio da tensão entre Irã e Estados Unidos, é um fator bem positivo. Primeiramente porque o ativo vinha em queda, atingindo o nível dos 60 mil dólares, e mesmo com a guerra, que representa uma escalada de tensão, o ativo volta a subir.

Quando existe aumento de tensão, quando surge algum fator negativo e, ainda assim, o ativo performa bem, isso pode indicar que ele já tenha atingido seu limite de estresse.

Ou seja, o bitcoin pode ter marcado o fundo na região dos 60 mil dólares e iniciar uma retomada em direção aos 80 mil dólares.

Não sabemos se esse é o fundo definitivo do ciclo, mas pode ser um fundo temporário do mercado. Isso ainda pode mudar caso haja aumento de tensão, novos acontecimentos ou novas variáveis nesse conflito.

Ainda assim, ao que tudo indica, o bitcoin vem ganhando força dentro dessa tendência.

Parte disso pode estar ligada ao aumento da compra de bitcoin na região do Irã, já que a população local busca se proteger diante do cenário atual.

No geral, também é natural que o ativo apresente uma recuperação após uma queda forte, especialmente depois de ter recuado de cerca de 127 mil dólares para a região dos 60 mil.”

7h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 11/03/2026, está cotado em R$ 358.795,64. A reação dos touros não foi suficiente para manter o preço do BTC acima de US$ 70 mil prejudicando o movimento de recuperação e com isso a criptomoeda voltou a ser negociada em US$ 69 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais mostraram sinais de estabilização, embora permaneçam tensos devido à guerra entre EUA/Israel e Irã. As ações asiáticas avançaram moderadamente após uma breve queda nos preços do petróleo, provocada por notícias de que a Agência Internacional de Energia (IEA) considera liberar reservas estratégicas para conter o choque energético.

Ainda assim, a volatilidade permanece elevada porque o conflito continua ameaçando o fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz, o que pode gerar pressões inflacionárias globais.

Ja o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 69.500, tem uma expectativa de curto prazo neutra. A persistência do conflito e a volatilidade nos preços da energia mantêm os mercados em modo defensivo, o que tende a limitar fluxos para ativos voláteis como as criptomoedas. Ao mesmo tempo, a estabilização parcial das bolsas e a expectativa de medidas para conter o choque energético reduzem a probabilidade de liquidações mais agressivas. Nesse contexto, o Bitcoin tende a oscilar dentro de uma faixa lateral, acompanhando o humor macro global e reagindo principalmente às manchetes geopolíticas e aos movimentos do petróleo.

Bitcoin análise técnica

O analista Manish Chhetri destaca que agora, o suporte imediato parece estar em torno de US$ 68.400, a mínima mais recente acima do piso do canal, seguida pelo limite inferior do canal próximo a US$ 65.900, que conteve a queda recente e marca a linha chave que preserva a atual tentativa de recuperação.

Um fechamento diário abaixo de US$ 68.400 prejudicaria a tendência de alta incipiente e reabriria um teste da área de US$ 65.900.

Portanto, o preço do Bitcoin em 11 de março de 2026 é de R$ 358.795,64. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 11 de março de 2026, são: Internet Computer (ICP), Pi (PI) e Artificial Superintelligence Alliance (FET), com altas de 7%, 6% e 5% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 11 de março de 2026, são: DeXe (DEXE), Kite (KITE) e Jupter (JUP), com quedas de -15%, -11% e -9% respectivamente.

Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.