12h
Bitfinex
- A alta do Bitcoin no início de março perdeu força após uma breve movimentação até US$ 74.047, antes de inverter a direção e levar o preço novamente para perto da abertura mensal, em torno de US$ 67.000. O movimento reforça como a faixa entre US$ 62.500 e US$ 72.000 continua definindo a estrutura do mercado desde a capitulação registrada em fevereiro.
- Dados on-chain e de fluxo de ordens (order flow) indicam que o mercado está passando por um processo de estabilização, e não de deterioração. As perdas realizadas diminuíram de forma significativa após a queda de fevereiro, sinalizando que a fase de vendas forçadas praticamente se dissipou. Enquanto isso, o CVD do mercado à vista (spot CVD) aponta para compras agressivas no início do mês, que posteriormente foram absorvidas por oferta passiva nas máximas do intervalo atual.
- A acumulação segue concentrada entre baleias e investidores de longo prazo, ao passo que investidores de varejo continuam reduzindo posições. O resultado é um mercado em relativo equilíbrio: a pressão de baixa diminuiu, mas sem entradas consistentes de capital nos ETFs ou uma demanda mais forte no mercado à vista, o Bitcoin permanece em consolidação até que a resistência em US$ 72.000 seja superada de forma convincente.
Cenário macroeconômico
- A economia dos Estados Unidos começa a entrar em um período de maior complexidade macroeconômica, com sinais de desaceleração da atividade doméstica coincidindo com novos riscos inflacionários impulsionados por tensões geopolíticas e pela alta nos preços de energia.
- Dados recentes do mercado de trabalho apontam para condições de emprego mais fracas. O relatório de emprego de fevereiro divulgado pelo Bureau of Labor Statistics mostrou que os empregadores eliminaram 92 mil postos de trabalho, enquanto a taxa de desemprego subiu para 4,4%. Além disso, as estimativas de geração de empregos dos dois meses anteriores foram revisadas para baixo em 69 mil vagas, sugerindo que a demanda por trabalho já vinha sendo menor do que inicialmente estimado.
- A atividade de consumo também começa a apresentar sinais iniciais de moderação. As vendas no varejo e em serviços de alimentação recuaram 0,2% em janeiro em relação ao mês anterior, somando US$ 733,5 bilhões, embora o nível de gastos ainda esteja 3,2% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Essa desaceleração, no entanto, não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes setores da economia.
- Ao mesmo tempo, as tensões geopolíticas voltam a trazer novos riscos inflacionários por meio do mercado de energia. A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo, com o barril do West Texas Intermediate (WTI) acumulando alta próxima de US$ 20. O encarecimento da energia costuma impactar custos de transporte, manufatura e logística, gerando pressão inflacionária e, ao mesmo tempo, pesando sobre a atividade econômica.
- Embora os Estados Unidos sejam hoje mais resilientes a choques energéticos do que em décadas anteriores, em grande parte devido à elevada produção doméstica de energia, o aumento nos preços dos combustíveis ainda pressiona o orçamento das famílias e pode reduzir gastos discricionários.
- Esse cenário cria um ambiente desafiador para a política monetária do Federal Reserve. Por um lado, o enfraquecimento do mercado de trabalho poderia abrir espaço para cortes de juros. Por outro, o risco de uma nova aceleração da inflação impulsionada pela energia pode limitar a capacidade do banco central de flexibilizar a política monetária no curto prazo.
Reforço institucional
- Mesmo diante desse ambiente macroeconômico incerto, movimentos dentro do setor de criptomoedas continuam refletindo a integração crescente dos ativos digitais aos balanços corporativos e aos mercados financeiros tradicionais.
- A Strategy ampliou recentemente sua estratégia de tesouraria em Bitcoin, adquirindo 3.015 BTC adicionais por aproximadamente US$ 204,1 milhões, a um preço médio de US$ 67.700 por unidade. Com a compra, a empresa passou a deter 720.737 bitcoins, reforçando sua posição como a maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo.
9h30
Sarah Uska, Analista de Criptoativos
O mercado de criptomoedas atravessou a última semana sob forte influência do cenário macroeconômico e geopolítico. A escalada das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel impulsionou o preço do petróleo, com o Brent voltando a negociar acima de $100 por barril, aumentando a aversão ao risco nos mercados globais e reacendendo preocupações com inflação.
Esse movimento é relevante porque pressões inflacionárias podem levar o Federal Reserve a manter a política monetária restritiva por mais tempo. Segundo dados do CME FedWatch, o mercado atribui cerca de 97,4% de probabilidade de manutenção da taxa de juros na próxima reunião do Fed, ou seja, a expectativa predominante é que os juros permaneçam no intervalo atual de 3,50% a 3,75%, um patamar ainda considerado elevado e que tende a reduzir a liquidez para ativos de maior risco.
Nesse contexto, o Bitcoin apresentou volatilidade ao longo da semana. O ativo chegou a negociar acima da região de $72 mil nos primeiros dias do período, mas perdeu força conforme o ambiente macro se deteriorou, passando a oscilar próximo da faixa de $67 mil no final da semana. O índice de medo e ganância do mercado cripto permanece em nível de medo extremo, em torno de 19 pontos, indicando que os investidores seguem mais cautelosos diante das incertezas globais.
Apesar desse ambiente mais sensível, os fluxos institucionais mostraram sinais de retomada. Dados compilados pela Farside indicam que os ETFs spot de Bitcoin registraram entradas líquidas de aproximadamente $568,5 milhões ao longo da semana, marcando o segundo saldo semanal positivo consecutivo após um período de saídas. Esse comportamento sugere que parte do capital institucional continua utilizando momentos de correção para ampliar exposição ao ativo, contribuindo para dar sustentação ao mercado mesmo em períodos de maior volatilidade.
Nos dados on-chain, o fluxo de Bitcoin nas exchanges também ajuda a explicar parte da dinâmica recente. As reservas de BTC nas plataformas de negociação recuaram no início da semana e voltaram a subir levemente nos dias finais, movimento que pode indicar maior disponibilidade de moedas para negociação e potencial pressão vendedora no curto prazo.
Para a próxima semana, o comportamento do mercado deve continuar altamente dependente do cenário macroeconômico e da evolução das tensões no Oriente Médio. A combinação de petróleo Brent acima de $100, juros ainda restritivos nos Estados Unidos e um sentimento de mercado fragilizado tende a manter o Bitcoin em um ambiente de volatilidade, no qual eventos macro e fluxos institucionais devem continuar sendo os principais vetores de direção no curto prazo.
6h10
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 09/03/2026, está cotado em R$ 357.409,51. O BTC voltou ao seu range de negociação lateral preso estabelecido entre US$ 65 mil e US$ 67 mil, esperando novos catalisadores para iniciar uma recuperação mais ampla.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais permaneceram sob pressão devido à escalada da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, que provocou forte volatilidade no setor de energia e aumentou os temores inflacionários.
As bolsas asiáticas recuaram novamente e caminham para uma das piores semanas recentes, enquanto investidores migraram para ativos considerados seguros como dólar e títulos. A alta do petróleo, impulsionada por interrupções nas rotas energéticas e riscos de transporte no Estreito de Hormuz, elevou as expectativas de inflação e aumentou a incerteza sobre a trajetória de juros das principais economias.
Já no mercado cripto, com o bitcoin cotado aproximadamente em US$ 67.650, a expectativa de curto prazo segue sendo levemente negativa. O ambiente de forte aversão ao risco global, impulsionado pela escalada do conflito e pela alta do petróleo, tende a reduzir fluxos para ativos voláteis como criptomoedas.
Além disso, o aumento das expectativas de inflação e o salto nos rendimentos dos títulos diminuem as chances de cortes de juros no curto prazo, um fator tradicionalmente desfavorável para cripto. Nesse contexto, o Bitcoin tende a oscilar lateralmente com viés de baixa, podendo testar níveis de suporte enquanto investidores aguardam sinais de estabilização geopolítica ou mudanças na política monetária global.
Bitcoin análise técnica
De acordo com Marco Aurélio, CIO da Vault Capital, os mercados começaram o dia sob forte tensão. A abertura dos futuros veio pressionada após ataques realizados por Israel e EUA contra infraestrutura petrolífera iraniana. Além disso, declarações de Trump sobre possível envio de tropas terrestres ao Irã aumentaram ainda mais o receio dos investidores.
Na abertura, os futuros americanos chegaram a cair com força, enquanto o Brent ampliou sua alta, refletindo o risco imediato sobre a oferta global de petróleo.
No entanto, segundo ele, surgiu uma tentativa de estabilização. O G7 está considerando liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas. Essa possibilidade ajudou a aliviar parte da pressão no preço do petróleo, que saiu de uma alta acumulada próxima de 30% para algo em torno de 12%, reduzindo parcialmente o choque inflacionário imediato.
Mesmo com o cenário de tensão, o Bitcoin apresentou comportamento relativamente construtivo. A mínima do movimento ocorreu exatamente no momento da abertura dos futuros, por volta das 19h e, a partir dali, o ativo passou a recuperar gradualmente. Esse padrão não é novo. Em diversos episódios recentes, o Bitcoin vem formando mínimas durante a abertura do mercado futuro, acumulando recuperação ao longo da madrugada e buscando as máximas próximas à abertura do mercado americano.
Ainda assim, o analista afirma que é preciso cautela já que a abertura do mercado tradicional pode trazer reajustes de carteira por parte dos fundos, o que frequentemente altera a dinâmica do preço nas primeiras horas.
Para que esse movimento ganhe força e deixe de ser apenas uma reação de curto prazo, alguns níveis precisam ser confirmados. O primeiro passo é transformar a região de 67.500 em suporte. A partir daí, o mercado pode tentar atacar o cluster entre 68k e 69k, que funciona como a primeira zona relevante de resistência.
De acordo com ele, se essa região for recuperada com consistência, o próximo objetivo técnico passa a ser a reconstrução da faixa dos 70.700, nível que devolve maior estabilidade estrutural ao preço. O cenário continua dominado pelo risco geopolítico e pelo comportamento do petróleo.
Enquanto o macro gera volatilidade, o Bitcoin mostra sinais de absorção nas quedas. A confirmação virá apenas com suporte sustentado acima de 67.500 e recuperação da faixa de 70.700. Até lá, o movimento ainda deve ser tratado como reação dentro de um ambiente de incerteza.
Portanto, o preço do Bitcoin em 09 de março de 2026 é de R$ 357.409,51. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 09 de março de 2026, são: DeXe (DEXE), Bittensor (TAO) e Chiliz (CHZ), com altas de 17%, 9% e 5% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 09 de março de 2026, são: Humanity Protocol (H), PiPin (PIPIN), Stable (STABLE) com quedas de -14%, -8% e -7% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
