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Escrito por Christina Combenstaff writerRevisado por Bryan O'Sheastaff editor

Buterin chama 2026 de o ano para retomar a computação autossoberana

Últimas NotíciasPublicadoJan 23, 2026

Vitalik Buterin, do Ethereum, detalha sua estratégia tecnológica "autossuficiente" para 2026, substituindo os aplicativos das grandes empresas de tecnologia por ferramentas de privacidade criptografadas, de código aberto e locais.

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Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, declarou 2026 como o “ano em que retomamos o terreno perdido na soberania computacional”, começando pelos próprios dispositivos.

Em uma publicação feita na sexta-feira no X, ele detalhou as mudanças de software que realizou para reduzir a dependência de plataformas centralizadas e famintas por dados.

As “duas principais mudanças” no software que ele usou em 2025 foram a migração “quase total” para o Fileverse, uma plataforma de documentos descentralizada e de código aberto — uma espécie de Google Docs com preservação de privacidade — e a adoção “decisiva” do Signal como seu principal aplicativo de mensagens.

O Signal utiliza criptografia de ponta a ponta por padrão em todas as conversas individuais e em grupo, além de armazenar o mínimo de metadados possível, o que significa apenas informações limitadas, como quando a conta foi criada ou a última data em que se conectou ao serviço.

O Telegram, em contraste, oferece criptografia de ponta a ponta apenas em “chats secretos” opcionais e, de outra forma, mantém mensagens e metadados em seus próprios servidores — um modelo que tem atraído escrutínio à medida que aumentam os pedidos de dados por autoridades policiais em países como a França.

Tornando-se mais autônomo. Fonte: Vitalik Buterin

IA local e ferramentas auto-hospedadas

Em 2026, Buterin também migrou do Google Maps para o OpenStreetMap por meio do OrganicMaps e do Gmail para o Proton Mail, enquanto prioriza redes sociais descentralizadas.

Buterin também discutiu seus experimentos com a hospedagem local de grandes modelos de linguagem, argumentando que enviar todos os dados para serviços de terceiros é “desnecessário”, já que os usuários podem cada vez mais executar ferramentas de inteligência artificial em seu próprio hardware.

Ele afirmou que ainda são necessárias melhores interfaces de usuário, integrações e eficiência para tornar os modelos locais uma opção padrão fluida, mas acrescentou que já houve “enorme progresso” em comparação com um ano atrás.

Defensores da privacidade veem mudança mais ampla

A publicação ecoa pontos levantados pela defensora da privacidade e fundadora do NBTV, Naomi Brockwell, que descreveu a execução local de modelos como a forma mais privada de usar IA, sem enviar prompts ou documentos para servidores externos.

Como usar IA de forma privada. Fonte: Naomi Brockwell

Brockwell passou anos ensinando práticas que aumentam a privacidade para o público geral, argumentando que privacidade diz respeito à autonomia, e não ao sigilo, e incentivando o uso de ferramentas como Bitcoin (BTC), mensageiros criptografados e serviços auto-hospedados para reduzir o poder de vigilância de governos e corporações.

A publicação de Buterin também surge em meio a um debate renovado sobre quanto acesso governos e plataformas devem ter às comunicações privadas e aos metadados dos usuários.

A proposta controversa de Chat Control da União Europeia, por exemplo, originalmente incluía a varredura de mensagens antes da criptografia para detectar material abusivo, o que levou a alertas de grupos de liberdades civis e tecnólogos de que a varredura no lado do cliente poderia minar a confiança em aplicativos criptografados.

Substituir progressivamente aplicativos cotidianos por alternativas criptografadas, de código aberto e locais é, segundo Buterin e outros defensores da privacidade, uma forma de os usuários começarem a retomar o controle sobre seus fluxos de dados.

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