
EUA sancionam corretoras de criptomoedas acusadas de lavar US$ 5 milhões para o Irã
Segundo o Departamento do Tesouro, as plataformas e um indivíduo teriam facilitado a lavagem de cerca de US$ 5 milhões em ativos digitais ligados ao Irã.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra duas corretoras de ativos digitais que, segundo a agência, "o regime iraniano utiliza para lavar bilhões de dólares" em meio às ações militares entre os dois países.
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, o OFAC ( Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) informou ter tomado medidas contra as corretoras de criptomoedas Shelbit e Aban Tether por "facilitarem atividades ilícitas com criptomoedas e a evasão de sanções", utilizando os lucros para financiar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). A agência governamental também sancionou o cidadão iraniano Siavash Kayvanpour e carteiras e empresas de criptomoedas ligadas a ele, uma das quais opera a Shelbit.
“Continuaremos a aumentar a pressão econômica”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent. “Seja em dólares, riais ou criptomoedas, o Tesouro irá caçar e desmantelar as redes financeiras ilícitas que mantêm o regime em funcionamento.”
Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, carteiras controladas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) enviaram mais de US$ 1 milhão em criptomoedas para endereços ligados à Shelbit, enquanto carteiras vinculadas a Kayvanpour enviaram US$ 2 milhões em ativos digitais para a Nobitex, uma corretora iraniana adicionada à lista de entidades sancionadas pelos EUA em junho. A agência afirmou que a Shelbit facilitou a transferência de US$ 2 milhões em criptomoedas para carteiras controladas pela IRGC.
As ações do OFAC foram as mais recentes do governo dos EUA para atingir as finanças do Irã em meio ao conflito militar entre os dois países. O departamento designou as corretoras de ativos digitais Zedcex e Zedxio como entidades sancionadas em janeiro e congelou US$ 131 milhões em carteiras digitais ligadas ao Irã em junho.

