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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Mega alta pela frente: Clarity Act avança nos EUA e promete mudar a estrutura do mercado de criptomoedas

Últimas NotíciasPublicado23 de jul. de 2025

Com aprovação na Câmara e apoio bipartidário, a proposta reacende o debate sobre o papel da SEC e da CFTC. Para o analista Yuri Lindoso, a lei pode inaugurar uma nova era para altcoins emitidas nos EUA.

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A chamada Clarity for Payment Stablecoins Act, parte do pacote de reformas cripto do Congresso norte-americano, foi aprovada com folga na Câmara dos Representantes por 294 votos a favor e 134 contra, e agora segue para revisão no Senado.

O projeto faz parte de uma tentativa mais ampla de estabelecer diretrizes claras para ativos digitais, incluindo stablecoins e altcoins, em um esforço bipartidário para destravar a inovação tecnológica nos Estados Unidos.

A lei propõe a divisão de competências entre as principais agências reguladoras a SEC e a CFTC e oferece um caminho legal mais definido para emissores de stablecoins operarem de forma regularizada dentro do país.

“A aprovação da Clarity Act pode ser o início de um novo ciclo institucional para o mercado cripto, especialmente para projetos que operam com base jurídica nos EUA”, afirma Yuri Lindoso, analista e educador em criptoeconomia, fundador do canal Investimento Sem Ko.

Em entrevista ao Cointelegraph Brasil, Yuri reforçou que tem acompanhado de perto o andamento das legislações cripto americanas, incluindo também a Genius Act, voltada à estrutura de stablecoins, e o projeto FIT21, que busca consolidar as regras para ativos digitais no país, afirma que, o avanço da Clarity Act representa um “sinal claro de que a regulação está finalmente entrando na fase de maturidade”.

“Com leis mais definidas, projetos sérios terão segurança jurídica para crescer. Isso pode atrair capital institucional, impulsionar o mercado e reduzir drasticamente os riscos de interpretações arbitrárias da SEC”, completa Yuri.

Contexto regulatório

Desde 2023, o Congresso dos EUA tem debatido propostas para enquadrar juridicamente os ativos digitais. A Clarity Act surge como uma resposta às críticas sobre a falta de clareza da SEC quanto ao que constitui um “valor mobiliário”. A proposta prevê regras específicas para stablecoins, reforço à atuação da CFTC sobre commodities digitais e requisitos de registro para emissores.

O analista que é focado em análises sobre política monetária, regulamentação e ciclos de mercado, destaca que embora a tramitação no Senado ainda não tenha data definida, o clima político em Washington indica que a pressão por regulamentação continua em alta especialmente diante do crescimento dos ETFs de Bitcoin, stablecoins atreladas ao dólar e o avanço de projetos internacionais, como o euro digital e o yuan digital.

“Os EUA não querem perder a liderança em tecnologia. E o Congresso parece finalmente ter entendido que o mercado precisa de regras, não repressão, se isso significa uma ‘mega alta’ para o valor das criptomoedas não posso dizer, mas que fundamenta elas ainda mais como uma classe de ativos em um mercado trilionário, os números atuais j[a mostram isso, imagine então o que espera o futuro com uma regulamentação pró-cripto na maior economia do mundo.” finaliza o apresentador do canal Sem Ko.

E no Brasil?

Enquanto os EUA avançam em regras para o mercado em menos de sete meses, o Brasil ficou debatendo leis para o mercado cripto desde 2015 e embora tenha aprovado o Marco Regulatório das criptomoedas, até hoje, mais de 10 anos após o começo dos debates, o mercado cripto não tem regras estabelecidas.

Para o advogado Aylton Gonçalves, a grande inovação da regulação no Brasil está na integração sistêmica. Não é apenas uma regulação isolada de ativos virtuais, mas sim a criação de pontes entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema de ativos virtuais.

Segundo ele, ao longo dos últimos anos, vimos um estreitamento da intersecção entre os mercados financeiro e de criptoeconomia. O novo regramento reforça isso, com importante segurança jurídica.

"Os novos níveis de capital mínimo - R$ 1 milhão para intermediárias, R$ 2 milhões para custodiantes e R$ 3 milhões para corretoras - não são apenas números. Eles refletem a responsabilidade de cada modalidade, o risco à higidez do sistema e garantem que apenas empresas verdadeiramente robustas ingressem e permaneçam no mercado de criptoeconomia”, disse.

Além disso, ele também aponta que a inclusão dos ativos virtuais no mercado de câmbio representa importante passo no aprimoramento tecnológico das remessas internacionais.

“Agora, uma transferência para o exterior via stablecoins terá a mesma segurança jurídico-regulatória de uma operação tradicional, mas com eficiências operacionais obtidas, por exemplo, via blockchain.", aponta.

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