Cointelegraph
LINK$8.98 1.78%
TRX$0.3507 3.92%
BCH$304.86 6.56%
DOGE$0.09954 2.09%
XLM$0.2095 19.40%
ZEC$535.74 1.57%
ETH$2,013 1.82%
BNB$638.16 0.60%
SOL$82 1.68%
HYPE$61.35 7.02%
XMR$359.47 5.85%
XRP$1.31 2.36%
ADA$0.2351 2.39%
BTC$73,642 0.98%
Escrito por Caio Jobim ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Jogada de marketing: Empresas de criptomoedas investem US$ 243 milhões no futebol, mas Brasil é território quase exclusivo das bets

Últimas NotíciasPublicadoAug 22, 2025

Empresas de criptomoedas investem em marketing no futebol para alcançar público global e ampliar base de usuários, enquanto no Brasil, 18 dos 20 clubes da Série A são patrocinados por sites de apostas.

sports-marketing-crypto-football-sponsorship-brazil-bets

As criptomoedas estão cada vez mais presentes nas camisas de grandes clubes do futebol mundial, tornando-se uma força dominante no marketing esportivo, revela um relatório recente da agência Sportquake.

Na temporada 2024/2025, empresas de criptomoedas investiram US$ 243 milhões para expor suas marcas nos uniformes de clubes de futebol de destaque global. Esse valor corresponde a 43% dos US$ 565 milhões investidos globalmente pelo setor em patrocínios esportivos no mesmo período.

Criptomoedas, Brasil, Futebol, Exchanges, Marketing
Criptomoedas, Brasil, Futebol, Exchanges, Marketing

Investimentos em marketing esportivo de empresas de criptoativos na temporada 2024/2025. Fonte: Sportquake

O relatório destaca que o investimento em futebol cresceu 64% em relação à temporada anterior, impulsionando a expansão cripto no marketing esportivo. Além disso, o futebol respondeu por 59% de todos os novos acordos de patrocínio firmados por empresas do setor na temporada 2024/2025.

A exposição de suas marcas nos uniformes de clubes de futebol respondeu por 37% de todos os investimentos de exchanges de criptomoedas em marketing – um percentual que representa mais que o dobro da média de outras indústrias.

As exchanges Gate.io e Bitpanda fecharam acordos de patrocínio com a Internazionale de Milão e o Paris Saint-Germain.

A Kraken, por sua vez, adotou uma estratégia agressiva para se associar a clubes de três das principais ligas do futebol europeu: o Atlético de Madri, da Espanha, o Tottenham Hotspur, da Inglaterra, e o RB Leipzig, da Alemanha.

Mayur Gupta, diretor de Marketing da Kraken, afirma que pesquisas internas identificaram que mais de 75% do público-alvo da exchange na Europa são torcedores apaixonados por futebol.

“Por meio de nossas parcerias com grandes clubes, planejamos unir os mundos do futebol e das criptomoedas, oferecendo experiências significativas que ressoem com os torcedores e os aproximem da essência e do valor das criptomoedas", afirma Gupta.

Além da conexão direta com os torcedores dos clubes que patrocinam, as empresas de criptomoedas utilizam o futebol para atingir um vasto público global, aumentar o reconhecimento da marca, construir credibilidade e confiança, e atrair novos usuários.

Com isso, naturalmente, os investimentos concentram-se em clubes e ligas europeias. Juntos, esses aportes somam 76%. Apenas 6% é direcionado para ligas e equipes de outros países.

Criptomoedas, Brasil, Futebol, Exchanges, Marketing
Criptomoedas, Brasil, Futebol, Exchanges, Marketing

Gastos com investimentos em marketing em futebol das empresas de criptomoedas. Fonte: Sportquake

Patrocínios no Brasil são dominados por bets

Apesar de parcerias esporádicas, como a do Corinthians com o Mercado Bitcoin, do Santos com a Binance, e do São Paulo com a Bitso, os clubes do futebol brasileiro permanecem fora do radar das empresas de criptomoedas.

No Brasil, a tendência é outra: o marketing esportivo é dominado pelas empresas de apostas esportivas, popularmente conhecidas como bets. Dos 20 clubes que disputam a série A do Campeonato Brasileiro, 18 têm bets como patrocinador master, segundo levantamento da Folha de São Paulo.

No outro extremo, as ligas de Alemanha, Espanha, EUA, Japão, Holanda e Itália não contam com nenhum clube cujo maior destaque no uniforme caiba a empresas de apostas.

A Inglaterra é o país que mais se aproxima do Brasil, com 11 clubes ostentando bets como patrocinadores master. No entanto, a partir da temporada 2026/2027, os clubes ingleses serão proibidos de exibir marcas de bets em seus uniformes, assim como já ocorre na Espanha, na Alemanha e na Itália.

Além da conexão direta entre o futebol e o universo das bets, a base de usuários de aplicativos de apostas é quatro vezes maior do que a de investidores de criptomoedas, segundo dados da última edição do Raio-X do Investidor Brasileiro da Anbima. Do ponto de vista do marketing, o público-alvo das bets é significativamente maior.

Recentemente, o Flamengo fechou um acordo com a Betano, patrocinadora master do próprio Campeonato Brasileiro, que renderá mais de R$ 250 milhões por ano aos cofres do clube. Equivalente a mais do que o dobro do contrato anterior que o Flamengo mantinha com outra empresa do setor, trata-se do maior acordo da história do marketing esportivo brasileiro.

Emissora do USDT e líder do mercado de stablecoins, a Tether adquiriu uma participação de 10% sobre a Juventus de Turim, tradicional clube italiano, em abril deste ano, conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://cointelegraph.com.br/editorial-policy

Mais sobre o assunto