
Stablecoin mexicana MXNB passa a operar na XRP Ledger após acordo entre Bitso e Ripple
As empresas estão pareando MXNB e RLUSD na XRP Ledger para dar suporte a pagamentos institucionais entre os Estados Unidos e o México, à medida que a adoção de stablecoins cresce na América Latina.

A Bitso está expandindo sua parceria de pagamentos com a Ripple, trazendo sua stablecoin MXNB, lastreada em pesos mexicanos, para a XRP Ledger, onde será usada juntamente com o Ripple USD (RLUSD) para dar suporte à liquidação transfronteiriça de empresas entre os Estados Unidos e o México.
A Bitso, com sede na Cidade do México, anunciou que emitirá MXNB na XRP Ledger, onde será integrada à infraestrutura Payments on DEX da Ripple e emparelhada com a stablecoin RLUSD para liquidação de pagamentos empresariais denominados em dólares e pesos.
As transferências de dinheiro entre os EUA e o México constituem o maior corredor de remessas do mundo, segundo o Federal Reserve dos EUA. O comércio de bens e serviços entre os EUA e o México totalizou cerca de US$ 935,1 bilhões em 2024, um aumento de 5,5% em relação a 2023, de acordo com o Escritório do Representante Comercial dos EUA na Casa Branca.
O MXNB também será integrado à DEX Permissioned da XRP Ledger, uma plataforma projetada para participantes verificados que permite o acesso à liquidez on-chain e à infraestrutura de liquidação.
As empresas têm colaborado em serviços de pagamento transfronteiriços na América Latina há vários anos, preparando o terreno para esta expansão mais recente.

As transferências eletrônicas dominaram os US$ 65 bilhões em remessas entre os EUA e o México feitas por pessoas físicas em 2024.
Fonte: Banco da Reserva Federal de Dallas
As stablecoins continuam a ganhar terreno nos pagamentos internacionais.
A adoção de stablecoins continua a crescer na América Latina, onde a Bitso opera diretamente, incluindo México, Brasil, Argentina e Colômbia, com conexões institucionais no Chile e no Peru.
Os tokens lastreados em dólar representaram 40% das compras de criptomoedas na plataforma da Bitso em 2025, superando as compras de qualquer outra categoria de ativos digitais.
Nos últimos meses, instituições financeiras e empresas de remessas também expandiram a infraestrutura de pagamentos baseada em stablecoins. Em maio, a Anchorage Digital firmou uma parceria com o Grupo Salinas, do México, para dar suporte a operações de liquidação e tesouraria transfronteiriças utilizando stablecoins. As empresas afirmaram que a iniciativa utilizaria a tecnologia blockchain para facilitar transferências internacionais de dólares para instituições financeiras e empresas.
No início deste mês, a MoneyGram apresentou sua stablecoin MGUSD, lastreada em dólar, na blockchain Stellar. A empresa afirmou que o token será integrado ao seu aplicativo por meio de uma carteira de autocustódia, permitindo que os usuários mantenham saldos em dólares, movimentem fundos globalmente e os convertam em moedas locais.
A tendência em direção a pagamentos baseados em stablecoins surge em um contexto em que as transferências internacionais continuam caras. Dados do Banco Mundial mostraram que o envio de US$ 200 para o exterior custou, em média, 6,36% no terceiro trimestre de 2025, enquanto a liquidação baseada em blockchain pode ser concluída por uma fração de centavo.
A adoção de stablecoins acelerou no último ano, com a capitalização total de mercado subindo de cerca de US$ 251 bilhões em meados de 2025 para mais de US$ 316 bilhões em junho de 2026, de acordo com dados da DefiLlama.

A capitalização de mercado global das stablecoins já ultrapassa os 316 bilhões de dólares. Fonte: DefiLlama
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