Resumo da notícia
Mercado Bitcoin quer liberar mais de US$ 100 milhões em empréstimos com garantia em criptomoedas.
O CriptoCrédito permite usar ativos como Bitcoin e Ethereum sem precisar vendê-los.
A solução promete contratação 24 horas por dia, sem análise de score e liberação em até 5 minutos.
A exchange brasileira Mercado Bitcoin anunciou nesta quarta, 11, que pretende emprestar mais de US$ 100 milhões para seus usuários por meio do programa CriptoCrédito, solução que antes era restrita para alguns clientes e podia ser acessada apenas pelo canal de assessores.
Guilherme Pimentel, Diretor de Produtos Exchange, revelou ao Cointelegraph Brasil que o sistema funciona com garantia nas criptomoedas do usuário, desse modo, ele não precisa vender o ativo para ter acesso ao dinheiro mas, pode usar suas cripto como garantia para solicitar o emprestimo, basicamente da mesma forma que os empréstimos com garantia em casa e carro.
“Além de contar com taxas mais acessíveis e não depender de análise de crédito, no longo prazo o histórico dos ativos mostra que a valorização tende a crescer, podendo inclusive superar o custo da operação do empréstimo. Ou seja, o investidor teria acesso a capital extra, manteria seus investimentos e ainda poderia obter rentabilidade com isso”, acrescenta Pimentel.
CriptoCrédito
Segundo levantamento da própria plataforma, metade dos investidores brasileiros de ativos digitais (50%) veem essa modalidade de crédito como uma forma de ampliar a exposição em cripto, reinvestindo os recursos para potencializar ganhos, especialmente em um ano marcado pela queda de valor de mercado do Bitcoin.
De acordo com ele, não há exigência de análise de score, o recebimento do dinheiro em conta ocorre em 5 minutos no próprio aplicativo, e a contratação fica disponível 24 horas por dia.
O MB destaca que por enquanto, a solução opera com as principais criptomoedas do mercado, como Bitcoin e Ethereum, mas a plataforma já planeja expandir a modalidade para outros ativos, como as stablecoins.
“Iniciativas como essa ampliam o acesso dos brasileiros ao universo cripto e reforçam que os ativos digitais deixaram de ser um investimento de nicho, consolidando-se como porta de entrada para soluções financeiras mais eficientes e flexíveis”, conclui o executivo.

