
Notícias Cripto: programação no Blockchain Rio, Nuclea e duplicata escritural, stablecoins e outras novidades
Confira as novidades do mercado de criptomoedas

DEX lança portal dedicado a conteúdos sobre ETFs
A DEX lançou um portal dedicado ao mercado de ETFs (Exchange Traded Funds), com notícias, análises, artigos e materiais educativos sobre fundos de índice. A plataforma entrou no ar em 10 de agosto e pretende atender desde investidores iniciantes até profissionais do mercado.
O conteúdo inclui temas como conceitos básicos de ETFs, estratégias de alocação, setores da economia e fatores macroeconômicos relacionados aos investimentos. O portal também prevê artigos produzidos por profissionais da DEX e parceiros, entre eles Nu Asset, Itaú Asset, Global X ETFs, Galápagos Capital e Investo.
A iniciativa se soma às atividades que a DEX já desenvolve no segmento, incluindo estruturação de índices personalizados, realização de eventos e produção de conteúdo sobre investimentos. A companhia afirma que pretende concentrar no portal diferentes informações relacionadas à indústria brasileira de ETFs.
Chainless leva ações e ETFs tokenizados ao Blockchain.RIO
A Chainless apresentará no Blockchain.RIO 2026 uma integração com a Ondo Global Markets para oferecer exposição econômica tokenizada a ações e ETFs negociados nos Estados Unidos. Segundo a empresa, o acesso ao produto será inicialmente restrito a investidores qualificados enquanto acompanha o desenvolvimento regulatório dessa categoria no Brasil.
Os produtos fornecem exposição econômica aos ativos subjacentes, mas não representam necessariamente a propriedade direta das ações nem garantem os mesmos direitos societários de um acionista registrado. A Chainless atua como provedora de tecnologia e informa que não é uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil.
A companhia também divulgou que alcançou aproximadamente 40 mil clientes e processou mais de R$ 500 milhões desde seu lançamento, ocorrido há dois anos durante o próprio Blockchain.RIO. Entre janeiro e julho de 2026, o volume informado foi de R$ 336,5 milhões, ante R$ 153,2 milhões durante todo o ano de 2025.
Núclea realiza primeira escrituração de Duplicata Escritural em Produção Assistida
A Núclea realizou a primeira escrituração de uma Duplicata Escritural no ambiente de Produção Assistida. A operação envolveu transações reais em ambiente controlado e ocorreu sob supervisão do Banco Central do Brasil.
A Produção Assistida integra o processo de implementação do novo modelo de duplicatas e antecede sua utilização em maior escala. A etapa permite testar a interação entre participantes e infraestruturas que deverão compor o ecossistema de escrituração desses recebíveis.
Uma pesquisa realizada pela Núclea em parceria com o IBPad e a Môre Consultoria aponta que 82% das instituições financeiras consultadas possuem planejamento para operar com Duplicata Escritural. O levantamento também indica que 88% esperam que o modelo contribua para ampliar a distribuição de crédito no país.
Loja de móveis Homedock amplia pagamentos com Bitcoin
A Homedock, e-commerce brasileiro de móveis e decoração, passou a integrar a plataforma BitcoinBR, ampliando a divulgação de sua opção de pagamento em Bitcoin. A companhia já aceitava a criptomoeda diretamente em seu site desde 2024.
O pagamento está disponível para os produtos do catálogo oferecidos no e-commerce. No checkout, o comprador pode realizar a transferência diretamente pela rede principal do Bitcoin, em uma operação on-chain, ou utilizar a Lightning Network.
Segundo a empresa, atualmente apenas Bitcoin é aceito entre os ativos digitais disponíveis como meio de pagamento. A Homedock afirma que não estabeleceu uma meta específica de vendas para o novo canal e trata a integração como parte de sua estratégia de atender consumidores que utilizam criptomoedas.
B3 tem receita de R$ 3,1 bilhões e testa stablecoin B3RL
A B3 registrou receita de R$ 3,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 12,2% na comparação com o mesmo período de 2025. O lucro líquido recorrente chegou a R$ 1,4 bilhão, alta anual de 8%, enquanto o lucro recorrente por ação ficou em R$ 0,28.
Entre os segmentos, as receitas recorrentes cresceram 17,3%, enquanto as atividades classificadas como pró-cíclicas avançaram 7,9%. Soluções Analíticas de Dados cresceram 22%, Renda Fixa e Crédito 17%, Soluções para Mercado de Capitais 26% e Tecnologia e Plataformas 16%. No mercado à vista, o volume financeiro médio diário chegou a R$ 31,3 bilhões, alta anual de 20,1%.
Na área de ativos digitais, a B3 informou que iniciou testes da infraestrutura da B3RL, sua stablecoin, relacionada aos projetos de tokenização da companhia. No trimestre, a empresa também recebeu autorização regulatória para atuar na escrituração de duplicatas e lançou novos índices e produtos vinculados ao IPCA e ao PIB.
LiberPay leva pagamentos com stablecoins ao Blockchain.RIO
A LiberPay apresentará no Blockchain.RIO 2026 sua infraestrutura para pagamentos com criptomoedas e stablecoins. Tobias Kleitman, cofundador da companhia, participa do evento em 12 de agosto para discutir o uso desses ativos em pagamentos realizados por pessoas e empresas.
Fundada em 2025, a empresa escolheu o Brasil como primeiro mercado para sua operação e desenvolveu uma plataforma que permite pagamentos por QR Code e links. Segundo a LiberPay, as transferências ocorrem diretamente entre as partes e a companhia não assume a custódia dos ativos utilizados nas operações.
A plataforma oferece suporte a stablecoins como USDC e USDT e adota um modelo baseado em autocustódia. A empresa afirma que sua proposta não é substituir o Pix, mas oferecer uma infraestrutura específica para transações com ativos digitais, em um mercado no qual pagamentos instantâneos e QR Codes já são amplamente utilizados.
Binance discute tokenização, regulação e integração com mercado tradicional no Blockchain.RIO
Executivos da Binance participam da programação do Blockchain.RIO 2026, realizado entre 11 e 13 de agosto, no Rio de Janeiro. Os debates previstos envolvem integração entre criptoativos e mercado financeiro tradicional, tokenização, regulação, investimentos institucionais e distribuição de ativos digitais.
Entre os representantes anunciados estão Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil; Bruno Resende, diretor de Finanças e Tributos para as Américas; Pedro Kunzler, responsável por Vendas VIP e Institucional; e Vinícius Volpatte, diretor de Risco. Sarandy participa de discussões sobre tokenização e acesso global a investimentos, enquanto Resende integra um painel sobre mudanças regulatórias.
A programação informada pela empresa também prevê discussões sobre a presença de criptoativos em portfólios tradicionais, aplicações de inteligência artificial associadas a ativos do mundo real tokenizados (RWA) e distribuição de ativos digitais. Os painéis reúnem ainda representantes de instituições como BTG Pactual, Itaú Asset Management, Hashdex, Coinbase, CVM, Liqi e Chiliz.

