
Notícias Cripto: novo sócio na ABCripto, Ripple, Bitso e outras novidades
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Blockchain on the Road leva debate sobre tokenização e Web3 à UNISO, em Sorocaba
A Universidade de Sorocaba recebe, em 12 de junho, uma edição do Blockchain on the Road, iniciativa do Blockchain Rio voltada a aproximar o ambiente acadêmico das discussões sobre blockchain, tokenização, criptoativos, stablecoins e infraestrutura financeira digital. O encontro será gratuito e terá como tema “Blockchain, Tokenização, Criptoativos e Stablecoins: o novo stack da infraestrutura financeira digital”.
A programação reunirá estudantes, professores, profissionais e especialistas do setor. Entre os participantes estão Samuel Rufino, da Q-Br; Kainã Pacheco, do Blockchain Rio; Rafael Castaneda, da Oxus Finance; Camila Nikolaus, Head of Crypto Products; Thaís Almeida, diretora da Contiliza; Bruno Frota, da Oobit; e Sophia Araújo, analista de Comunicação Digital do Blockchain Rio.
Além das apresentações, o evento terá um painel sobre carreiras em Web3 e oportunidades profissionais no mercado de blockchain e ativos digitais. Segundo Francisco Carvalho, CEO do Blockchain Rio, a proposta é conectar formação acadêmica, mercado e novas áreas profissionais ligadas à economia digital.
Ebury Bank entra na ABcripto
A Associação Brasileira de Criptoeconomia anunciou a entrada do Ebury Bank como nova associada. A instituição atua em câmbio, pagamentos internacionais e soluções financeiras para empresas, em um momento em que o setor de ativos digitais no Brasil passa por maior estruturação regulatória e aproximação com instituições financeiras tradicionais.
Segundo a ABcripto, a chegada do Ebury amplia a diversidade de empresas representadas pela associação. A fintech global informou ter processado mais de 1,9 milhão de pagamentos em 2025 e atender mais de 27 mil clientes no mundo. No Brasil, a operação ocorre após a aquisição do Bexs Banco e a obtenção de licença de banco de câmbio pelo Banco Central.
Julia Rosin, diretora-presidente da ABcripto, afirmou que a associação busca reunir diferentes perfis de empresas para contribuir com o debate regulatório. Alexis Masseron, VP de Produtos Cripto da Ebury, disse que a participação na entidade está ligada à aproximação entre instituições financeiras e o ecossistema de ativos digitais.
Bipa anuncia cashback em dobro em compras feitas com cartão
A Bipa anunciou uma campanha temporária de cashback em dobro para compras realizadas com o Cartão Bipa. A promoção vale de 11 de junho a 19 de julho de 2026 e será aplicada sobre as transações feitas no período, conforme as regras da campanha.
De acordo com a empresa, o benefício será calculado de forma acumulada sobre o cashback padrão e o chamado cashback turbo da plataforma. Para ativar a promoção, o usuário precisa acessar o aplicativo da Bipa, clicar no banner da campanha e compartilhar a iniciativa ao menos uma vez em suas redes sociais.
Ripple e Bitso ampliam parceria
A Ripple e a Bitso anunciaram a ampliação de sua parceria em pagamentos para incluir a stablecoin MXNB, lastreada em pesos mexicanos, no XRP Ledger. A integração prevê o uso da moeda digital na infraestrutura de DEX autorizada da XRPL, ao lado do RLUSD, stablecoin em dólar emitida pela Ripple, com foco em liquidação e pagamentos corporativos transfronteiriços.
As empresas afirmam que a iniciativa busca melhorar a liquidez e a eficiência operacional em fluxos entre Estados Unidos e México, um dos principais corredores de pagamentos internacionais da região. A Bitso e a Ripple já mantêm uma parceria de longa data em mercados latino-americanos, incluindo operações ligadas a pesos mexicanos e pesos colombianos.
Segundo Silvio Pegado, diretor-geral da Ripple para a América Latina, a combinação entre RLUSD e MXNB busca criar uma infraestrutura regulada de liquidez on-chain para pagamentos corporativos. Ben Reid, diretor de stablecoins da Bitso Business, afirmou que a integração pretende atender demandas institucionais de liquidação em moeda local, com foco em eficiência e conformidade.
Stablecoins entram no radar de empresas
O avanço das stablecoins começa a ampliar os testes de modelos de liquidação financeira direta em blockchain por empresas de tecnologia, pagamentos e infraestrutura financeira. A proposta desses modelos é permitir transações em tempo real, com registro on-chain e maior controle operacional sobre o caixa digital das companhias.
No Brasil, a LiberPay lançou uma plataforma de pagamentos baseada em stablecoins que utiliza a blockchain Polygon para liquidação direta entre carteiras digitais. Segundo a empresa, o modelo permite que companhias recebam pagamentos em ativos como USDC e USDT, com liquidação instantânea e operação própria de gateways financeiros.
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Nicolas Carreiro, country manager da LiberPay no Brasil, afirma que a proposta não é substituir bancos ou competir com o Pix, mas atuar na camada de liquidação e registro das transações. Para ele, as stablecoins aproximam a infraestrutura financeira da lógica operacional da internet, com funcionamento contínuo, transferências em tempo real e menor dependência de janelas bancárias tradicionais.
Relatório da Bitfinex Securities aponta tokenização como alternativa para financiamento
A Bitfinex Securities divulgou uma nova edição de seu Relatório de Inclusão do Mercado da América Latina, com foco no potencial da tokenização para ampliar o acesso a capital na Venezuela. A análise parte do cenário de reconstrução econômica do país e aponta que mercados de capitais pouco desenvolvidos, custos elevados de emissão e alta intermediação ainda limitam a atração de investimentos.
O relatório afirma que a tokenização pode reduzir custos operacionais, acelerar liquidações, ampliar a rastreabilidade e facilitar o acesso de investidores internacionais a ativos locais, desde que exista um arcabouço legal claro. Especialistas ouvidos no estudo também destacam que a familiaridade da população venezuelana com ativos digitais e stablecoins pode favorecer a adoção de novas estruturas financeiras.
Entre os setores citados, petróleo, gás, mineração e recursos naturais aparecem como possíveis áreas de aplicação. A análise menciona a tokenização de fluxos econômicos ligados a projetos produtivos, a participação fracionada em empreendimentos intensivos em capital e o uso de blockchain para rastreabilidade em cadeias de mineração. Jesse Knutson, Head de Operações da Bitfinex Securities, afirmou que a tecnologia pode reduzir barreiras tradicionais de captação e aproximar emissores venezuelanos de investidores globais.
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