Grupo DUX amplia atuação
O Grupo DUX passou a se posicionar como uma holding de soluções financeiras voltadas à economia criativa, após estruturar operações de antecipação de recebíveis. Segundo a empresa, o modelo atende profissionais que recebem com prazos alongados, geralmente entre 60 e 120 dias, um padrão recorrente no setor.
A companhia afirma ter realizado R$ 140 milhões em operações em 16 meses, com ticket médio de R$ 150 mil e baixa inadimplência. Os números, no entanto, são baseados em dados internos e ainda não contam com validação independente ou comparações amplas com outras instituições de crédito.
O movimento ocorre em um contexto de mudança no mercado fintech, que tem priorizado nichos específicos e crédito estruturado. A expansão internacional mencionada pela empresa dependerá de fatores como regulação local e capacidade de competir com players já estabelecidos.
NovaDAX orienta contribuintes sobre declaração de criptomoedas no IR 2026
A orientação sobre declaração de criptomoedas no Imposto de Renda 2026 reflete o aumento da fiscalização por parte da Receita Federal. De acordo com a NovaDax, as regras exigem declaração para quem possui mais de R$ 5 mil em ativos ou realizou vendas mensais acima de R$ 35 mil, independentemente de lucro.
A tributação incide apenas sobre ganhos acima desse limite, com alíquotas que podem chegar a 22,5%. A previsão de uma alíquota única de 17,5% a partir de 2026 indica uma tentativa de simplificação, embora o impacto prático ainda dependa da regulamentação detalhada.
Especialistas apontam que o principal risco está na inconsistência de informações, já que a Receita ampliou o cruzamento de dados com corretoras. O cenário sugere maior rigor no controle, mas também evidencia a necessidade de padronização nas declarações.
B2C2 firma parceria com Solana
A parceria entre a B2C2 e a Solana Foundation indica um movimento de ampliação do uso institucional de stablecoins em redes públicas. A proposta envolve utilizar a blockchain como infraestrutura de liquidação, aproximando operações tradicionais de soluções on-chain.
Dados do setor mostram que o volume de stablecoins na rede Solana ultrapassou US$ 14 bilhões, impulsionado por iniciativas de grandes empresas. Ainda assim, especialistas destacam que a adoção institucional depende de fatores como segurança, regulação e interoperabilidade entre sistemas.
A integração entre mercados centralizados e descentralizados tende a reduzir custos operacionais, mas também levanta desafios relacionados à governança e à padronização de processos. A competição entre redes blockchain por esse espaço segue em expansão.
ANCORD anuncia filiação da Núclea
A entrada da Núclea como associada da ANCORD reflete uma mudança no perfil da entidade, que passou a incluir empresas de infraestrutura financeira após atualização de seu estatuto. A medida amplia o escopo da associação para além das corretoras tradicionais.
A Núclea atua no processamento de pagamentos e liquidação de operações financeiras, com volume significativo de transações. Os dados divulgados pela empresa indicam R$ 18,7 trilhões processados em 2025, mas não detalham comparações com outros operadores do mercado.
A inclusão de empresas com atuação em ativos digitais e tokenização aponta para um movimento de adaptação do setor às novas tecnologias. No entanto, o impacto prático dessas mudanças dependerá da evolução regulatória e da adoção por parte do mercado.
MEXC nomeia Vugar Usi como CEO
A nomeação de Vugar Usi como CEO da MEXC ocorre em um momento de crescimento da exchange no mercado global. A empresa afirma ter alcançado aumento de 90,9% no volume de negociação, embora os dados sejam baseados em relatórios internos e plataformas de mercado.
A estratégia inclui a ampliação de produtos, como ativos multiativos e mercados de previsão, além da manutenção do modelo de taxa zero. Esse modelo, segundo a empresa, teria retornado mais de US$ 1 bilhão aos usuários, mas especialistas costumam apontar que esse tipo de política depende de outras fontes de receita.
A expansão global e o reforço em compliance indicam uma tentativa de posicionamento institucional. Ainda assim, o setor de exchanges segue marcado por forte concorrência e por desafios regulatórios em diferentes jurisdições.
BBChain amplia infraestrutura para tokenização
A BBChain informou ter ampliado a capacidade de sua infraestrutura para redes tokenizadas, com foco em interoperabilidade e privacidade. O projeto foi desenvolvido no contexto do LiftLab, ligado ao Banco Central, com testes voltados a aplicações financeiras.
Segundo a empresa, a solução evoluiu de 1.700 para mais de 5 mil transações por segundo após otimizações técnicas. Os dados indicam ganho de performance, mas ainda se baseiam em ambiente controlado e não refletem necessariamente condições reais de mercado.
O avanço acompanha uma tendência de desenvolvimento de infraestruturas para ativos digitais em ambientes regulados. A adoção em escala dependerá da integração com sistemas existentes e da definição de padrões regulatórios mais claros.
Compra parcelada de Bitcoin no cartão de crédito
A BIPA anunciou a possibilidade de compra de Bitcoin parcelada em até três vezes para usuários do seu cartão de crédito. A funcionalidade está disponível para pessoas físicas e busca ampliar o acesso ao ativo digital. A empresa considera o comportamento do consumidor brasileiro, que já utiliza parcelamento em diferentes formas de pagamento.
A proposta permite que o usuário adquira Bitcoin mesmo com menor liquidez no momento da compra, distribuindo o pagamento ao longo do tempo. A empresa também lançou uma funcionalidade de recompensa diária em Bitcoin sobre o saldo em reais utilizado como garantia do limite do cartão. O rendimento segue referência de 100% do CDI.
Segundo dados da empresa, o saldo mínimo para acesso ao benefício é de R$ 50, sem prazo de carência e com tributação retida na fonte. A BIPA informou ter movimentado mais de R$ 1 bilhão em 2024 e destacou o crescimento da base de usuários. A empresa busca integrar o uso de criptoativos ao sistema financeiro tradicional.

