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Escrito por Walter Barros ⁠, Staff Writer.Revisado por Lucas Caram ⁠, Staff Editor.

Brasil começa 2025 acima de R$ 1,4 bilhão investidos em fundos de criptomoedas em um ano

Últimas NotíciasPublicadoJan 6, 2025

País caminha em linha no acumulado semanal de US$ 75 milhões em saídas líquidas globais.

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Os investimentos do Brasil em fundos de criptomoedas em 2024 totalizaram US$ 234 milhões, R$ 1,44 bilhão. Globalmente foram US$ 43,97 bilhões em entradas líquidas, segundo a CoinShares.

Fonte: Reprodução/CoinShares

De acordo com a gestora de criptomoedas, os produtos de investimento cripto no ano passado registraram alta de quase 100% em relação ao recorde anterior, 2021. Em direção contrária, o acumulado anual foi marcado por saídas líquidas de US$ 707 milhões, US$ 682 milhões e 328 milhões do Canadá, da Alemanha e da Suécia, respectivamente.

O ano recém-terminado representou a supremacia dos fundos baseados em Bitcoin (BTC), responsáveis por US$ 38 bilhões em entradas líquidas, bem acima dos fundos em Ethereum (ETH), em XRP e em Solana (SOL), cujos líquidos acumulados no período foram de US$ 4,8 bilhões, US$ 438 milhões e US$ 69 milhões, enquanto as cestas multiativos receberam líquidos US$ 257 milhões.

No entanto, pelo acumulado semanal da última sexta-feira (3), os fundos baseados em BTC e ETH lideraram as saídas líquidas com respectivos saques de US$ 25 milhões e US$ 49,6 milhões, enquanto o XRP liderou as entradas líquidas com US$ 5,7 milhões em depósitos.

Nesse período, que compreendeu o encerramento de 2024 e abertura de 2025, os fundos cripto registraram US$ 75 milhões em saídas líquidas globais. Saldo negativo que foi capitaneado por Canadá, Alemanha, Suécia e Hong Kong, por respectivos saques líquidos de US$ 212,9 milhões, US$ 40,6 milhões, US$ 16,2 milhões e US$ 10,2 milhões. Pelo lado positivo, Estados Unidos, Suíça e Austrália aportaram respectivos líquidos de US$ 196 milhões, US$ 8,4 milhões e US$ 1,1 milhão, enquanto o Brasil caminhou de lado na última semana.

Em relação ao total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), o Brasil fechou 2024 na sexta colocação mundial com investimentos de US$ 1,42 bilhão, cerca de R$ 8,8 bilhões. Nesse caso, Estados Unidos, Suíça, Canadá, Alemanha e Suécia também mantiveram suas posições com respectivos AuM de 123,82 bilhões, US$ 7,38 bilhões, US$ 6,22 bilhões, US$ 5,72 bilhões e US$ 4 bilhões, de um total global de US$ 160,63 bilhões.

Os fundos da Grayscale fecharam 2024 no vermelho em termos de fluxo, com saídas líquidas de 21,32 bilhões, na contramão dos demais fundos, capitaneados pelo iShares ETFs (de BTC e ETH) da BlackRock e Fidelity ETFs, que registraram respectivas entradas líquidas de US$ 40,79 bilhões e US$ 11,86 bilhões. No acumulado da semana anterior, Grayscale, iShares ETFs, Volatility ETFs e CoinShares XBT enceraram com respectivas saídas líquidas de US$ 217 milhões, US$ 106 milhões, US$ 103 milhões e US$ 17 milhões, enquanto outros fundos totalizaram US$ 199 milhões em saldo negativo. No lado positivo, Fideility ETFs, ARK 21 Shares e Bitwise ETFs receberam líquidos US$ 275 milhões, US$ 202 milhões e US$ 87 milhões.

Fonte: Reprodução/CoinShares

Na semana anterior, os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin se recuperavam para máximos de seis semanas enquanto o preço do BTC retornava a US$ 97 mil, conforme noticiou o Cointelegraph.

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