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Escrito por Alex O’DonnellEx-redatorRevisado por Bryan O'SheaEditor

Bitcoin mostra 'sinais de resiliência', supera ações e ouro enquanto os mercados acionários recuam, afirma a Binance

Últimas NotíciasPublicado7 de abr. de 2025

Embora os contratos futuros de ouro estejam em queda, o metal precioso continua sendo preferido pelos gestores de fundos em relação ao Bitcoin como ativo de refúgio em tempos de incerteza.

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O Bitcoin (BTC) está mostrando 'sinais de resiliência' mesmo com a queda das ações e do mercado mais amplo de criptomoedas, em meio a uma liquidação global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas abrangentes sobre as importações na semana passada, afirmou a Binance Research.

Até o meio do pregão em 7 de abril, o Bitcoin subia quase 1%, sendo negociado próximo a US$ 79.000. Enquanto isso, o S&P 500 — índice que reúne grandes ações dos EUA — estava praticamente estável, e os contratos futuros de ouro com vencimento mais próximo caíam cerca de 1,5%, segundo o Google Finance.

“Mesmo após os anúncios recentes de tarifas, o BTC mostrou alguns sinais de resiliência, mantendo-se estável ou se recuperando em dias em que os ativos de risco tradicionais recuaram”, disse a Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, em um relatório de pesquisa publicado em 7 de abril.

Notavelmente, a oferta de Bitcoin mantida por detentores de longo prazo continua crescendo, “refletindo convicção e pouca capitulação durante a recente volatilidade”, disse a Binance.

Em 2 de abril, Trump anunciou tarifas de pelo menos 10% sobre a maioria das importações para os Estados Unidos e afirmou que aplicaria tarifas “recíprocas” adicionais sobre produtos de 57 países.

Desde então, os principais índices de ações dos EUA — incluindo o S&P 500 e o Nasdaq — caíram mais de 10%, à medida que os traders se preparavam para uma possível guerra comercial.

Apesar disso, o Bitcoin caiu mais que as ações — cerca de 12% —, mas teve desempenho melhor do que a capitalização total do mercado de criptomoedas, que recuou aproximadamente 25% desde 2 de abril.

“Agora, com tarifas recíprocas surgindo e os mercados globais se ajustando à perspectiva de uma fragmentação comercial prolongada, muito pode depender da capacidade do BTC de reafirmar sua narrativa como porto seguro”, diz o relatório.

Fonte: Binance Research

Mudança nas correlações entre ativos

A correlação do Bitcoin com o ouro — historicamente considerado o principal ativo de refúgio em tempos de extrema incerteza macroeconômica — tem sido baixa, com média de cerca de 0,12 nos últimos 90 dias, segundo a Binance.

A criptomoeda apresenta uma correlação mais próxima com ações, de 0,32. No entanto, “apesar das oscilações de curto prazo, o BTC ainda pode ter espaço para reafirmar uma identidade macro mais independente”, de acordo com a exchange.

“A principal questão é se o BTC pode retornar ao seu padrão de longo prazo de baixa correlação com ações”, observou o relatório.

Fonte: Binance Research

Por enquanto, o ouro parece ser o ativo de refúgio preferido entre os gestores de fundos, afirmou a Binance.

A exchange citou uma pesquisa na qual 58% dos entrevistados disseram preferir manter ouro durante uma guerra comercial, contra apenas 3% que escolheriam o Bitcoin.

“Os participantes do mercado estarão atentos para ver se o BTC conseguirá manter seu apelo como um ativo não soberano e sem necessidade de permissão em uma economia global protecionista”, disse a Binance.

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