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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Preço do Bitcoin hoje, 29/06/2026: touros perdem força e BTC não consegue retomar US$ 60 mil

Últimas NotíciasPublicado29 de jun. de 2026

Os touros ainda não conseguiram retomar US$ 60 mil, após mais um final de semana de queda para o Bitcoin. A fraqueza dos touros pode levar o ativo para testar níveis mais baixos em US$ 55 mil.

9h10

Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina

Os mercados reagiram de forma moderada à renovação das tensões entre Estados Unidos e Irã nos últimos dias. O petróleo foi negociado em torno de US$ 72,40 por barril, impulsionado por preocupações com a oferta, enquanto o ouro recuou ligeiramente para aproximadamente US$ 4.068 por onça. As ações americanas registraram ganhos modestos, o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos permaneceu próximo de 4,39%, e o índice do dólar (DXY) se manteve em torno de 101,3, indicando que os investidores, até o momento, evitaram uma migração ampla para ativos defensivos.

O Bitcoin foi negociado perto de US$ 59,8 mil, enquanto o Ethereum se manteve em torno de US$ 1.566, apesar das incertezas geopolíticas. Desde a máxima histórica registrada em outubro, o Bitcoin já acumula uma desvalorização superior a 50%. Os fluxos dos ETFs de Bitcoin permaneceram negativos, incluindo cerca de US$ 444 milhões em saídas líquidas no dia 26 de junho. O interesse em aberto nos contratos futuros avançou modestamente para aproximadamente US$ 102,6 bilhões, enquanto as taxas de financiamento permaneceram próximas da neutralidade. Liquidações predominantemente de posições compradas, que somaram cerca de US$ 203 milhões, contribuíram para reduzir a alavancagem do mercado.

Entre as principais altcoins, a Solana (SOL) apresentou recuperação após atingir, no início deste mês, seu menor nível desde o fim de 2023. O ativo acumula alta superior a 13% desde quinta-feira e avanço de cerca de 2% desde a meia-noite.

A movimentação mais recente dos preços sugere que o petróleo continua refletindo os prêmios de risco geopolítico, enquanto o posicionamento dos mercados em geral permanece relativamente estável. Os fluxos dos ETFs de criptomoedas seguem negativos, embora o equilíbrio observado no mercado de derivativos indique que os investidores continuam mantendo exposição aos ativos. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os fluxos dos ETFs de criptomoedas e os desdobramentos no Oriente Médio permanecem como os principais indicadores a serem acompanhados.

8h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 29/06/2026, está cotado em R$ 313.084,06. Os touros ainda não conseguiram retomar US$ 60 mil, após mais um final de semana de queda para o Bitcoin. A fraqueza dos touros pode levar o ativo para testar níveis mais baixos em US$ 55 mil.

Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, aponta que o fim de semana ficou travado entre $58k e $60k, e o fechamento abaixo de $60k define o ponto de partida da semana. Trabalhamos com probabilidade e fractais, não com certeza, e esse fechamento mais frágil inclina o horizonte para o alvo final da estrutura que desenhamos, $54k. Mas o caminho não é livre:

Entre o preço atual e esse alvo, há defesa relevante de opções na faixa de $56k-$55k, que tende a frear ou pausar o movimento. O cenário alternativo, que não se concretizou, era um fechamento acima de $62k, que abriria espaço para o mercado atacar $64k. Não cravo o movimento, leio probabilidade: o fechamento abaixo de $60k deu mais peso à perna de baixo, mas o nível de defesa no meio do caminho importa.

Para a semana, o analista espera ataques na região de $62k-$64k. Uma sustentação acima de $62k durante a semana abriria espaço para uma barreira maior, mas, dada a forma como o semanal fechou, a probabilidade que carrego é de rejeição e continuidade do movimento central de baixa.

Segundo ele, se o mercado fechar a próxima semana acima de $62k, aí sim temos perspectiva nova para reavaliar. Antes disso, é o viés de baixa que segue no comando, sujeito a confirmação.

No lado mecânico, a liberação de 20% do gamma em 3 de julho, rolada do mês anterior, deixa a estrutura ainda mais frágil e facilita um movimento direcional. Isso amplifica o que o fechamento da semana imprimir. O que pode mudar essa trajetória é um catalisador macro, e a agenda é pesada: JOLTS e Confiança do Consumidor na terça, ISM industrial na quarta, e o relatório de empregos na quinta.

O encadeamento de como cada um pode pesar: JOLTS forte e confiança alta reforçam economia aquecida, o que mantém o Fed sem pressa para cortar e pressiona o BTC para os níveis de baixo que desenhamos. JOLTS fraco e confiança baixa sugerem desaceleração, ambíguo, ruim para risco no curto prazo mas abrindo espaço para o Fed mais à frente. O ISM industrial mede a saúde da indústria: abaixo de 50 é contração, o que pesa no sentimento. O payroll de quinta é o de maior peso: número forte fecha de vez a janela de corte e empurra o BTC para $56k e $54k; número fraco pode até aliviar, mas com a inflação ainda alta o mercado tende a ler "fraco demais" como risco, não como alívio. Em todos os cenários quentes, a leitura favorece os alvos de baixo", disse.

E é aqui que o mercado tradicional entra com força na equação, porque o risco não é mais só cripto. Os hedge funds fizeram a maior aposta da história em semicondutores: a exposição líquida ao setor disparou para um recorde de cerca de 35% da exposição global total, mais que triplicando em 12 meses. Exposição líquida é posição comprada menos vendida, ou seja, é aposta direcional pesada e com proteção limitada contra queda. Some a isso a pesquisa do BofA mostrando que 80% dos investidores globais consideram "comprar semicondutores" o trade mais lotado do mundo, a segunda maior leitura desde 2014. Quando todo mundo está do mesmo lado do barco, num único setor, alavancado, basta um rebalanceamento de portfólio, nem precisa ser venda agressiva, para gerar um efeito cascata. Foi exatamente isso que começou a se desenhar em junho com a queda da Coreia e dos chips, e o BTC, por correlação, foi junto. Esse é o risco externo que pode acelerar a perna de baixo independente do que o cripto faça sozinho.

E a pressão também vem de dentro. Os detentores de longo prazo voltaram a mover moedas antigas para as exchanges, sinal de venda. 

E o movimento que jogou o BTC abaixo de $60k teve a digital dos STH: em 24 horas, mais de 55.000 BTC fluíram para exchanges, dos quais 53.000 no prejuízo. Foi pânico real, a terceira vez que o BTC perde $60k no ano. Mas é aqui que a leitura precisa ser honesta nos dois sentidos: isso é, nas palavras da própria métrica, uma decisão consensual chegando atrasada, movida por emoção, de uma coorte estatisticamente mais sensível. Capitulação de mão fraca no piso é o comportamento que aparece perto de exaustão, não no início de uma nova perna.

Ou seja, o mesmo dado que confirma a pressão vendedora de curto prazo também sinaliza que o vendedor que mais machuca pode estar se esgotando. Resumo operacional: o fechamento abaixo de $60k inclina para $56k-$55k e, rompendo a defesa de opções ali, para $54k. Sustentar acima de $62k na semana muda a perspectiva. A agenda macro e o vencimento de 3 de julho são os gatilhos. O viés segue de baixa, mas com o preço já na zona de alvos finais e a capitulação de STH em curso, a postura é de acompanhar o nível e o catalisador, não de assumir que a queda é infinita. Régua antes do dado: abaixo de $55k confirmado, alvo final; acima de $62k no fechamento semanal, perspectiva nova.

Bitcoin não vai passar de US$ 100 mil

O bitcoin e o mercado cripto devem manter um crescimento contido no segundo semestre de 2026, após um primeiro semestre de tensão geopolítica, mudanças regulatórias nos EUA e maior cautela dos investidores. É o que mostra a edição de meio de ano do State of Crypto, relatório da 21shares.

A atual edição repassa uma série de previsões do relatório anterior, divulgado em dezembro do ano passado. A perspectiva segue otimista, mas com avanços bastante cautelosos em relação às projeções feitas meses antes.

“Após seis meses, o cenário é mais complexo do que antecipávamos. Algumas previsões se concretizaram antes do esperado: os mercados de previsão quase superaram a meta de volume anual que havíamos indicado; a consolidação das soluções de escalabilidade no Ethereum está ocorrendo como prevíamos; as commodities tokenizadas estão ganhando relevância, com ouro e energia no centro das estratégias de proteção contra riscos geopolíticos; e os mercados pré-IPO estão avançando rumo ao mainstream, à medida que uma importante lista de empresas se forma — de SpaceX a Anthropic”, aponta o estudo, elaborado pelo time de pesquisa da 21shares.

De acordo com a análise, o Bitcoin deve se aproximar dos US$ 100 mil em dezembro, em recuperação mais lenta com maiores taxas de juros e inflação devido aos conflitos no Oriente Médio, sinal de que o ciclo de quatro anos não foi quebrado ainda.

Além disso, ETPs e stablecoins avançam mais devagar, ficando longe das estimativas de US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão, prejudicados pela demora na aprovação do Clarity ACT nos EUA e menor adoção institucional.

As finanças descentralizadas ficarão abaixo dos US$ 300 bilhões, após ataques hackers que causaram perdas de US$ 840 milhões e uma sangria de quase 10% dos US$ 130 bilhões em ativos estimados em dezembro.

Outro ponto levantado pela análie é que a adesão à blockchain desacelera, com a criação de novas bases nativas em ritmo dez vezes mais lento que a incorporação das indústrias tradicionais à tecnologia.

A 21Shares também aponta que os mercados de previsão ultrapassarão com folga a projeção de atingirem o patamar de US$ 100 bilhões, impulsionados por Kalshi, Polymarket e Hyperliquid, apesar de restrições regulatórias recentes em diferentes países - incluindo o Brasil.

Bitcoin análise técnica

O Bitcoin acumula queda de mais de 15% em junho, correndo o risco de fechar o mês abaixo de US$ 60.000. A principal criptomoeda mantém uma tendência de baixa no curto prazo, testando abaixo da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 períodos, em US$ 66.025, no gráfico mensal.

Do ponto de vista técnico, de acordo com o analista Vishal Dixit, o Bitcoin mantém uma tendência de alta constante em escala logarítmica, mas corre o risco de cair abaixo de uma linha de tendência de suporte que conecta as mínimas de julho de 2013 e agosto de 2015, perto de US$ 59.000. Se o Bitcoin não conseguir recuperar o ímpeto de alta, o risco de queda se estende em direção à mínima mensal de agosto de 2024, em US$ 49.221, seguida pela mínima mensal de janeiro de 2022, em US$ 33.111.

As condições de momentum reforçam esse tom cauteloso à medida que a pressão compradora diminui. O indicador MACD (Convergência/Divergência de Médias Móveis) e a linha de sinal estão em queda livre, com histogramas negativos se expandindo, e o Índice de Força Relativa (IFR) em 41 indica uma pressão de baixa persistente, embora ainda não tenha atingido níveis de sobrevenda", disse Dixit.

Ciclo de preços de quatro anos do BTC/USD.

No lado positivo, segundo ele, uma recuperação acima da EMA de 50 períodos, em US$ 66.025, é necessária para qualquer tentativa de recuperação no gráfico mensal. Uma quebra sustentada acima dessa barreira seria necessária para atenuar a atual tendência de baixa e reabrir o caminho em direção às máximas anteriores.

Portanto, o preço do Bitcoin em 29 de junho de 2026 é de R$ 313.084,06. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0031 BTC e R$ 1 compram 0,0000031 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 26 de junho de 2026, são: ETHGas (GWEI), Binance Life e Audiera (BEAT), com altas de 64%, 14%, e 5%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 26 de junho de 2026, são: Memecore (M), Venice Token (VVV) e Pi (PI), com quedas de -14%, -6% e -5% respectivamente.

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