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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Preço do Bitcoin hoje, 31/07/2026: BTC volta a cair para US$ 63 mil enfraquecendo os touros

Últimas NotíciasPublicado31 de jul. de 2026

O BTC recuou novamente para US$ 63 mil, com uma nova queda de pouco mais de 1%.

9h

Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina

O Bitcoin opera em queda nesta sexta-feira, sendo negociado abaixo dos US$ 64.000, em um movimento que reflete a deterioração do apetite por risco diante do agravamento das tensões no Oriente Médio e do tom mais duro adotado por integrantes do Federal Reserve após a decisão de manter os juros. O cenário macroeconômico continua limitando a recuperação dos ativos de risco, enquanto os investidores seguem cautelosos em relação às perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos.

Apesar da pressão no curto prazo, alguns indicadores mostram que o interesse institucional permanece resiliente. Os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos voltaram a registrar fortes entradas, com fluxo líquido de US$ 233 milhões na quinta-feira, um avanço significativo em relação aos US$ 32 milhões do dia anterior. Esse movimento sugere que investidores de longo prazo continuam aproveitando momentos de fraqueza para aumentar exposição ao ativo.

Ao mesmo tempo, o mercado de derivativos indica cautela. O interesse em aberto (open interest) dos contratos futuros de Bitcoin segue praticamente inalterado ao longo do mês, sinalizando que os investidores ainda evitam ampliar posições alavancadas. Esse comportamento ajuda a explicar por que o Bitcoin continua preso na faixa entre US$ 62.000 e US$ 65.000, sem força suficiente para retomar uma tendência de alta mais consistente.

No curto prazo, o sentimento permanece fragilizado. O índice Fear & Greed recuou para 25 pontos, permanecendo em território de medo, enquanto, do ponto de vista técnico, o Bitcoin segue negociado abaixo das médias móveis exponenciais de 50, 100 e 200 dias. A região de US$ 64.900 representa a principal resistência imediata e, enquanto esse nível não for superado, o viés corretivo tende a prevalecer.

8h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 31/07/2026, está cotado em R$ 325.522,14. O BTC recuou novamente para US$ 63 mil, com uma nova queda de pouco mais de 1%.

De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, os dados de ontem trouxeram o alívio que faltava depois do tombo pós-Fed: o núcleo do PCE de junho subiu 3,3% em 12 meses (0,1% no mês, abaixo do esperado) e o PIB do segundo trimestre desacelerou para 1,5% anualizado, ante consenso perto de 2,1%. Com inflação cedendo e economia esfriando, o S&P subiu 1,7% e o Nasdaq 2,8%, devolvendo boa parte das perdas de quarta.

Os bancos centrais seguiram o roteiro: o Bank of England manteve os juros em 3,75% num placar de 6 a 3 (três votos por alta, ecoando o racha do Fed) e o Banco do Japão manteve 1,00% hoje, elevando as projeções de inflação. Nos balanços, a Apple superou as estimativas mas o guidance derrubou a ação 6% no after, enquanto a Amazon entregou o maior crescimento da AWS desde 2021 (+37%).

No petróleo, o Brent ronda US$ 90 e fecha julho com alta de quase 26%, a maior desde março, no rastro da guerra com o Irã; o ouro segue perto de US$ 4.090 e o Treasury de 10 anos em 4,67%, com o de 30 anos acima de 5,2%, no maior nível desde 2007. Nos ETFs de bitcoin à vista, a quarta teve entrada de US$ 32,1 milhões, mas julho termina como o pior mês de captação da história dos fundos: cerca de US$ 205 milhões líquidos. A FTX começa a pagar hoje a quinta distribuição, de ~US$ 900 milhões a credores.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 63.900, fecha julho com alta perto de 9%, o primeiro mês positivo depois da queda de 20% de junho: na semana, a moeda voltou a testar a resistência de US$ 65.600 a US$ 65.800 (máxima de ontem em US$ 65.400) e segue defendendo a região da média de 200 semanas; faixa provável de oscilação entre US$ 62.900 e US$ 65.400, com expectativa de curtíssimo prazo neutra e o Fear & Greed caindo a 25, zona de medo extremo (alternative.me).

Bitcoin análise técnica

O preço do Bitcoin está mantendo uma tendência de baixa no curto prazo, já que se encontra abaixo das Médias Móveis Exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias, que atuam como uma espécie de teto sobreposto. O Índice de Força Relativa (IFR) oscila em torno da linha neutra de 50. Ao mesmo tempo, a Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) permanece em território negativo, sugerindo um momentum fraco que, até o momento, não conseguiu desafiar a estrutura dominante das EMAs.

Na parte superior, a resistência inicial é observada na EMA de 50 dias, perto de US$ 64.916, seguida pela EMA de 100 dias em torno de US$ 67.476 e pela EMA de 200 dias perto de US$ 73.267, antes da principal barreira horizontal em US$ 84.410. 

Em contrapartida, o suporte imediato surge no nível horizontal em torno de US$ 64.004, onde uma quebra sustentada para baixo exporia uma fraqueza ainda maior além dos níveis atuais representados no gráfico.

Portanto, o preço do Bitcoin em 31 de julho de 2026 é de R$ 325.522,14. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 31 de julho de 2026, são: Memecore (M), Audiera (BEAT) e Uniswap (UNI), com altas de 6%, 5% e 4%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 31 de julho de 2026, são: Cosmos (ATOM), Ondo (ONDO) e Pyth Network (PYTH), com quedas de -4,55%, -4,51% e -4,22% respectivamente.

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