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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Preço do Bitcoin hoje, 20/07/2026: BTC estagnado abaixo de US$ 65 mil sem chances de grandes altas

Últimas NotíciasPublicado20 de jul. de 2026

O BTC inicia a semana em leve queda de quase 1% e no nível de US$ 64 mil e sem qualquer catalisador que possa impulsionar uma alta significante que possa levar o ativo a testar níveis acima de US$ 65 mil.

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9h

Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina

Os mercados iniciaram a semana reprecificando o risco geopolítico após a retomada das tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã durante o fim de semana. Os preços do petróleo avançaram moderadamente diante das preocupações com possíveis interrupções na oferta, enquanto o Índice do Dólar Americano (DXY) foi negociado em torno de 100,7. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA permaneceram elevados, com o Treasury de 2 anos próximo de 4,15% e o de 10 anos em torno de 4,45%, refletindo expectativas cautelosas em relação aos cortes de juros pelo Federal Reserve, já que os preços mais altos da energia continuam representando riscos inflacionários. O ouro recuou levemente, apesar do cenário geopolítico, sugerindo que os investidores seguem equilibrando posições defensivas com exposição a ativos de maior risco.

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin avança 0,2%, sendo negociado próximo de US$ 64,8 mil, enquanto o Ethereum sobe 1%, para cerca de US$ 1.890, apresentando desempenho superior entre os principais ativos. Os ETFs spot de Bitcoin registraram uma entrada líquida moderada de US$ 75,67 milhões na última semana, marcando a segunda semana consecutiva de fluxos positivos após um período de resgates. No mercado de derivativos, o interesse em aberto (open interest) permanece elevado, as taxas de financiamento (funding rates) seguem modestamente positivas e as liquidações continuam contidas, sugerindo um equilíbrio no posicionamento dos investidores e reduzindo o risco de volatilidade impulsionada por liquidações forçadas.

No curto prazo, os desdobramentos macroeconômicos devem continuar ditando o sentimento dos mercados, especialmente se a alta do petróleo seguir influenciando as expectativas de inflação e a trajetória da política monetária do Federal Reserve. Do ponto de vista técnico, a região entre US$ 65 mil e US$ 65,5 mil permanece como a principal zona de resistência para o Bitcoin. Um rompimento consistente acima desse intervalo pode abrir espaço para uma extensão do movimento de recuperação em direção à faixa entre US$ 67 mil e US$ 68 mil. Ao mesmo tempo, a segunda semana consecutiva de entradas líquidas nos ETFs spot reforça que a demanda institucional permanece resiliente, oferecendo suporte ao mercado mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.

8h

Marco Aurélio de Camargos – CIO da Vault Capital

A semana passada terminou com os compradores fazendo o dever de casa. Um dia antes do CPI o mercado atacava $62k, o dado veio abaixo das expectativas e levou o Bitcoin acima de $64k, um dia antes da liberação de 1/5 do gamma. E os compradores sustentaram: fechamento semanal acima de $64k, deixando a análise com um olhar mais otimista. Porém nem tanto. O deal real para abrir espaço de alta é o range de $64k-$65k inteiro, e o que tivemos foi um fechamento acima de $64k, não a conquista da estrutura completa. 

Isso nos deixa atentos a ataques novamente em $65.5k, e um rompimento dessa região encontra barreiras escalonadas de $66k até $70k, onde está o call wall do momento. Para registro, os níveis chave desse corredor: $65.451, $67.243 e $69.992, com o call wall em $70k.

É um fechamento otimista, mas precisamos de confirmação para validar. A régua de baixo é objetiva: se o Bitcoin perder $64.259, vejo caminho livre até $62k. 

Com o vencimento de 1/5 do gamma na semana passada, o mercado aliviou as estruturas para baixo e o preço ganhou facilidade para trabalhar. Abaixo de $64k ficamos sob o gamma flip, em território negativo, onde os dealers potencializam a velocidade do movimento em vez de amortecer. O único bolsão de GEX positivo abaixo do flip é o put wall em $60k, onde com certeza haverá defesa. Traduzindo a estrutura: acima de $64k o mercado anda protegido, abaixo ele anda acelerado até encontrar $60k.

O que mais intriga nessa sustentação de preço é o pano de fundo. A guerra segue acontecendo e impactando diretamente o Brent na casa dos $90, e os mercados estão tratando como se nada fosse. Tudo bem o mercado aliviar, e até concordo, mas aliviar faria sentido se a guerra não estivesse impactando o externo. E o que é impactar o externo? É o Brent. Se o petróleo estivesse estável em preços préconflito, a sustentação dos preços seria coerente. Não é o caso. Por isso essa semana precisa entregar a confirmação acima do fechamento anterior, para entendermos se essa dinâmica de preço se sustenta ou se o mercado está simplesmente ignorando uma conta que vai chegar.

No mercado americano, o quadro é de rotação, não de força. Os índices seguem travados, o yield de 10 anos sobe e o Brent está em $90. O pequeno colapso do mercado coreano gerou fluxo de capital para os EUA, o que ainda fortalece os preços por lá. Mas por baixo da superfície a venda agressiva continua nas ações de tecnologia. O XLK, ETF do setor, registrou $8,7 bilhões em saídas nos últimos 30 dias, a maior retirada de qualquer setor do S&P 500, e caiu 5,4% no período, o pior desempenho entre todos. Na outra ponta, o dinheiro está migrando para setores defensivos e de valor: o financeiro XLF captou $2,1 bilhões, saúde XLV levou $800 milhões e utilities XLU somou $600 milhões, com saúde, energia e financeiro performando 7,4%, 6,3% e 4,5%. A leitura é clara: as ações de tecnologia estão fazendo uma pausa, e o capital está trocando crescimento por proteção sem sair do mercado.

Eu diria que é um momento de ficar atento a mudança de mercado. Se vierem as confirmações de que o mercado tende a subir, o trabalho é aceitar a mudança e a saída desse range de $62k-$65k, sem apego à leitura anterior. Sem confirmação, o range segue mandando.

A agenda da semana carrega gatilhos: ADP na terça, earnings de Tesla e Alphabet na quarta, jobless claims e Intel na quinta, PMI industrial e vendas de casas novas na sexta. Earnings season em ritmo cheio, com tech reportando exatamente no momento em que o setor sangra fluxo. Resumo operacional: sustentar acima de $64.259 mantém o cenário construtivo com $65.5k como teste; perder devolve

$62k com aceleração de gamma negativo no caminho e defesa esperada só em $60k. O fechamento anterior deu o benefício da dúvida ao comprador. Essa semana diz se ele merecia.

6h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 20/07/2026, está cotado em R$ 330.518,40. O BTC inicia a semana em leve queda de quase 1% e no nível de US$ 64 mil e sem qualquer catalisador que possa impulsionar uma alta significante que possa levar o ativo a testar níveis acima de US$ 65 mil.

Olhando para o cenário macroeconômico, Andre Franco, CEO da Boost Research, destaca que o petróleo tipo Brent sobe mais de 3%, perto de US$ 91 o barril, depois que a marinha iraniana voltou a atacar navios no Estreito de Ormuz no fim de semana, incluindo um petroleiro parado ao largo de Omã, em pelo menos a nona embarcação atingida desde o início de julho.

De acordo com ele, nas bolsas a reação é mista: os futuros de Wall Street operam perto da estabilidade, mas a Ásia sofreu mais, com o Kospi sul-coreano em queda de mais de 4%. No mercado de juros cresceram as apostas de alta na reunião do Fed de setembro, ainda que a manutenção em 28 e 29 de julho siga favorita, acima de 85% segundo o CME FedWatch, dentro do regime de mantém ou sobe que vigora desde a posse de Kevin Warsh na presidência do banco central americano.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$64.200, apresenta expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente positiva. Os ETFs à vista somaram a segunda semana seguida de captação líquida, rompendo uma sequência de oito semanas de resgates. A faixa provável de oscilação segue entre o suporte de US$58.000 e a resistência entre US$65.600 e US$65.800, com a média de 200 semanas, perto de US$62.700, como piso técnico imediato. O apetite por risco segue refém da geopolítica: desescalada no Golfo Pérsico favorece o Bitcoin, escalada adicional fortalece o dólar e os portos-seguros tradicionais.

Já Tasso Lago, CEO da Financial Move, aponta que o BTC tem demonstrado força e resiliência mesmo diante de eventos que, em outros momentos, poderiam pressionar seu preço. Esse é o principal destaque do cenário atual.

Segundo ele, a divulgação de um dado de inflação abaixo do esperado foi bem recebida pelos mercados, já que a inflação é um dos principais fatores que influenciam as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. Em geral, uma inflação mais elevada aumenta a percepção de que os juros poderão permanecer altos por mais tempo, o que tende a reduzir o apetite por ativos de maior risco, como as criptomoedas.

Além disso, o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, é visto pelo mercado como alguém com uma visão mais favorável ao crescimento econômico. Entre as propostas atribuídas a ele está a revisão da metodologia de cálculo da inflação, o que poderia aproximar os índices da meta de 2% do Fed e influenciar a condução da política monetária.

No campo geopolítico, a escalada das tensões internacionais também merece atenção. Ainda assim, o bitcoin mostrou resiliência e não sofreu uma queda significativa, mesmo diante do aumento da aversão ao risco. Esse comportamento pode indicar que boa parte das notícias negativas já foi precificada pelo mercado.

Quando um ativo mantém sua estabilidade mesmo diante de fatores adversos, isso costuma ser interpretado como um sinal de fortalecimento. Embora seja impossível afirmar que o mercado já atingiu seu fundo, o comportamento recente do bitcoin sugere que podemos estar próximos do fim do ciclo de baixa e do início de um novo movimento de recuperação", afirmou.

Bitcoin análise técnica

De acordo com o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev, o BTC mantém uma tendência de baixa, com o preço permanecendo abaixo de uma faixa densa de Médias Móveis Exponenciais (EMAs). O BTC está limitado pela EMA de 50 dias em US$ 65.028, com a EMA de 100 dias em US$ 68.141 e a EMA de 200 dias em US$ 74.112 acima, o que, em conjunto, sugere que as altas ainda estão ocorrendo dentro de uma fase corretiva mais ampla.

Além disso, ele destaca que o Índice de Força Relativa (RSI) em torno de 54 indica um leve impulso positivo, enquanto a Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) permanece em território positivo, mas vem perdendo altitude, reforçando a ideia de uma recuperação limitada em vez de uma reversão de alta sustentada, desde que essas médias móveis exponenciais (EMAs) superiores não sejam recuperadas.

Para o analista, o suporte imediato é observado próximo a US$ 64.004, onde os compradores surgiram anteriormente, e uma quebra abaixo desse piso exporia uma maior fraqueza em direção ao nível psicológico chave de US$ 60.000.

Na parte superior, a resistência inicial é oferecida pela EMA de 50 dias em US$ 65.028, seguida pela EMA de 100 dias em US$ 68.141, depois pela EMA de 200 dias em US$ 74.112, antes de uma barreira mais distante perto de US$ 84.410 entrar em foco. Somente um fechamento diário decisivo acima da EMA de 50 dias começaria a aliviar a pressão baixista imediata. Ao mesmo tempo, um movimento sustentado acima das EMAs de 100 e 200 dias seria necessário para restaurar uma perspectiva de médio prazo mais construtiva .

Portanto, o preço do Bitcoin em 17 de julho de 2026 é de R$ 330.695,20. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 17 de julho de 2026, são: Pump.fun (PUMP), Jupiter (JUP) e Pi (PI), com altas de 20%, 13% e 3%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 17 de julho de 2026, são: Binance Life, Zcash (ZEC) e Official Trump (TRUMP), com quedas de -5,68%, -5.47% e -3,33% respectivamente.


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