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Escrito por Cassio GussonRedatorRevisado por Lucas CaramEditor

Preço do Bitcoin hoje, 14/07/2026: BTC quase não se move e fica preso em US$ 62 mil

Últimas NotíciasPublicado14 de jul. de 2026

O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24h estagnando seu valor em US$ 62 mil.

9h

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital

O mercado segue travado no range de $62k-$64k, e isso não entrega nada para a análise além da própria lateralização. Congestão não é sinal, é ausência de sinal, e ler demais um preço parado é o erro clássico de quem precisa de narrativa todo dia.

Dentro dele, dois dados importam. O primeiro: o preço tentou romper $62k para baixo e a pressão compradora apareceu defendendo o nível, sustentando o ativo acima da região. O piso do range está sendo comprado. O segundo: essa defesa acontece com a liquidez geral ainda encolhendo, stablecoins seguem saindo do mercado, o que significa que o comprador que defende $62k está trabalhando sem reforço novo. Defesa sem combustível segura piso, mas não constrói rompimento. Enquanto nenhuma das duas faixas ceder, não há desenvolvimento de preço, e o que nos resta é aguardar sem inventar movimento onde não existe.

A estrutura de opções conta a mesma história por outro ângulo. O put wall segue em $60k como rede final, o gamma flip está em $64k, exatamente no teto do range, e o call wall em $66k concentra a maior pressão vendedora da estrutura. Ou seja, o range técnico de $62k-$64k está encaixado dentro de um range mecânico de $60k-$66k, com os dealers amortecendo qualquer movimento no meio. É por isso que está chato: o preço está preso em duas camadas de compressão ao mesmo tempo.

O que trouxe o preço até essa correção segue sendo a guerra. A instabilidade geopolítica voltou a estressar os mercados com Ormuz fechado de novo, e é ela que contamina o dado de hoje.

Sobre o CPI, o raciocínio precisa de uma camada a mais, e é aqui que mora o risco de leitura errada. O número de hoje se refere a junho, quando o petróleo estava estável, então é plausível vir abaixo do esperado. Só que mercado não precifica o retrovisor, precifica o para-brisa. Um CPI frio de junho seria a festa do mês passado chegando atrasada: o cenário mudou, o Brent voltou a dar spikes com a guerra reaberta, e a inflação de julho já está sendo contaminada em tempo real.

Por isso, uma reação positiva no primeiro impulso do dado tem cheiro de movimento falso, alívio comprado sobre um cenário que não existe mais. O mercado pode celebrar por algumas horas, mas a conta do petróleo atual chega no CPI seguinte. E tem o outro lado da mesma moeda: se mesmo com a base favorável de junho o CPI vier quente, o recado é pior ainda, porque mostra inflação resistente antes mesmo do choque de Ormuz entrar na conta.

O dado de hoje também não fecha a semana, ele abre. PPI amanhã, vendas no varejo e Philly Fed na quinta, expectativas de inflação do Michigan na sexta, com

10% do S&P 500 reportando earnings no meio disso. E tudo desagua na sequência que definimos no final do mês: FOMC de 28 29/07 colado no unwind de 26,2% do gamma em 30/07. O CPI de hoje calibra a expectativa para esse evento, não o substitui.

Resumo operacional: range $62k-$64k manda, e dentro dele é paciência. Defesa compradora em $62k confirmada, teto em $64k intacto, com $66k como parede mecânica acima e $60k como rede abaixo. Se o CPI frio gerar rompimento para cima, o desvio máximo segue mapeado em $65.553, e a sustentação é que dirá se é rompimento ou captura de liquidez. Se a leitura do "cenário mudou" prevalecer, a perda de $62k reabre $60k. Hoje o dado dá o impulso, mas é a reação depois do impulso que dá a informação.

8h40

Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina.

O mercado de criptomoedas aguarda a divulgação do CPI de junho nos Estados Unidos, que deve fornecer um novo direcionamento para a política monetária do Federal Reserve. O consenso do mercado aponta para uma desaceleração da inflação cheia de 4,2% para 3,8% na comparação anual, enquanto o núcleo do índice deve permanecer em 2,9%. Um resultado abaixo dessas expectativas reforçaria a perspectiva de uma postura mais dovish do Fed, favorecendo ativos de risco como o bitcoin. Por outro lado, uma leitura acima do esperado fortaleceria o dólar, reduziria as apostas em cortes de juros e poderia pressionar novamente o mercado de criptomoedas.

O Bitcoin é negociado próximo de US$ 62.500 nesta terça-feira, refletindo um ambiente de maior cautela. O sentimento dos investidores foi afetado pela saída de US$ 425 milhões dos ETFs de bitcoin, o maior volume desde 26 de junho, além da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou o petróleo Brent em quase 4% no período e aumentou a aversão global ao risco. Esse cenário também é refletido pelo índice Fear & Greed, que caiu de 28 para 22 pontos, permanecendo em território de Medo Extremo.

Se o CPI vier abaixo do esperado e os compradores conseguirem defender a faixa de suporte entre US$ 61 mil e US$ 62 mil, o bitcoin poderá buscar a região de US$ 65 mil. Em contrapartida, uma inflação mais persistente pode desencadear novas liquidações e manter a pressão sobre os ativos digitais no curto prazo.

8h30

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 14/07/2026, está cotado em R$ 324.058,77. O BTC praticamente não se moveu nas últimas 24h estagnando seu valor em US$ 62 mil.

Andre Franco, CEO da Boost Research, destaca que o presidente Donald Trump anunciou a reimposição do bloqueio à navegação iraniana no Golfo e uma taxa de 20% sobre cargas que cruzarem o Estreito de Ormuz, levando o Brent a subir 1,7%, para US$ 84,72, maior nível em um mês.

Com isso, o barril mais caro reacendeu o temor de inflação persistente justamente no dia mais carregado da agenda: o CPI de junho sai às 8h30 (horário de Washington) e, horas depois, Kevin Warsh presta à Câmara seu primeiro testemunho semestral como presidente do Federal Reserve.

Além disso, ele aponta que o mercado precifica cerca de 70% de chance de manutenção dos juros em 28 e 29 de julho e voltou a reduzir apostas de afrouxamento, mantendo na mesa inclusive chance de alta até setembro. O dólar opera estável à espera dos dados, o ouro roda perto da mínima de duas semanas, na casa dos US$ 4 mil a onça, comportamento mais de ativo de risco do que de porto-seguro, e as bolsas asiáticas caíram, com o Kospi recuando mais de 2% e o Nikkei perto de 1%.

Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$62,6 mil, apresenta expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa, rodando ligeiramente abaixo da média móvel de 200 semanas, perto de US$62,7 mil, referência que vinha sustentando o preço na semana passada. O Fear & Greed caiu para 22 pontos, medo extremo, ante 28 na véspera. A faixa provável de oscilação segue entre o suporte estrutural de US$ 58 mil e a resistência de US$ 65,6 mil a US$ 65,8 mil, com o apetite por risco condicionado ao CPI e ao tom de Warsh: surpresa altista na inflação ou sinalização mais dura tende a empurrar o preço para perto do suporte no curtíssimo prazo", afirmou.

Bitcoin análise técnica

Para o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, o apetite por ativos de risco deteriorou-se ainda mais, como refletido no Índice de Medo e Ganância das criptomoedas, atualmente situado na zona de Medo Extremo, em 22 nesta terça-feira, contra 28 no dia anterior.

Índice de medo e ganância em criptomoedas | Fonte: Alternative

Os ETFs (fundos negociados em bolsa) de Bitcoin à vista sofreram saídas de aproximadamente US$ 425 milhões na segunda-feira, as maiores desde 26 de junho. Essa retirada maciça está alinhada com o enfraquecimento do sentimento do mercado, sugerindo que o impacto da guerra entre EUA e Irã permanece evidente. Se as saídas persistirem, uma recuperação estável do Bitcoin pode se tornar uma utopia, enquanto as chances de uma queda prolongada aumentariam.

Fluxos de ETFs de Bitcoin | Fonte: SoSoValue

Os ETFs spot de Ethereum refletiram o sentimento de aversão ao risco, com saídas totalizando US$ 15 milhões na segunda-feira, após entradas de US$ 18 milhões na sexta-feira.

Apesar do último saque, as saídas acumuladas totalizam US$ 10,96 bilhões, o que sugere que os investidores ainda acreditam que o Ethereum mantém uma perspectiva  positiva a longo prazo .

Fluxos de ETFs de Ethereum | Fonte: SoSoValue

Enquanto isso, os ETFs spot de XRP viram o interesse institucional deteriorar ainda mais na segunda-feira, em meio a uma atividade moderada. Isso ocorre após modestas entradas de US$ 107.000 na última sexta-feira, com os depósitos acumulados permanecendo em US$ 1,48 bilhão e os ativos líquidos totais em US$ 961 milhões, evidenciando a fraca demanda institucional no cenário atual.

Fluxos do ETF XRP | Fonte: SoSoValue

O Bitcoin permanece sob clara pressão de baixa, com o preço se mantendo decisivamente abaixo das médias móveis exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias, limitando a tendência geral. A quebra acima da antiga linha de tendência de resistência de baixa, que agora oferece suporte próximo a US$ 61.874, indica alguma estabilização, enquanto o Índice de Força Relativa (IFR) em 47 permanece ligeiramente abaixo da zona neutra e o indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) mantém-se em território positivo, sugerindo, em conjunto, uma leve, porém não decisiva, melhora no momentum de curto prazo em um cenário estrutural ainda baixista.

Gráfico diário BTC/USDT

Além disso, ele aponta que a resistência inicial encontra-se na EMA de 50 dias, em torno de US$ 65.072, seguida pela EMA de 100 dias em US$ 68.554, com a EMA de 200 dias em US$ 74.550 atuando como uma barreira mais distante e um nível-chave que os compradores precisariam recuperar para reativar uma tendência de alta sustentada.

No lado negativo, o suporte imediato está alinhado com a zona de rompimento da linha de tendência em US$ 61.874, e um fechamento diário abaixo dessa área provavelmente exporia o par a uma pressão vendedora renovada e a uma correção mais profunda dentro da atual tendência de baixa.

Portanto, o preço do Bitcoin em 14 de julho de 2026 é de R$ 324.058,77. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 14 de julho de 2026, são: Memecore (M), Binance Life, Curve Dao (CRV), com altas de 24%, 6%, e 5%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 14 de julho de 2026, são: Pi Network (PI), DeXE (DEXE) e Pyth Network (PYTH), com quedas de -12%, -8% e -7% respectivamente.

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