
Preço do Bitcoin hoje, 10/08/2026: BTC abre a semana lateralizado em US$ 64 mil
O BTC começa a semana sem grandes novidades e continua 'travado' em US$ 64 mil.

9h50
Análise da Bitfinex
A demanda por Bitcoin voltou a ganhar força, mas a recuperação ainda depende de uma melhora no cenário macroeconômico, e não de um catalisador próprio do mercado cripto. A demanda institucional está se fortalecendo justamente quando dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reduzem a probabilidade de uma alta de juros em setembro. Ao mesmo tempo, as vendas de empresas que mantêm Bitcoin em seus balanços e os rendimentos elevados dos títulos de longo prazo continuam limitando o potencial de alta.
O BTC avançou em direção ao topo da faixa entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, enquanto os ativos de risco se recuperaram diante da redução das tensões geopolíticas, da queda nos preços do petróleo e de dados mais fracos sobre o mercado de trabalho americano. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram US$ 865,3 milhões em entradas líquidas ao longo de cinco sessões consecutivas de saldo positivo, absorvendo aproximadamente 13.300 BTC, contra apenas 3.150 BTC emitidos pela rede.
No entanto, a venda de 1.638 BTC pela Strategy na semana passada e os cerca de 1,79 milhão de BTC atualmente registrados na blockchain com preço de aquisição entre US$ 62 mil e US$ 65 mil continuam representando uma pressão significativa de oferta. Isso ajuda a explicar por que a reação do preço do Bitcoin permanece moderada. Os fundos de Ether também prolongaram a sequência de entradas líquidas, indicando que a demanda institucional está voltando, mas de forma mais seletiva entre os diferentes ativos digitais.
Cenário macroeconômico
O principal catalisador macroeconômico para o BTC veio dos dados de emprego de julho nos Estados Unidos, que mostraram uma queda na criação de vagas no setor privado não agrícola, enquanto os números dos meses anteriores também foram revisados para baixo. A média de criação de empregos vem desacelerando. A taxa de desemprego, por sua vez, recuou para 4,1%, refletindo uma menor participação da população no mercado de trabalho.
Os baixos níveis de demissões e a queda nos pedidos de auxílio-desemprego indicam que o mercado de trabalho está perdendo força de forma gradual, e não entrando em uma deterioração mais acentuada. Ao mesmo tempo, a desaceleração dos salários, a menor participação da população e a redução da amplitude das contratações confirmam uma perda clara de ritmo.
Os mercados reagiram reduzindo para 43,9% a probabilidade de uma alta de juros em setembro. O movimento levou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de curto prazo e o dólar para baixo, ao mesmo tempo em que deu suporte às ações e às criptomoedas. Os juros de longo prazo, porém, não acompanharam esse movimento. O rendimento dos Treasuries de 30 anos permaneceu acima de 5,2%, à medida que os investidores continuaram precificando uma inflação persistente e um elevado volume de emissões de dívida pelo governo americano. Essa divergência indica que uma eventual manutenção dos juros em setembro representaria uma postura de cautela, e não o início de um ciclo de flexibilização monetária.
O Bitcoin continua encontrando suporte no atual ambiente macroeconômico. Para uma alta mais consistente, porém, será necessário que a demanda pelos ETFs continue superando a oferta disponível no mercado e que os dados de inflação sejam suficientemente favoráveis para permitir uma queda nos juros de longo prazo. Até que essas duas condições se concretizem, esperamos que o Bitcoin permaneça dentro da faixa atual.
9h
Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina
O Bitcoin começa a semana acima dos US$ 65 mil, mostrando resiliência mesmo diante do adiamento da votação do CLARITY Act no Senado americano. A recuperação de mais de 2% na última semana e o suporte encontrado próximo à média móvel simples de 200 semanas reforçam o cenário de recuperação.
O movimento também ocorre em um ambiente mais favorável para ativos de risco. Os futuros do Nasdaq 100 avançam cerca de 0,45%, impulsionados pela especulação de que o Irã estaria disposto a negociar com Omã uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, o que ajudaria a reduzir as preocupações com os impactos econômicos das tensões na região.
Ao mesmo tempo, os fluxos positivos para ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos apontam para uma retomada da demanda institucional, oferecendo um suporte adicional ao mercado. Agora, o foco está na capacidade do BTC de superar a faixa entre US$ 68 mil e US$ 72 mil. Uma ruptura dessa região poderia abrir espaço para uma nova perna de alta e favorecer uma rotação de capital para altcoins.
O mercado de altcoins permanece cautelosamente otimista, mas ainda sem um movimento significativo. O indicador de altseason está em 37/100, enquanto o capital continua concentrado no Bitcoin. Isso sugere que uma rotação mais relevante para tokens menores dependerá de o BTC romper sua atual faixa de negociação e avançar para níveis mais altos.
8h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta segunda-feira, 10/08/2026, está cotado em R$ 331.707,75. O BTC começa a semana sem grandes novidades e continua 'travado' em US$ 64 mil.

De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, o Fear & Greed marca 30 e passou os últimos quatro dias entre 29 e 31, dentro da zona de medo, enquanto o bitcoin subia 4,3% na semana.
De acordo com o analista, o fato que impactou o preço veio do mercado de trabalho americano. O relatório de emprego de julho, divulgado na sexta-feira, mostrou destruição de 23 mil vagas contra expectativa de criação de 80 mil, e ainda retirou 103 mil postos das revisões de maio e junho. A taxa de desemprego caiu para 4,1% e o salário médio desacelerou para 3,2% em 12 meses.
Além disso, o mercado leu o conjunto como adiamento da alta de juros que o Fed de Kevin Warsh deixou em aberto: o rendimento do título de dois anos, o mais sensível à decisão, recuou para 4,20%, e o de dez anos está em 4,64%. A precificação para uma alta ainda em outubro segue perto de 58%, ou seja, o número fraco empurrou o calendário sem tirar o aperto da mesa, porque o choque de energia mantém a inflação viva.
Wall Street fechou a sexta no azul, com o Nasdaq subindo 1,3% para 26.690 pontos, o S&P 500 avançando 0,6% para 7.757 e o Dow Jones 0,3% para 54.036. Nesta manhã a Ásia acompanhou: o Nikkei subiu 2,1% para 66.970 pontos, o Taiex ganhou 1,6%, o Hang Seng 0,9% e o Kospi 0,7%. A Austrália foi na direção oposta, com queda de 0,3%, e na China a inflação de julho veio abaixo do esperado tanto no consumidor quanto no produtor, o que mantém em pé a dúvida sobre a demanda interna. No resto do tabuleiro a energia continua mandando: o Brent está perto de US$ 84 e o WTI perto de US$ 79, com Ormuz ainda sem definição. O ouro avançou para US$ 4.405, o dólar está em 158,7 ienes e em R$ 5,09 por aqui.
Bitcoin análise técnica
Os produtos de investimento em ativos digitais mantiveram-se relativamente otimistas ao longo da semana passada, com o Bitcoin registrando entradas de aproximadamente US$ 853 milhões até sexta-feira. Isso marca o retorno dos investidores institucionais, após saídas de cerca de US$ 62 milhões na semana anterior. As entradas acumuladas totalizam US$ 52,18 bilhões, com ativos líquidos de US$ 79,5 bilhões.

Fluxos de ETFs de Bitcoin | Fonte: SoSoValue
Os ETFs spot de Ethereum estenderam sua sequência de alta pela quinta semana consecutiva, atraindo quase US$ 245 milhões em entradas de capital até quinta-feira. Se mantidas, essas entradas podem compensar a pressão vendedora, aumentando as chances de uma recuperação prolongada acima de US$ 2.000.

Fluxos de ETFs de Ethereum | Fonte: SoSoValue
Os ETFs spot de XRP listados nos EUA registraram entradas de US$ 1,01 milhão na semana passada, dando continuidade ao ímpeto de alta observado nas últimas semanas. As entradas acumuladas totalizam US$ 1,51 bilhão, com ativos líquidos sob gestão de US$ 953 milhões.

Gráfico diário XRP/USDT
De acordo com o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev, o BTC está mantendo uma postura neutra a ligeiramente otimista, estando acima da Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias, próxima a US$ 64.663, mas ainda limitado abaixo da EMA de 100 dias, em torno de US$ 66.978, e da EMA de 200 dias, perto de US$ 73.501. A ação do preço respeita uma linha de tendência ascendente com um ponto de ruptura próximo a US$ 63.293, enquanto o SAR Parabólico está bem abaixo do preço, em torno de US$ 62.275, reforçando uma estrutura de suporte.
Os indicadores de momentum apontam para uma tendência construtiva, com o Índice de Força Relativa (RSI) próximo de 55 e a Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) de volta ao território positivo com um perfil de leve melhora, sugerindo que os compradores ainda têm uma ligeira vantagem, desde que esses suportes subjacentes se mantenham.

Gráfico diário BTC/USDT
Na alta, a resistência inicial aparece na EMA de 100 dias, em torno de US$ 66.978, e uma quebra sustentada acima dessa barreira exporia a EMA de 200 dias, mais significativa, perto de US$ 73.501, como o próximo objetivo de alta. Na baixa, o suporte imediato é definido pela EMA de 50 dias, em cerca de US$ 64.664, seguido pela região da linha de tendência ascendente em torno de US$ 63.293, com o suporte do SAR Parabólico próximo a US$ 62.275 atuando como uma proteção mais profunda. Um fechamento diário abaixo desse agrupamento prejudicaria o tom construtivo atual e mudaria a tendência de volta para o lado dos vendedores.
Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de agosto de 2026 é de R$ 331.707,75. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 10 de agosto de 2026, são: Jito (JTO), Worldcoin (WLD) e Pump.fun (PUMP), com altas de 10%, 9% e 8%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 10 de agosto de 2026, são: Audiera (BEAT), Algorand (ALGO) e Just (JST), com quedas de -22%, -4% e -3% respectivamente.

