A Base, blockchain da Coinbase, anunciou nesta quarta, 22, a abertura de seu primeiro hub, o “Base Node”, na América Latina, com um espaço de ecossistema em Florianópolis.
De acordo com o comunicado, este é um passo estratégico para expandir o ecossistema cripto na região, com mais de 50 startups brasileiras já operando na Base atualmente.
O espaço tem como objetivo apoiar builders, fundadores e contribuidores individuais, além de fortalecer ainda mais as conexões dentro da comunidade de blockchain no Brasil e na América Latina.”, detacou.
Localizado no Ethereum Hub, a empresa ressalta que o novo espaço foi concebido como um ponto de encontro para colaboração, aprendizado e desenvolvimento, fomentando assim o ecossistema da Base e conectando talentos promissores a grandes oportunidades e projetos em trading, stablecoins e no Base App.
Além disso, o “Base Node” sediará eventos, sessões de trabalho, trocas de ideias e iniciativas de compartilhamento de conhecimento para o ecossistema, criando um ambiente propício à inovação. Também será um espaço para criadores, totalmente equipado para a produção de podcasts e vídeos.
“A inauguração do Base Node na região reflete a crescente relevância da América Latina — e especialmente do Brasil — no cenário global de tecnologia e ativos digitais. A região tem se destacado pela qualidade de seus talentos e pela velocidade de adoção de soluções baseadas em blockchain, e este espaço em Florianópolis tem como objetivo liderar essa onda de inovação”, disse Guilherme Bettanin, Latam Lead da Base.
Por meio de convite, o Base Node receberá mais de 50 startups brasileiras que atualmente operam na Base, além de qualquer builder que atue fora do ecossistema da Base e deseje se conectar com a comunidade.
“O Base Node representa mais um passo importante na valorização do talento brasileiro e latino-americano, conectando players locais a uma rede global de oportunidades. Queremos apoiar a próxima geração de líderes de projetos inovadores no desenvolvimento de soluções do dia a dia para trading, stablecoins e a nova economia onchain”, acrescentou Bettanin.
Layer 2
Recentemente, Vitalik Buterin. criador do Ethereum voltou a detalhar como enxerga a evolução das redes de segunda camada (L2) e o papel do Ethereum nesse novo ciclo. Durante recente participação em evento internacional, o cofundador da rede destacou que o ecossistema passa por uma mudança estrutural.
Segundo ele, o crescimento das L2 não deve seguir apenas o caminho de ampliar escala. Em vez disso, essas soluções tendem a assumir funções mais específicas, voltadas para aplicações reais e necessidades concretas dos usuários.
Buterin explicou que o modelo atual ainda replica, em grande parte, a máquina virtual do Ethereum em versões mais escaláveis. Para ele, essa abordagem pode se tornar limitada ao longo do tempo.
O avanço de novas tecnologias, como provas de conhecimento zero (ZK), já permite separar execução e validação de transações. Isso abre espaço para arquiteturas mais flexíveis e eficientes dentro do ecossistema.
L2 devem evoluir além da escalabilidade
Vitalik destacou que o futuro das L2 está diretamente ligado à especialização. Em vez de competir com a camada principal, essas redes devem oferecer funcionalidades que o Ethereum não consegue atender diretamente.
Ele citou que muitas aplicações exigem características específicas, como maior velocidade, menor custo ou diferentes modelos de execução. Nesse cenário, as L2 passam a funcionar como ambientes adaptados para cada tipo de uso.
A tendência, segundo ele, é o surgimento de novas gerações de L2 que não se limitam a reproduzir o Ethereum. Algumas já começam a explorar caminhos próprios, com arquiteturas distintas e foco em aplicações específicas.
Essa mudança também acompanha a evolução do próprio Ethereum. A rede principal começa a ampliar sua capacidade, impulsionada por avanços tecnológicos, o que reduz a pressão sobre as L2 para resolver apenas problemas de escala.
Com isso, o ecossistema passa a se reorganizar. O Ethereum deixa de ser visto apenas como uma base limitada em desempenho e passa a atuar como uma camada mais robusta de segurança.
Ethereum mantém foco em segurança e descentralização
Apesar das mudanças, Buterin reforçou que o Ethereum não pretende competir em eficiência com soluções centralizadas. A prioridade continua sendo segurança, descentralização e resistência à censura.
Ele afirmou que a rede deve concentrar esforços em garantir integridade e confiança, enquanto as L2 assumem demandas ligadas à performance e experiência do usuário.
Essa divisão de responsabilidades redefine a arquitetura do ecossistema. O Ethereum atua como camada base confiável, enquanto as L2 funcionam como extensões voltadas a diferentes casos de uso.
Buterin também destacou que essa abordagem permite inovação mais rápida. Desenvolvedores podem criar soluções específicas sem comprometer os princípios fundamentais da rede principal.
Ao mesmo tempo, ele alertou que a evolução exige escolhas. Projetos precisam decidir entre velocidade e segurança, especialmente em um ambiente onde a competição entre redes aumenta.

