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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

5 criptomoedas para ficar de olho em abril

Mesmo sob pressão geopolítica, Bitcoin mantém suporte e pode liderar recuperação com Ethereum, Solana e Hyperliquid

5 criptomoedas para ficar de olho em abril
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Se março foi o mês da dúvida sobre fundo, abril começa com um sinal mais sofisticado: resiliência em meio ao caos.

O Bitcoin caminha para encerrar o mês de março dentro do trading range entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, estrutura que vem sendo construída desde fevereiro.

De acordo com André Franco, CEO da Boost Research, à primeira vista, esse comportamento pode parecer apático, mas carrega uma leitura importante: o mercado entrou em uma fase de absorção, onde mesmo diante de um ambiente externo adverso, os vendedores já não conseguem empurrar o preço para novas mínimas com a mesma facilidade.

Segundo ele, o pano de fundo, no entanto, continua desafiador e tem nome claro: geopolítica. O conflito no Oriente Médio passou a ditar o ritmo dos ativos de risco nas últimas semanas, e essa dinâmica deve permanecer dominante no curto prazo.

O mercado reagiu de forma bastante sensível à evolução dos acontecimentos, estabelecendo uma relação direta entre o conflito e o comportamento dos ativos. Em cenários de desescalada, há alívio nos preços do petróleo, melhora nas expectativas inflacionárias e, consequentemente, um ambiente mais favorável para ativos de risco, incluindo criptomoedas. Por outro lado, qualquer sinal de intensificação do conflito tende a pressionar o petróleo para cima, elevar expectativas de inflação e reforçar a tese de juros mais altos por mais tempo, uma combinação historicamente desfavorável para mercados de risco”, disse.

Nesse contexto, Franco destacou as criptomoedas que merecem atenção no mês.

1. Bitcoin (BTC)

O Bitcoin continua sendo o principal termômetro do mercado. A compressão de preços dentro da faixa atual sugere um momento clássico de acumulação ou distribuição, e a resolução desse intervalo deve definir o próximo movimento relevante.

Em caso de deterioração macro, o ativo tende a cair menos que o restante do mercado; em caso de alívio, será o primeiro a romper resistências e puxar o restante dos criptoativos.

2. Ethereum (ETH)

O Ethereum segue como o principal ativo sensível à mudança de regime dentro do ecossistema. Sua capacidade de reagir rapidamente a momentos de melhora no sentimento, somada ao seu papel central em narrativas como DeFi, stablecoins e ativos do mundo real tokenizados, mantém o ativo bem posicionado.

Em momentos próximos de reversão, o ETH costuma liderar o movimento das altcoins, funcionando como uma ponte entre a segurança do Bitcoin e o risco mais elevado dos demais ativos.

3. Solana (SOL)

A Solana, por sua vez, permanece como uma das estruturas mais preparadas para capturar fluxo em um eventual retorno do apetite por risco. Mesmo sem grandes movimentos recentes de preço, sua atividade de rede segue robusta e sua proposta de escalabilidade eficiente a mantém como principal alternativa ao eixo tradicional liderado por Bitcoin e Ethereum.

Em cenários de reversão, ativos com execução consistente e narrativa clara tendem a sair na frente, e Solana segue encaixada nesse perfil.

Já Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit, destaca que após um primeiro trimestre marcado pela entrada institucional e pela consolidação de infraestrutura blockchain, abril tende a ser um mês em que o mercado passa a olhar menos para narrativas especulativas e mais para uso real das redes e fluxo de capital dentro do ecossistema.

Nesse cenário, ele compartilhou 5 criptomoedas que acha interessante para o mês.

1. Bitcoin (BTC)

O Bitcoin continua sendo o principal indicador de fluxo institucional e apetite por risco dentro do mercado de criptoativos. A dominância permanece elevada e o comportamento dos ETFs segue como um dos principais termômetros de entrada de capital no setor. Abril tende a ser um mês importante para confirmar se o movimento do primeiro trimestre se sustenta ao longo do ano.

2. Ethereum (ETH)

O Ethereum segue como a principal infraestrutura para aplicações financeiras, tokenização de ativos e emissão de stablecoins. O crescimento das soluções de segunda camada e o aumento de ETH em staking reforçam a narrativa do ativo como base da nova infraestrutura financeira digital. A evolução do ecossistema institucional continua sendo um dos principais fatores a acompanhar.

3. Optimism (OP)

Com a expansão do ecossistema de Layer 2 e o crescimento do modelo baseado no OP Stack, a Optimism se posiciona como uma das principais infraestruturas de escalabilidade do Ethereum. O aumento de redes construídas sobre essa tecnologia e o crescimento do uso dessas soluções podem fortalecer a tese de longo prazo para o ativo.

4. Aave (AAVE)

O Aave representa a tese de finanças descentralizadas com geração de rendimento. Protocolos de lending tendem a ganhar relevância em momentos em que o mercado busca retorno sobre ativos digitais e maior eficiência de capital dentro do ecossistema cripto. Com alto valor total bloqueado e histórico consolidado, o Aave continua sendo uma das principais referências do setor de DeFi.

5. USDC (stablecoin)

Mais do que um ativo defensivo, o USDC se consolida como peça central da infraestrutura financeira baseada em blockchain. O crescimento do uso de stablecoins em pagamentos internacionais, operações corporativas e tokenização de ativos reforça a importância dessas moedas digitais no mercado. Em muitos ciclos, o aumento da capitalização de stablecoins antecede movimentos mais amplos de mercado, tornando o ativo relevante para acompanhar o fluxo de capital dentro do setor.

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