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O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 22/04/2026, está cotado em R$ 387.866,44. O BTC voltou a subir nesta quarta, registrando uma alta de mais de 2% e atingindo US$ 78 mil.

Por que o preço do Bitcoin subiu hoje?
De acordo com Mike Ermolaev, analista e fundador da Outset PR, o movimento de alta ocorre em linha com a valorização dos ativos de risco globais, mas o BTC se destaca ao superar o desempenho médio do mercado. Além disso, os dados mostram que a criptomoeda mantém uma correlação de 94% com o S&P 500 nos últimos 30 dias, o que reforça o caráter macro do rali atual. Ou seja, a alta não acontece isoladamente, mas sim como parte de um ambiente mais favorável ao risco.
O principal fator por trás da valorização veio do cenário geopolítico. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu o cessar-fogo com o Irã por tempo indeterminado, reduzindo uma das maiores fontes de incerteza que pressionavam os mercados desde o início de abril. Com a diminuição da tensão no Oriente Médio, investidores voltaram a aumentar a exposição a ativos mais arriscados. Nesse contexto, o Bitcoin reagiu rapidamente, recuperando força após semanas de lateralização.
Além do ambiente macro mais leve, o mercado recebeu um forte impulso vindo da demanda institucional. A empresa Strategy anunciou a compra de 34.164 BTC, equivalente a aproximadamente US$ 2,54 bilhões, marcando uma das maiores aquisições semanais já registradas. Esse movimento tem impacto direto na dinâmica de oferta e demanda, já que retira uma quantidade relevante de moedas do mercado, reduzindo a liquidez disponível para venda e criando pressão altista no preço.
Ele também aponta que os fluxos para ETFs de Bitcoin continuam positivos. O IBIT, da BlackRock, registra nove dias consecutivos de entradas líquidas, sinalizando interesse consistente por parte de investidores institucionais. Esse fluxo contínuo reforça a percepção de que o mercado está construindo um suporte mais sólido, com capital de longo prazo entrando de forma estruturada. Dessa forma, a combinação entre menor risco global e forte absorção de oferta ajuda a explicar a sustentação do movimento de alta.
Outro elemento importante para entender a recente valorização do BTC está no mercado de derivativos. A quebra da resistência na região dos US$ 76 mil desencadeou um efeito cascata de liquidações, especialmente entre posições vendidas alavancadas. Nas últimas 24 horas, cerca de US$ 126,6 milhões em posições foram liquidadas, sendo US$ 84,25 milhões em shorts. Esse tipo de movimento, conhecido como short squeeze, ocorre quando traders que apostavam na queda são forçados a recomprar o ativo, impulsionando ainda mais o preço.
Além disso, a taxa de financiamento permanece negativa, em torno de -0,0009%, indicando que ainda existe uma predominância de posições vendidas no mercado. Esse cenário sugere que há espaço para novas liquidações caso o preço continue subindo, o que pode manter a pressão altista no curto prazo. No entanto, esse mesmo fator também aumenta o risco de volatilidade, já que movimentos rápidos podem ser revertidos com a mesma intensidade.
Perspectivas: US$ 80 mil no radar com atenção ao FOMC
Do ponto de vista técnico, o rompimento da região dos US$ 76 mil representa um sinal positivo para o mercado. Esse nível passa a atuar como suporte imediato, enquanto a próxima grande resistência está na faixa dos US$ 80 mil, considerada um patamar psicológico relevante. Caso o BTC consiga se manter acima desse suporte e consolidar a alta, o mercado pode buscar níveis ainda mais elevados, com a média móvel de 200 dias, próxima de US$ 86 mil, como próximo alvo.
Por outro lado, uma perda consistente desse suporte pode abrir espaço para uma correção até a região dos US$ 73.200, onde há concentração de liquidez e interesse comprador. Além disso, o mercado acompanha de perto a próxima reunião do Federal Reserve, marcada para os dias 6 e 7 de maio. O posicionamento do banco central em relação às taxas de juros pode influenciar diretamente o apetite por risco e, consequentemente, o desempenho do Bitcoin.
No campo do sentimento, os sinais permanecem mistos. Enquanto alguns analistas destacam a região dos US$ 75 mil como uma linha decisiva entre alta e queda, dados mostram que o pessimismo nas redes sociais atingiu níveis elevados recentemente. Historicamente, esse tipo de comportamento costuma anteceder movimentos de recuperação, funcionando como um indicador contrarian.
Lacie Zhang, analista de pesquisa na Bitget Wallet, afirma que no curto prazo, o cenário parece construtivo, com expectativa de que o Bitcoin negocie na faixa entre US$ 75.000 e US$ 90.000 nas próximas semanas, com uma possível aproximação do topo desse intervalo dependendo da continuidade das entradas institucionais e da estabilidade macroeconômica.
Já o Ethereum deve oscilar entre US$ 2.200 e US$ 2.800, apoiado pelo aumento da atividade on-chain e pela sua maior sensibilidade à melhora no apetite por risco. Um rompimento consistente acima desses níveis provavelmente exigirá uma confirmação mais clara de flexibilização monetária e uma melhora sustentada nas condições de liquidez.
Portanto, o preço do Bitcoin em 22 de abril de 2026 é de R$ 387.866,44. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 22 de abril de 2026, são: Pudgy Penguins (PENGU), Sei (SEI) e edgeX (EDGEX), com altas de 11%, 10% e 6%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 22 de abril de 2026, são: DeXe (DEXE), Bianrensheng (币安人生) e Venice Token (VVV), com quedas de -14%, -10% e -8% respectivamente.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

