Cointelegraph
DOGE$0.08421 5.84%
TRX$0.3325 0.99%
LINK$12.71 4.63%
ZEC$1,185.38 10.85%
ADA$0.2321 9.67%
XRP$1.38 2.89%
ETH$2,472.17 4.22%
BTC$81,656.72 1.99%
XMR$543.89 2.50%
BNB$733.73 5.29%
XLM$0.1920 4.47%
SOL$108.90 6.55%
HYPE$84.34 4.79%
Escrito por Marcel PechmanRedatorRevisado por Ray SalmondEditor

Queda do preço do Bitcoin para US$ 75 mil foi o fundo? — Dados sugerem que o desacoplamento entre BTC e ações deve continuar

MercadosPublicado7 de abr. de 2025

A correlação do Bitcoin com o S&P 500, o mercado futuro, os ETFs de BTC spot e a demanda por stablecoins na China favorece uma reversão de tendência.

was-bitcoin-price-drop-to-75k-the-bottom-data-suggests-btc-to-stocks-decoupling-will-continue

O Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 75.000 em 6 de abril, pressionado pelos mercados tradicionais, à medida que os futuros do S&P 500 atingiram seus níveis mais baixos desde janeiro de 2024. O pânico inicial também fez com que os futuros do petróleo WTI caíssem abaixo de US$ 60 pela primeira vez em quatro anos. No entanto, os mercados posteriormente recuperaram parte das perdas, permitindo que o Bitcoin retomasse o nível de US$ 78.000.

Correlação do Bitcoin com mercados tradicionais tende a ser de curta duração

Enquanto alguns analistas argumentam que o Bitcoin entrou em um mercado de baixa após uma correção de 30% a partir do pico do ciclo, dados históricos oferecem diversos exemplos de recuperações ainda mais fortes. Notavelmente, a alta correlação do Bitcoin com os mercados tradicionais tende a ser passageira. Vários indicadores sugerem que os traders estão apenas aguardando melhores oportunidades de entrada.

Correlação de 40 dias: Futuros do S&P 500 vs. Bitcoin/USD. Fonte: TradingView / Cointelegraph

O desempenho recente do Bitcoin tem estado fortemente atrelado ao S&P 500, mas essa correlação varia significativamente ao longo do tempo. Por exemplo, a correlação se tornou negativa em junho de 2024, quando as duas classes de ativos se moveram em direções opostas por quase 50 dias. Além disso, embora a métrica de correlação tenha ultrapassado o limite de 60% por 272 dias ao longo de dois anos — cerca de 38% do período — esse número é estatisticamente inconclusivo.

A recente queda do preço do Bitcoin para US$ 74.440 reflete uma incerteza crescente nos mercados tradicionais. Embora períodos de correlação incomumente alta entre o Bitcoin e ativos tradicionais já tenham ocorrido no passado, raramente duram muito. Além disso, a maioria das grandes ações de tecnologia está atualmente sendo negociada com queda de 30% ou mais em relação às suas máximas históricas.

O ouro falhou como “reserva de valor” entre 2022 e 2024

Mesmo com uma capitalização de mercado de US$ 1,5 trilhão, o Bitcoin continua sendo um dos 10 ativos mais negociados globalmente. Embora o ouro seja frequentemente considerado a única “reserva de valor” confiável, essa visão ignora sua volatilidade. Por exemplo, o ouro caiu para US$ 1.615 em setembro de 2022 e levou três anos para recuperar sua máxima histórica anterior de US$ 2.075.

Embora o ouro tenha uma capitalização de mercado de US$ 21 trilhões — 14 vezes maior que a do Bitcoin — a diferença em ativos sob gestão de ETFs spot é muito menor: US$ 330 bilhões para o ouro contra US$ 92 bilhões para o Bitcoin. Além disso, instrumentos listados em bolsa vinculados ao Bitcoin, como o Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), estrearam nas bolsas em 2015, o que dá ao ouro uma vantagem de 12 anos em presença de mercado.

Importância dos ETFs de Bitcoin e resiliência nos derivativos de BTC

Do ponto de vista dos derivativos, os contratos perpétuos de Bitcoin (inverse swaps) permanecem em excelente condição, com a taxa de financiamento oscilando próxima de zero. Isso indica uma demanda equilibrada por alavancagem entre posições longas (compradores) e curtas (vendedores). Isso contrasta fortemente com o período entre 24 e 26 de março, quando a taxa de financiamento ficou negativa, atingindo 0,9% ao mês — refletindo uma demanda mais forte por posições de baixa.

Taxa de financiamento de contratos perpétuos de Bitcoin (8 horas). Fonte: Laevitas.ch

Além disso, a liquidação de US$ 412 milhões em posições longas alavancadas entre 6 e 7 de abril foi relativamente modesta. Para comparação, quando o preço do Bitcoin caiu 12,6% entre 25 e 26 de fevereiro, as liquidações de posições de alta alavancadas totalizaram US$ 948 milhões. Isso sugere que os traders estavam mais preparados desta vez ou dependeram menos de alavancagem.

Por fim, a demanda por stablecoins na China oferece mais uma visão sobre o sentimento do mercado. Normalmente, uma forte demanda de varejo por criptomoedas faz com que as stablecoins sejam negociadas com um ágio de 2% ou mais acima da cotação oficial do dólar americano. Por outro lado, um ágio abaixo de 0,5% geralmente sinaliza medo, à medida que os traders buscam sair dos mercados cripto.

Tether em dólar (USDT/CNY) vs. Dólar americano/CNY. Fonte: OKX

O ágio do Tether (USDT) permaneceu em 1% em 7 de abril, mesmo com o preço do Bitcoin caindo abaixo de US$ 75.000. Isso sugere que os investidores provavelmente estão migrando suas posições para stablecoins, possivelmente aguardando uma confirmação de que o mercado de ações dos EUA atingiu o fundo antes de retornar aos investimentos em criptomoedas.

Historicamente, o Bitcoin tem demonstrado uma falta de correlação com o S&P 500. Além disso, a taxa de financiamento dos futuros de BTC próxima de zero, as liquidações relativamente modestas de contratos futuros somando apenas milhões e o ágio de 1% nas stablecoins na China apontam para uma forte probabilidade de que o preço do Bitcoin tenha encontrado um fundo em US$ 75.000.

Este artigo tem caráter meramente informativo e não deve ser considerado como aconselhamento jurídico ou de investimento. As opiniões aqui expressas são exclusivamente do autor e não refletem necessariamente os pontos de vista do Cointelegraph.

Este artigo é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e destina-se apenas a fins informativos. Não constitui aconselhamento de investimento ou recomendações. Todos os investimentos e negociações envolvem riscos; os leitores são incentivados a realizar pesquisas independentes.

Mais sobre o assunto