Resumo da notícia:
Ripple destaca uso de stablecoins no Brasil e considera o país porta de entrada para América Latina.
Executiva elogia parcerias da Ripple no Brasil com o Banco Genial e com a fintech Nomad.
Emissora do XRP e do RLUSD considera o país ideal para early adopters.
A Ripple revelou esta semana que deve aumentar suas operações no Brasil e qualificou o país, líder regional em transações via stablecoins, como porta de entrada para a América Latina.
Em participação durante o Merge, em São Paulo, a presidente da plataforma de transações transfronteiriças em blockchain, Monica Long, destacou a liderança do país em pagamentos via stablecoins, destacando a afinidade do país para consumidores e usuários que adotam novas tecnologias antes da maioria das pessoas (early adopters).
Monica Long também elogiou as parcerias da Ripple no Brasil com o Banco Genial e com a fintech Nomad em operações cross-border. Em entrevista ao Valor, a executiva disse que a empresa pretende “avançar em parcerias com fintechs, bancos e criptonativos”.
Citando o Pix e o open banking, modelo do Banco Central (BC) de compartilhamento seguro de dados dos clientes mediante autorização, ela qualificou o Brasil como inovador e que o país é o maior mercado da Ripple para pagamentos através de stablecoins.
Ela disse ainda que há espaço no país para utilização da altcoin XRP e da stablecoin atrelada ao dólar americano, RLUSD, ambas emitidas pela Ripple. No caso do XRP, ela lembrou que o token serve como ponte para outras criptomoedas, que não são tão líquidas, empréstimos em pools de liquidez, entre outros casos de uso, além de novas possibilidades no radar da emissora.
Na esteira de várias aquisições globais feitas recentemente, como a tesouraria Gtreasury (US$ 1 bilhão), a exchange Hidden Road (R$ 1,25 bilhão) e a plataforma de pagamentos via stablecoins Rail (US$ 200 milhões), a Ripple também anunciou esta semana que vai pedir ao BC licença VASP, além da implantação de serviços de custódia de criptomoedas no país, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

